Tourinho quer mudanças no projeto das agências reguladoras

O senador RodolphoTourinho (PFL-BA) alertou nesta quinta-feira (7) para a necessidade de alteração no texto do projeto do governo que disciplina a atuação das agências reguladoras, incluindo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A proposta está em tramitação na Câmara dos Deputados e, segundo afirmou o senador, é fundamental que alguns pontos do texto sejam alterados para facilitar sua aprovação no Congresso. Tourinho quer suprimir o dispositivo sobre os contratos de gestão das agências reguladoras que prevê que o Ministério de Minas e Energia fixará metas a serem atingidas pelas agências. No caso do não cumprimento dessas metas, a agência sofrerá corte orçamentário por parte do governo. Segundo o senador, tal determinação fere o princípio de autonomia das agências, comprometendo suas finalidades.

Outro dispositivo que o senador pretende suprimir diz respeito à criação de uma ouvidoria das agências vinculada à Presidência da República. A seu ver, não há necessidade de um novo órgão institucional para essa atribuição, uma vez que ela, por lei, é desempenhada no âmbito de cada agência, sem subordinar a atribuição a um órgão paralelo.

Tourinho se disse favorável à manutenção no texto de outro ponto considerado polêmico, que se refere à transferência do poder de concessão hoje atribuído às agências para os ministérios. Conforme sustentou, no caso do setor elétrico, somente o Ministério de Minas e Energia poderia determinar a destinação das concessões, atendendo à experiência técnica inerente às suas responsabilidades.

O senador também alertou, em seu discurso, para a falta de cumprimento por parte do governo de acordos firmados no Congresso com os partidos de oposição, objetivando aumentar os investimentos da iniciativa privada no setor elétrico. Segundo ele, o governo não está investindo o que deve, descumprindo também as determinações estabelecidas na lei do novo modelo do sistema.

- Os investimentos do governo caíram pela metade nos últimos 14 anos. Em 80, cerca de R$ 12 bilhões foram aplicados, contra R$ 6 bilhões verificados nos anos 90 e isso afasta a confiança dos investidores particulares - finalizou.

Informação: Sulrádio/ AESP

Rádio – Enfim, a comemoração!

O Rádio , parece-me, tem muito a comemorar. Se não for ainda pelo destaque na concentração dos investimentos publicitários de todo o mercado, que seja pelo menos pela crescente presença de especνficas marcas, até então distantes do universo de facilidades hoje proporcionadas pelo rádio. Se não for pelos constantes investimentos dos grandes empresαrios, que seja então pelo reconhecimento do privilegiado universo ouvinte, cada vez mais fiel a suas grifes sonoras, potencializando resultados de diversas ações publicitárias do rádio. Se não for pela dinâmica da sua programação retratando o próprio dinamismo do dia-dia do ouvinte, que seja pela sua capacidade de ousar, criando nobres e importantes campanhas, tanto sociais como mercadológicas, dignificando e aperfeiçoando ainda mais a prestação de serviços, indiscutivelmente a maior propriedade do rádio. E se não for pelo maior equilíbrio da relação custo/benefício, invariavelmente garantindo a maior rentabilidade, que seja pela alternativa do menor custo absoluto da mídia. Se não for pela fidelidade com que retrata os hábitos e costumes das comunidades, que seja pelo seu poder de cobertura local, integrando as marcas do cotidiano dos ouvintes através da programação e dos grandes e eficazes comunicadores do rádio.

Enfim, se não for pelos fortes, tradicionais e imbatíveis valores do meio, enquanto canal de comunicação publicitário, que seja em reconhecimento o atual movimento realizado pelo meio e pelos profissionais do rádio.

Os trabalhos e os movimentos manifestados pelo rádio foram e são diversos. Em todos, o objetivo maior do “re”, do resgate ao re-posicionamento.
Liderado pelo Grupo dos Profissionais do Radio (GPR), o meio já adquiriu, a meu ver, uma nova dimensão em todo o mercado publicitário.

Se antes o meio era, equivocadamente, preterido ou mesmo conceituado apenas como complemento nas estratégias das grandes marcas, hoje,
mesmo diante de ousados objetivos mercadológicos, exige, pelo menos, consideração.

E com razão. Seus nϊmeros, sua forηa, sua eficαcia, sua eficiência, sua flexibilidade, sua dimensão e seus resultados são positivos o suficiente para fortalecer qualquer argumentação em seu favor.
Embalado por pesquisas, por eficazes apresentaηυes, por eficientes campanhas e, evidentemente, por imbatνveis resultados, o rαdio esta, acima de tudo, resgatando a sua prσpria força.

