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O presidente do Observatório Social (OS) do Brasil, empresário paranaense Eduardo Araújo, defendeu, na tarde desta quarta-feira (21/07), a multiplicação, em todo o país, de organismos como o que preside, que atua no controle dos gastos públicos pela sociedade civil. "As entidades que representam a população devem, cada vez mais, interferir diretamente no monitoramento das gestões públicas para que se ampliem os processos de fiscalização da aplicação do dinheiro público", afirmou Araújo.
Ele foi o palestrante do Seminário Estadual da Participação e Controle Social, realizado no auditório da sede da OAB/RS, em Porto Alegre, e promovido por um numeroso grupo de entidades que apóiam a criação de OSs no Estado, dentre elas a Ordem gaúcha dos advogados, o Fórum dos Conselhos de Profissões Regulamentadas/RS, o Fórum Democrático, da Assembleia Legislativa, e a Associação Rio-Grandense de Imprensa. Em entrevista coletiva, Eduardo Araújo enfatizou que um controle rígido e isento das finanças administrativas dos municípios pelas entidades da sociedade civil permite, entre outros resultados positivos, a melhoria na qualidade da prestação dos serviços públicos, estimulando, ao final, o aprimoramento da justiça social. "Os importantes frutos deste trabalho de fiscalização das contas públicas vem sendo demonstrados nas 52 cidades em nove Estados brasileiros onde há observatórios sociais atuando", apontou o empresário. Para o presidente da OAB/RS, Claudio Lamachia, a presença maciça, no debate, de representantes de prefeituras do Interior, de instituições e autoridades, foi uma clara demonstração de que a sociedade gaúcha está preparada e quer a instalação de OSs em todo o Estado. "É mais uma ferramenta de controle social e as comunidades e suas entidades organizadas devem aderir a esta forma inovadora e transparente de fiscalização dos atos públicos que envolvem o dinheiro da comunidade", enfatizou o dirigente, referindo-se aos observatórios sociais.
Fonte: OAB/RS
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