Mais de R$ 144.649.176,26 milhões em mídia doada: AGERT apresenta 17ª edição do Relatório Social da Entidade

 

 

Leite lendo relatório social

 

Evento virtual de lançamento da A A publicação ocorreu nesta quinta-feira (26), com a participação do governador do estado, Eduardo Leite. Edição de 2020/ano base 2019 contou com a participação de 225 emissoras associadas.

Na manhã desta quinta-feira, 26 de novembro, a Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (AGERT) apresentou a autoridades - dentre elas o governador do Estado, Eduardo Leite e o vice-governador, Ranolfo Vieira Júnior, a 17ª edição do Relatório Social, material que apresenta os dados de mídia doada pelos radiodifusores associados ao longo de 2019. O Relatório Social está disponível no site da entidade: https://www.agert.org.br/relatorio-social

Com a edição foi registrado o valor de R$ 144.649.176,26 milhões, doados por 225 emissoras para divulgação de ações sociais. Além dos dados e de cases na divulgação de ações sociais, a revista aborda o tema "A violência contra a mulher e o papel da mídia no combate ao feminicídio'', com entrevistas e reportagem especial. A AGERT conta hoje com 307 emissoras associadas e, desde 2004 - ano em que teve início o projeto do Relatório Social -, conta com engajamento cada vez mais intenso das emissoras.

Na reunião virtual, transmitida ao vivo pelo Facebook da entidade, o presidente da AGERT, Roberto Cervo Melão, exaltou o trabalho de fôlego desta edição, que mais uma vez demonstra a força das emissoras junto às comunidades em que estão inseridas. O presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), Flávio Lara Resende, destacou: "os números deste relatório são superlativos e comprovam a importância do associativismo. Imbuídas no espírito de solidariedade, as emissoras associadas doam parte de sua grade em prol de divulgações de ações sociais e, assim, cumprem com excelência a missão de bem informar".

Em seguida, a vice-presidente de Capacitação da AGERT e coordenadora do projeto, Myrna Proença, apresentou os números do Relatório e propôs uma profunda reflexão sobre o papel dos comunicadores frente à violência contra as mulheres. Myrna ainda destacou o crescimento histórico de participação das emissoras associadas no Relatório Social. Sobre a temática escolhida, ressaltou: "esse relatório é quase um manual para que as emissoras trabalhem a pauta em suas comunidades, em parceria com a Polícia Civil e outras autoridades. Estimular que as pessoas denunciem este crime. Podemos iniciar um grande movimento de mudança em nosso estado, a partir da discussão dessa pauta. A radiodifusão tem um poder extraordinário e nesta edição estão compiladas informações e análises importantes".

A chefe de Polícia do Estado, Nadine Anflor, enfatizou a importância de abordar o tema: "tratar do feminicídio não depende apenas das forças de segurança, mas de toda a sociedade e especialmente dos veículos de comunicação". Ela afirmou que hoje o RS conta com 23 Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) e que todos os profissionais das demais delegacias do estado estão sendo treinados para bem acolher as mulheres. "Criamos o projeto Sala das Margaridas, um espaço em cada delegacia - que não o balcão de atendimento – que visa dar o respeito e a proteção que as vítimas. Hoje temos 22, mas nenhuma sala é aberta sem que todos os profissionais recebam a capacitação de uma delegada de polícia, para ter o olhar diferenciado para o acolhimento. Sabemos que o combate a este crime é um trabalho árduo, mas temos que unir forças e com certeza este material servirá de base para discutir com propriedade e pautar este tema".

O doutor em Psiquiatria Nelio Tombini, que assim como Nadine foi um dos entrevistados da edição, destacou que é preciso lançar luz sobre a saúde mental, questão diretamente ligada a este tipo de violência. "No que diz respeito ao feminicídio e à violência contra a mulher, é preciso olhar para o cenário que envolve o ambiente em que ocorre a violência, o fator emocional que influencia na decisão de manter em silêncio. As mulheres precisam de espaço para se abrir, precisam se sentir seguras e encorajadas a denunciar", frisou. Ele citou o grupo de apoio psicoterápico do SUS, na Santa Casa de Porto Alegre, coordenador por ele: "a terapia desempenha um papel fundamental no fortalecimento emocional de pessoas que estão em vulnerabilidade. Ter espaço de fala é essencial para se libertar de um ciclo de dependência e violência, seja física ou moral. Muitas vezes a mulher não se dá conta de que está sofrendo algum tipo de abuso". Tombini elogiou a iniciativa da AGERT, que soma esforços na conscientização sobre a importância da denúncia contra a violência.

O governador Eduardo Leite frisou quão positiva é a iniciativa da AGERT em levantar a bandeira do combate à violência contra a mulher e ao fomentar o debate da pauta. "Vivemos um tempo de mudança cultural, de maior força, reconhecimento e poder para as mulheres, mas isso é muito recente em nossa história como humanidade e há tanto ainda para evoluirmos. Trabalhamos no reforço da segurança pública com relação a este tipo de violência, mas é preciso uma transformação cultural, com indignação coletiva aos atos praticados contra as mulheres. E para isso, os meios de comunicação são fundamentais".

