Televisão por Demanda do Cliente

A indústria de mídia vem prometendo VOD (Vídeo on Demand) por mais de uma década. Em 1994, a Time Warner investiu no mínimo US$ 100 milhões um experimento de TV interativa em Orlando (na Flórida). Durante dois anos 4.000 residências servidas por TV a cabo, desfrutando centenas de canais (mais de 100 filmes disponíveis) e serviços bancários e de encomenda de pizzas, on-line, resultou num decepcionante fracasso por falta de interesse dos participantes. A Time Warner encerrou a experiência em 1977 alegando que a tecnologia não estava pronta para o mercado. Mas, desde então inovações foram se intrometendo aos poucos nos consumidores, como os serviços de pague-para-ver (pay-per-view) e a televisão via satélites com oferta de centenas de canais.

Por que então o VOD está acontecendo agora?
Há diversas razões. Algumas técnicas como explicitado no final deste artigo, mas a melhor resposta é a penetração da banda larga via linhas telefônicas convencionais e a cabodifusão (TV a cabo), somente agora atingindo patamares de qualidades aceitáveis que tornam o serviço comercialmente atrativo.
Segundo o IDC, a quantidade de residências com acesso em banda larga a cabo crescerá de 17% do atual nível para 36% em 2008, enquanto que o grupo de pesquisas tecnológicas In-Sat/MDR, do Arizona (EUA), prevê um crescimento mundial, no acesso a serviços digitais via banda larga, dos atuais 5,2 milhões de assinantes para 42 milhões em 2008.

Na Europa o VOD está tendo um crescimento muito rápido com a adesão inclusive das grandes empresas de telecomunicações na oferta do serviço, como é o caso da France Telecom, que associada a empresas de televisão oferece VOD via DSL, isto é, através de sua rede de cabos convencional.

Mas, apesar dos progressos, Jan Hein Bakkers, analista senior da IDC, diz com muita propriedade: “Se a banda larga emigrar para o mercado de massa, ela tem de ir para a TV”. Segundo ele, num futuro previsível, a indústria de aluguel e vendas de DVD e fitas VHS constituirão um obstáculo formidável ao VOD. Ver filmes e programas de variedades na tela do monitor de computador não constitui opção agradável quando comparada com um televisor.
Um outro obstáculo ponderável é o fato da indústria de DVD obter os últimos filmes de Hollywood cerca de seis meses antes de eles serem liberados para o VOD ou mesmo para a TV paga. Naturalmente, sempre haverá a possibilidade de negociações a respeito, mas não serão fáceis: a indústria de aluguel de DVD e VHS movimenta quase US$ 50 bilhões e se sente muito confortável e segura com o status quo.

Apesar das barreiras, o VOD vem com força, pois as empresas telefônicas vão investir pesado para concorrer com a anunciada invasão das operadoras de TV a cabo no campo da telefonia. A tecnologia DSLAM (Digital Subscriber Line Access Multiplexer, pronuncie “di islam”) permite que as operadoras telefônicas utilizem suas redes de cobre convencionais pra transmissão de sinais de televisão sem necessidade de implantar novas redes especiais, como de fibras ópticas.

Resumo do artigo de William Boston, na revista Time Europe, de 27/09/04, pág. 61 a 63.

Nota da QUADRANTE:

Um fator que ganha importância no futuro do VOD é o desenvolvimento dos servidores de vídeos, que fornecem conteúdos complementares a oferta de filmes. As empresas de televisão, bem como outras apenas produtoras de conteúdos, mostram desenvoltura e competitividade e ganham espaço. Um bom exemplo no mercado brasileiro é a Globo Media Center, um impressionante complexo de máquinas, robôs e especialistas que tornam possível aos internautas acessar a qualquer hora a programação global na tela do PC. (veja mais na revista Info, out/04, pág. 44e 45).

Informação Sulrádio/ QUADRANTE - RTE 35


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