Mesmo diante da percepção da importância do valor tιcnico, associado a eficαcia e a eficiência, muitas vezes o rαdio era desafiado pela intensa competição da mídia, notadamente pelo dinamismo das propostas dos demais meios, das novas plataformas, das novidades embaladas por novas modalidades comerciais.

No entanto, percebo que o rádio, motivado pelo seu vitorioso movimento, decidiu encarar a concorrência de frente.
E o resultado positivo o encoraja para o melhor.

Aos românticos profissionais que sempre se referiram ao meio com o sabor da nostalgia, boas novas. O rádio estα alimentando a sua competição de mercado com as mesmas armas que os demais meios de comunicação. E ampliando a sua participação de mercado.

Aos privilegiados profissionais que já desfrutaram da eficácia do rádio no passado e por alguma razão alteraram estratégias atraídos por alternativas inovadoras, reflitam. O rádio está potencializando resultados em diversos formatos, modalidades e momentos. E propondo, como sempre, positiva sinergia com os demais meios envolvidos na mesma campanha.

Enfim, aos resistentes profissionais, especialmente aqueles que julgam que a conquista da eficαcia de suas campanhas só pode ser entregue pelas plataformas modernas, revolucionαrias, interativas, localizadas e integradas a linguagem do universo consumidor, reconsiderem o rádio.
E ele o meio que, alιm de garantir a você a informação, o entretenimento, a diversão, melhor trabalhara para você e para a sua marca.

TSE editou a Resolução nº 21.934, atendendo a solicitação da ABERT

O TSE editou a Resolução nº 21.934, atendendo a solicitação da ABERT, incluindo mais um parágrafo ao artigo 31 da Resolução nº 21.610, que "dispõe sobre a propaganda eleitoral e as condutas vedadas aos agentes públicos em campanha eleitoral, nas eleições municipais de 2004".

O § 3º, incluído no artigo 31, tem a seguinte redação:

"§ 3º Ainda que não haja segundo turno nos municípios sede das emissoras geradoras, os partidos poderão formular o pedido a que se refere o caput deste artigo dez por cento do tempo que seria destinado, caso ocorresse segundo turno na sede das geradoras".

Informaçâo: Sulrádio/ ABERT

Este senhor manda na Globo

O nome é de artista: Octávio Florisbal. Ou pelo menos de personagem das novelas de Sílvio de Abreu. Mas o homem em questão, figura platinada dos quadros da TV Globo, prefere mesmo atuar nos bastidores. É ali, na área administrativa, que ele sempre mostrou seu talento, primeiro no departamento comercial da emissora, onde permaneceu por longos 22 anos, e agora, recém-empossado diretor-geral da TV Globo. Florisbal, de fato, está no cargo interinamente há um ano, desde que Marluce Dias da Silva teve de se afastar por problemas de saúde. Mas há cerca de 30 dias a família lhe concedeu oficialmente o comando da principal empresa das Organizações. O novo diretor-geral, um paulistano de 63 anos, desfruta de grande prestígio no clã Marinho. À frente da Globo ele bateu recordes de audiência, reverteu um viés de queda de faturamento e fez a emissora se distanciar da concorrência. “Só estou dando continuidade ao bom trabalho de Marluce”, diz o atual manda-chuva da principal rede de TV do País.

Pode até ser que o brilho de Florisbal à frente da Globo resida na continuidade, mas o Ibope é impressionante. O executivo subiu a média histórica de audiência entre as 7 e 24 horas, que oscilava entre 20 e 21 pontos, o que significava pouco mais de 50% dos aparelhos ligados. No ano passado, esse índice já pulou para 23 pontos de audiência ou 55% dos televisores em funcionamento. Mas foi em 2004 que a gestão Florisbal se fez presente. A média deste ano deverá bater os inéditos 24 pontos. Em outras palavras, significa que, até dezembro, de cada 10 aparelhos ligados, 5,8 estarão sintonizados na Globo. Um recorde. O bolo publicitário também arranca suspiros dos Marinho. Com um faturamento ao redor de R$ 5 bilhões por ano, a Globo vai abocanhar 75% dos quase R$ 7 bilhões que deverá ser despejado em publicidade na tevê aberta até o final de 2004.

Mas o que Florisbal fez para trazer bons ventos à Rede Globo? Reforçou na grade, por exemplo, a presença de séries nacionais com baixo custo e alto ibope junto aos telespectadores. Se A Grande Família mostrou-se sucesso absoluto nos últimos anos, por que não repetir a fórmula? Vieram então Os Normais, a Diarista, Sob Nova Direção. Outra medida foi tentar resgatar o padrão Globo de qualidade. Na gestão Marluce, houve um período em que os índices de audiência eram perseguidos a qualquer preço. Quem não se lembra, por exemplo, da exploração do deficiente Latininho no programa do Faustão? Na era Florisbal, não mais.