Texto: Sâmela Lauz

NOTA DE REPÚDIO

A Agert manifesta solidariedade com o repórter Daniel Martins, da Rádio Agudo, que foi agredido fisicamente por um eleitor enquanto realizava cobertura das eleições municipais.

Esperamos que as autoridades policiais tomem as providências necessárias e apurem os fatos com a maior brevidade.

Atenciosamente,

Roberto Cervo Melão – Presidente da Agert e Vice-presidente da Abert

Voz do Brasil: autorizada flexibilização ou dispensa para veiculação de campeonatos de futebol

O Ministério das Comunicações (Minicom) publicou, nesta sexta-feira (6), a Portaria nº 1.250/2020, que autoriza de maneira excepcional a flexibilização ou dispensa do programa A Voz do Brasil para as rádios que transmitirem jogos de futebol enquanto perdurar o estado de calamidade pública provocado pela pandemia de COVID-19, reconhecido pelo Decreto Legislativo nº 6, de 20 de março de 2020. A medida atende solicitação protocolada pela ABERT.

De acordo com a portaria, as emissoras que desejarem transmitir os jogos do Campeonato Brasileiro – de todas as séries, inclusive o campeonato feminino – da Copa do Brasil ou da Libertadores, ficam autorizadas a transmitir A Voz do Brasil em horário diferenciado, da seguinte forma:

(i) para transmissão de jogos com início marcado entre as 19h e as 20h30, o programa poderá ser retransmitido com início até as 23h do mesmo dia; e,

(ii) para transmissão de jogos com início marcado para depois das 20h30, o programa de que trata o caput poderá ser retransmitido, sem cortes, antes do jogo, nos horários originalmente previstos, ou com início até as vinte e três horas e trinta minutos do mesmo dia.

A portaria permite, ainda, que a retransmissão da Voz do Brasil seja dispensada no caso de partidas com prorrogação, decisão por cobranças de pênaltis, ou no caso de força maior durante o jogo, que impeça seu término até o horário fixado para o início da transmissão do programa nos dias de jogos.

Importante destacar que, para fazer jus à flexibilização do horário diferenciado, as emissoras deverão realizar a transmissão integral das partidas e, no caso da Copa Libertadores, só será permitida a flexibilização ou dispensa excepcional quando os jogos forem disputados por pelo menos um time brasileiro.

Para o presidente da ABERT, Flávio Lara Resende, "ao acolher o pedido da ABERT, o Minicom possibilita a cobertura integral de eventos de interesse público e reconhece a relevância do rádio como importante veículo de informação, entretenimento e lazer, essencial para a sociedade, sobretudo neste momento de grave crise sanitária".

Fonte: Abert

Desoneração da folha de pagamentos é mantida até dezembro de 2021

O Congresso Nacional derrubou, o veto presidencial à desoneração da folha de pagamentos de 17 setores da economia, incluindo o de comunicação, rádio e televisão, considerado intensivo gerador de emprego e renda.

Com a derrubada do veto 26/2020, fica prorrogado, até 31 de dezembro de 2021, o regime de desoneração da folha de pagamento das emissoras, com recolhimento da contribuição previdenciária de 1,5% sobre a receita bruta.

A manutenção da desoneração acontece após intenso trabalho da ABERT, das associações estaduais de radiodifusão e de outras entidades que formaram uma coalizão na defesa dos 6 milhões de empregos gerados pelos setores.

"O Congresso Nacional foi, mais uma vez, sensível ao nosso pleito e reconheceu a relevância do setor de radiodifusão como atividade intensiva na geração de mão de obra direta e de qualidade", afirma o presidente da ABERT, Flávio Lara Resende.

A ABERT estará em contínuo trabalho para que a radiodifusão siga com a alíquota diferenciada, de modo a contribuir para a geração de emprego em nosso país.

Fonte: Abert

NOTA DE PESAR

A Agert se solidariza com a família do sócio-administrador da Rádio Alto Uruguai – 92 FM e 106 FM, Sady Manjabosco Sandri, com a gerente da emissora Mara Rejane Sandri e o sócio Luiz Carlos Sandri, pelo falecimento da Srª Irena Leonora Sandri, ocorrido no Hospital da Unimed, em Ijuí.

Irena Sandri era esposa de Sady Sandri e mãe de Mara Sandri e Luiz Carlos Sandri. Sócio da Agert há muitos anos, Sady Sandri foi integrante por muito tempo do Conselho Fiscal da entidade.

Roberto Cervo Melão

Presidente da Agert

Comissão de Infraestrutura do Senado aprova Carlos Baigorri para Conselho Diretor da Anatel

A Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado aprovou a indicação de Carlos Manuel Baigorri para o Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A sabatina de Baigorri foi realizada na tarde desta segunda-feira (19/10) na 9ª Reunião Extraordinária Semipresencial da Comissão.

Baigorri é graduado em Ciências Econômicas pela Universidade de Brasília, com mestrado e doutorado em Economia pela Universidade Católica de Brasília. É servidor de carreira da Anatel desde 2009, onde atualmente é superintendente de Controle de Obrigações. Na Anatel, Baigorri, também ocupou os cargos de superintendente-executivo e superintendente de Competição, além de chefe da Assessoria Técnica.

Com a aprovação pela Comissão de Infraestrutura por 14 votos favoráveis, a indicação de Baigorri segue para votação dos senadores em Plenário.

Fonte: Anatel