A parte do acervo histórico da Rádio Nacional, que desde 1972 integra as coleções do Museu da Imagem e do Som (MIS), será digitalizada e disponibilizada na internet até o final deste ano. Vinculada à Secretaria Estadual de Cultura, a Fundação Museu da Imagem e do Som firmou convênio com a Petrobras, através do qual receberá verba para digitalizar a coleção, que contém 33 mil partituras originais, com cerca de sete páginas cada.
O processo de informatização será executado pelo Proderj, a empresa de processamentos de dados do governo do estado do Rio. A iniciativa vai facilitar o acesso aos documentos pelas centenas de pesquisadores, estudantes e curiosos que visitam o MIS a cada semana, além de evitar o manuseio dos originais, já desgastados pelo tempo.
De acordo com o presidente do MIS, Edino Krieger, a informatização é um sonho antigo dos funcionários do museu, já que instituições similares estão quase totalmente digitalizadas. "Temos o maior acervo de música do país, que inclui depoimentos de artistas, entrevistas, roteiros de programas de rádio e fotos raras. Com esse projeto, vamos abrir em grande estilo, em 2005, as comemorações dos 40 anos do MIS", afirmou Krieger.
Além de partituras de Ary Barroso e das grandes orquestras da rádio, assinadas por maestros e arranjadores como Radamés Gnatalli e Guerra Peixe, a coleção do Museu da Imagem e do Som inclui canções de ídolos das décadas de 40 e 50, época de ouro do rádio, registros de programas de calouros e de auditório, de radionovelas e do programa Repórter Esso, na voz de Heron Domingues.
O restante do acervo histórico da Rádio Nacional não foi doado ao MIS e encontra-se no setor de Arquivo e Pesquisa da própria emissora, na Praça Mauá, no centro do Rio de Janeiro.
Informação: Agência Brasil

