Este senhor manda na Globo

O nome é de artista: Octávio Florisbal. Ou pelo menos de personagem das novelas de Sílvio de Abreu. Mas o homem em questão, figura platinada dos quadros da TV Globo, prefere mesmo atuar nos bastidores. É ali, na área administrativa, que ele sempre mostrou seu talento, primeiro no departamento comercial da emissora, onde permaneceu por longos 22 anos, e agora, recém-empossado diretor-geral da TV Globo. Florisbal, de fato, está no cargo interinamente há um ano, desde que Marluce Dias da Silva teve de se afastar por problemas de saúde. Mas há cerca de 30 dias a família lhe concedeu oficialmente o comando da principal empresa das Organizações. O novo diretor-geral, um paulistano de 63 anos, desfruta de grande prestígio no clã Marinho. À frente da Globo ele bateu recordes de audiência, reverteu um viés de queda de faturamento e fez a emissora se distanciar da concorrência. “Só estou dando continuidade ao bom trabalho de Marluce”, diz o atual manda-chuva da principal rede de TV do País.

Pode até ser que o brilho de Florisbal à frente da Globo resida na continuidade, mas o Ibope é impressionante. O executivo subiu a média histórica de audiência entre as 7 e 24 horas, que oscilava entre 20 e 21 pontos, o que significava pouco mais de 50% dos aparelhos ligados. No ano passado, esse índice já pulou para 23 pontos de audiência ou 55% dos televisores em funcionamento. Mas foi em 2004 que a gestão Florisbal se fez presente. A média deste ano deverá bater os inéditos 24 pontos. Em outras palavras, significa que, até dezembro, de cada 10 aparelhos ligados, 5,8 estarão sintonizados na Globo. Um recorde. O bolo publicitário também arranca suspiros dos Marinho. Com um faturamento ao redor de R$ 5 bilhões por ano, a Globo vai abocanhar 75% dos quase R$ 7 bilhões que deverá ser despejado em publicidade na tevê aberta até o final de 2004.

Mas o que Florisbal fez para trazer bons ventos à Rede Globo? Reforçou na grade, por exemplo, a presença de séries nacionais com baixo custo e alto ibope junto aos telespectadores. Se A Grande Família mostrou-se sucesso absoluto nos últimos anos, por que não repetir a fórmula? Vieram então Os Normais, a Diarista, Sob Nova Direção. Outra medida foi tentar resgatar o padrão Globo de qualidade. Na gestão Marluce, houve um período em que os índices de audiência eram perseguidos a qualquer preço. Quem não se lembra, por exemplo, da exploração do deficiente Latininho no programa do Faustão? Na era Florisbal, não mais.

Por conta das medidas de ética, das alterações na grade e da ajuda do ambiente econômico – que irrigou novamente os acordos de publicidade – a Globo conseguiu bater recordes de audiência e, conseqüentemente, de venda de anúncios. Conseguiu até alongar prazos para a amortização das dívidas do grupo (R$ 4 bilhões). A TV Globo, avalista das demais empresas do conglomerado, respira aliviada. Em 30 dias, Florisbal garante que haverá um acerto positivo com todos os credores.

O executivo quer mais. “Pretendo elevar a receita em 20% este ano e se a economia ajudar em 2005, acrescentar outros 10% ao faturamento registrado em 2004”, diz Florisbal. Ele adianta que não vai mexer na grade de programação no próximo ano, mas pretende adaptar a emissora às novas mídias, como Internet e TV Interativa. No mais, confia no trabalho em equipe. Florisbal não é do tipo centralizador. Ouve mais do que fala e anota tudo, rigorosamente tudo o que interessa em sua área de atividade, em uma inseparável agenda de couro. “Ele foi meu grande parceiro à época. Tenho certeza que vai otimizar a produção e o comercial da Globo”, diz José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni. “E o melhor é que vai fazer tudo isso sem ferir nenhum princípio ético”.

Informaçâo: Sulrádio/ Isto É Dinheiro


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