Por conta das medidas de ética, das alterações na grade e da ajuda do ambiente econômico – que irrigou novamente os acordos de publicidade – a Globo conseguiu bater recordes de audiência e, conseqüentemente, de venda de anúncios. Conseguiu até alongar prazos para a amortização das dívidas do grupo (R$ 4 bilhões). A TV Globo, avalista das demais empresas do conglomerado, respira aliviada. Em 30 dias, Florisbal garante que haverá um acerto positivo com todos os credores.

O executivo quer mais. “Pretendo elevar a receita em 20% este ano e se a economia ajudar em 2005, acrescentar outros 10% ao faturamento registrado em 2004”, diz Florisbal. Ele adianta que não vai mexer na grade de programação no próximo ano, mas pretende adaptar a emissora às novas mídias, como Internet e TV Interativa. No mais, confia no trabalho em equipe. Florisbal não é do tipo centralizador. Ouve mais do que fala e anota tudo, rigorosamente tudo o que interessa em sua área de atividade, em uma inseparável agenda de couro. “Ele foi meu grande parceiro à época. Tenho certeza que vai otimizar a produção e o comercial da Globo”, diz José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni. “E o melhor é que vai fazer tudo isso sem ferir nenhum princípio ético”.

Informaçâo: Sulrádio/ Isto É Dinheiro

A volta da Telebrás - Para agradar os militares, o presidente Lula planeja relançar a estatal

A idéia, gerada no gabinete presidencial, está prestes a se concretizar. Semanas atrás, o presidente Lula convidou um pequeno grupo de petistas ao Planalto para falar sobre telecomunicações. Na pauta, a guerra entre Telecom Italia e Opportunity e os planos do mexicano Carlos Slim na Embratel. A conversa descambou para a Telebrás, antiga jóia da coroa, e a CUT sugeriu ressuscitar a estatal, transformando a empresa em gestora dos satélites de uso militar do Brasil. “É isso mesmo, gostei da idéia de potencializar a Telebrás”, respondeu Lula. “Isso é questão de segurança nacional.” O senador Aloizio Mercadante saiu em apoio; lembrou que essa é uma demanda antiga dos militares. “Estão dizendo que a Telebrás não existe mais”, argumentou. De lá para cá, o assunto tomou corpo no governo. A Telebrás, que tem 375 funcionários, R$ 140 milhões em caixa e ações na Bovespa – que subiram 150% desde que os rumores vazaram – irá renascer como operadora de satélites. Além do uso militar, pode competir com a Embratel na venda de serviços às empresas privadas.

O formato final da nova empresa depende de negociações com o governo da Rússia. Nesta semana, o primeiro-ministro russo Mikhail Fradkov recebe em Moscou o vice-presidente José Alencar para tratar de um acordo espacial – o Brasil busca tecnologia russa para construir um satélite de grande porte. O Brasil já tem tecnologia própria para construir um pequeno satélite. Hoje, o Brasil usa o sistema de comunicação norte-americano, o GPS, mas a partir de 2010, precisa de mais banda de satélite para incorporar o sistema da União Européia, o Galileu. Também precisa de mais banda para o projeto de inclusão digital e a proteção das 200 milhas marítimas. Nesse caso, precisaria colocar no ar dois satélites, um deles de reserva. “Todas as possibilidades ainda estão em estudo”, disse à DINHEIRO o ministro das Comunicações, Eunício Oliveira. O BNDES já foi acionado para estudar o financiamento dos dois satélites. Também será preciso ampliar a Base de Alcântara.

O projeto total está orçado em US$ 600 milhões. Atualmente o governo usa uma banda exclusiva de dois satélites da Embratel, comprada em maio último pela Telmex de Carlos Slim. O temor dos militares é que a Embratel, hoje nas mãos de estrangeiros, não invista na expansão dos satélites. Um deles, o BrasilSat 1, vai morrer no início de 2006, quando terminar o combustível. O outro morre em 2007. A Embratel nega que esse risco exista. “Estamos investindo US$ 500 milhões na expansão do sistema”, disse o presidente da Embratel, Carlos Henrique Moreira. “O governo nunca pagou nada pelos nossos satélites, mas se quiser expandir o uso da banda, teremos apenas que negociar um valor”.

Informação: Sulrádio/ Isto É Dinheiro

AJOERGS estabelece parceria com ADVB

Entusiasmado com o sucesso do curso de atualização “O Mercado de Capitais para Jornalistas”, iniciativa da Associação dos Jornalistas de Economia do Rio Grande do Sul (Ajoergs) com a Bovespa, o presidente Isnar Ruas está fazendo uma série de contatos para outras ações do gênero. Ontem á tarde, acompanhado dos dirigentes da Ajoergs Waldir Heck e João Menoni, Ruas visitou a presidente da Associação dos Dirigentes de Marketing e Vendas do Brasil, Ângela Baldino.

O saldo do encontro foi o estabelecimento de uma parceria para o desenvolvimento de cursos de atualização e especialização, envolvendo os recursos e esforços das duas entidades. A primeira ação será um curso sobre petroquímica, com conteúdos direcionados a profissionais e estudantes de comunicação. Ruas informou que nos próximos dias a Ajoergs começará a divulgação desta promoção.

Informação: Coletiva.net

Todas as emissoras estão obrigadas a veicular a "Campanha da Cidadania" no 2° turno

O Superior Tribunal Eleitoral acolheu manifestação de sua Assessoria de Comunicação - ASCOM, e optou por manter a determinação de que todas as emissoras de rádio e televisão do País, inclusive aquelas localizadas em municípios onde não haverá segundo turno das eleições, devem transmitir a "Campanha da Cidadania".
A determinação foi em resposta a solicitação da ABERT de eximir da transmissão da campanha de esclarecimento ao eleitor as emissoras das localidades onde não ecorrerá segundo turno.
O TSE alega que "nesses municípios deverão ter eleitores com domicílio eleitoral em outros e, confirmada essa situação, precisarão vcotar ou justificar a ausência".

Fonte: TSE/ABERT

Rádio Inconfidência abre inscrições na próxima segunda-feira para concurso público

A Rádio Inconfidência (FM 100,9 MHz - AM 880 kHz - Ondas Curtas - 6010 kHz - Belo Horizonte/MG) abre inscrições na próxima segunda-feira para um concurso público destinado a preencher 110 vagas em funções de nível superior, médio/técnico e fundamental na emissora.

As inscrições para o concurso podem ser feitas até o dia 22 de outubro nos Correios e até 20 de outubro pela internet.

Informação; Sulrádio/ Rádio Agência

A RBS busca hegemonia nacional na mídia

No confortável e bem localizado escritório, a pouco mais de 500 metros do Parque Ibirapuera, Eduardo Sirotsky Melzer comanda uma das mais estratégicas operações do Grupo RBS no País, a de Mercado Nacional, que tem por missão cuidar tanto da expansão territorial quanto financeira.

Poderio econômico e de influência, sobretudo sobre a Região Sul, são indiscutíveis na trajetória desse conglomerado de veículos multimídia, que hoje situa-se entre os três maiores do País. E estão aí nos números, como veremos abaixo, para confirmar isso.

A RBS, no entanto, tanto quanto ser uma empresa de porte, do pelotão de frente nas áreas em que atua, quer ser reconhecida e percebida no Brasil como tal. Quer mesclar ao seu forte sotaque gaúcho outros sotaques como o paulista (sobretudo o caipira, do Interior de São Paulo), o mineiro, o paranaense e até o brasiliense. Quer, enfim, ser uma empresa efetivamente nacional. E trabalha forte nesta direção.

Mesmo sem revelar detalhes ou nomes, até para não atrapalhar negócios já em andamento, Sirotsky diz que há conversas em andamento com vários veículos e que o aumento de títulos e emissoras no portfolio da RBS é apenas uma questão de tempo.

O Grupo quer e vai adquirir empresas no Interior de São Paulo, no Paraná, em Minas Gerais e em Brasília, mas negocia com cautela, buscando desestimular especulações e também as chamadas superavaliações, fenômeno comum quando se sabe de uma empresa com recursos querendo ampliar seu raio de atuação.

E tem lá suas razões para isso, até mesmo por ter passado recentemente por um intenso processo de reestruturação financeira e operacional. Foi uma reestruturação que incluiu o alongamento de uma dívida remanescente de US$ 125 milhões em bônus no Exterior e de mais um terço desse valor junto a quatro bancos no País (Bradesco, ABN, Banrisul e Unibanco), concluída entre março e agosto do ano passado. O acerto com os credores internacionais incluiu a amortização antecipada de US$ 10 milhões da dívida e o pagamento do restante em duas parcelas: uma de US$ 58,1 milhões no vencimento original em 2007 e outra de US$ 56,8 milhões, estendida para 2010. Também fizeram parte do pacote de reestruturação um aporte de capital pelos sócios controladores e a venda de parte das ações da Net Serviços detidas pelo grupo, conforme revelou matéria publicada pelo jornal Valor Econômico, em agosto último.

Reequilibrada e numa posição financeira mais confortável, a empresa preparou-se e criou condições para crescer. Tanto que em fevereiro do ano passado foi buscar o ex-ministro da Casa Civil do Governo FHC, Pedro Parente, para cuidar do desenvolvimento de todo o projeto, nomeando-o vice-presidente executivo.

Foi um passo importante na direção da profissionalização, mas não o único. A empresa contratou John Davis, da Harvard University, um dos mais importantes consultores norte-americanos, para assessorá-la nessa transição, de modo a preservar não só a família, mas o próprio negócio.

Com a terceira geração chegando à idade de postular cargos na organização, os Sirotsky decidiram fugir da armadilha de empregar parentes na empresa, pelos riscos que isso representava e pelos próprios exemplos de outras organizações familiares que, ao não resolverem a contento a questão, enfrentaram sérios problemas de gestão.

No entanto, se o sobrenome Sirotsky deixou de ser pistolão para se obter cargos na organização, isso em momento algum, em contrapartida, poderia ser um empecilho para impedir alguma contratação. O critério passou a ser o da qualificação profissional.

Esse o caso da chegada de Eduardo Sirotsky Melzer ao board do Grupo, a convite de um Parente (o Pedro), que nenhum parentesco tem com a família. Neto mais velho de Maurício Sirotsky Sobrinho, fundador do Grupo RBS, Eduardo, de apenas 32 anos, reunia experiência profissional e formação acadêmica oportunas para a missão desejada. Eduardo mantinha, já há três anos, uma bem sucedida carreira de executivo no Boxtop Media, em Nova York. Abriu mão disso tudo seduzido não só pela possibilidade de atuar numa empresa de porte da qual é um dos herdeiros, mas pelas condições oferecidas (inclusive de remuneração) e pelos desafios de contribuir para transformar a RBS numa empresa de porte e reconhecimento nacionais.

A opção por São Paulo foi estratégica, assim como estratégico foi nomear para o escritório paulista um diretor geral com assento no board da organização. O objetivo foi criar uma linha direta e permanente com o maior mercado do País. Atualmente, aliás, 25% da receita do Grupo tem origem foram do Rio Grande do Sul e Santa Catarina e a meta é ampliar essa fatia, razão pela qual a RBS, nos seus planos de crescimento, optou por ter presença física e também mercadológica nessas praças, a partir da capital paulista. Em última instância, ela quer ir onde está grande parte do PIB brasileiro.

Quem se dá ao trabalho de analisar os números da Rede Brasil Sul fica impressionado. O grupo opera 18 estações de tevê, 24 estações de rádio e seis jornais diários, líderes nos respectivos segmentos nos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Seu faturamento, em 2003, atingiu R$ 750 milhões (ou se preferirem números em dólar, algo ao redor de US$ 250 milhões), resultado 16,5% superior ao faturamento de 2002. Agora, em 2004, os números são ainda mais vigorosos e a receita bruta, que no primeiro semestre aumentou em 23% (em valores que superaram R$ 400 milhões), deve ficar muito próxima dos chamados sete dígitos: R$ 1 bilhão.

Não é só: a RBS detém, no conjunto, ou seja na soma dos seus seis títulos, a segunda maior circulação de jornais do Brasil, com mais de 400 mil exemplares-dia, ficando atrás apenas da Infoglobo (O Globo, Extra e Diário de S.Paulo), e à frente de bichos papões como o Grupo Folha (Folha de S.Paulo e Agora) e o Grupo Estado (Estadão e Jornal da Tarde); e tem a maior audiência individual de rádio do País, com a Farroupilha, emissora popular que mora no coração de grande parcela dos gaúchos.

Não deixa de ser curioso que num mercado ainda abalado pela longa crise, um grupo empresarial com fortes raízes no Sul saia do casulo para enfrentar de igual para igual os gigantes do Sudeste, de olho na liderança.

E não deixa de ser reconfortante saber que não é só de aventureiros e predadores que vive esse nosso sofrido, mas sempre atraente, mercado.

Informação: Sulrádio/ Comunique-se

Atenção Emissoras de Rádio

A Rede Nacional de Rádio (Radiobrás)informa às emissoras de rádio que no dia 12 de outubro de 2004 NÃO HAVERÁ a veiculação do programa Voz do Brasil.