Prezados colegas radiodifusores,
A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMISSORAS DE RÁDIO E TELEVISÃO - ABERT vem informar que o TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL, julgando a PETIÇÃO Nº 1.564, Relator o Ministro Carlos Velloso, de interesse do PARTIDO PROGRESSISTA - PP, determinou a veiculação de inserções nacionais de 30"" (trinta segundos) ou 1" (um minuto), no total de 05 (cinco) minutos, no rádio e na televisão, em todos os Estados e no Distrito Federal, no próximo dia 08.01.2005 (SÁBADO), no horário compreendido entre 19h30 e 22h.
Sem mais para o momento, restando à inteira disposição de V.Sªs. para quaisquer esclarecimentos, subscrevemo-nos.
Atenciosamente,
JOSÉ INÁCIO GENNARI PIZANI
PRESIDENTE
ALEXANDRE K. JOBIM
RODOLFO MACHADO MOURA
ASSESSORIA JURÍDICA
Comunicado ABERT
Prezados colegas radiodifusores
A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMISSORAS DE RÁDIO E TELEVISÃO - ABERT vem informar que o TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL, julgando a PETIÇÃO Nº 1.470, Relator o Ministro Caputo Bastos, de interesse do PARTIDO TRABALHISTA BRASILEIRO - PTB, determinou a veiculação de inserções nacionais de 30"" (trinta segundos) ou 1" (um minuto), no total de 05 (cinco) minutos, no rádio e na televisão, em todos os Estados e no Distrito Federal, no próximo dia 04.01.2005 (TERÇA-FEIRA), no horário compreendido entre 19h30 e 22h.
Sem mais para o momento, restando à inteira disposição de V.Sªs. para quaisquer esclarecimentos, subscrevemo-nos.
Atenciosamente,
JOSÉ INÁCIO GENNARI PIZANI
PRESIDENTE
ALEXANDRE K. JOBIM
RODOLFO MACHADO MOURA
ASSESSORIA JURÍDICA
Informação: ABERT
A Ancinav e a Constituição
O anteprojeto de lei que transforma a Agência Nacional do Cinema (Ancine) em Agência Nacional do Cinema e do Audiovisual (Ancinav) tem causado imensa polêmica desde sua divulgação. A confirmação ou não do envio do anteprojeto pelo presidente da República ao Congresso dar-se-á agora, em 2005. No final de 2004 ficou evidente que não há consenso sobre os temas tratados pelo texto, seus fundamentos, princípios, objeto de regulação e forma de captação de recursos para o fomento da produção audiovisual brasileira junto aos agentes econômicos que utilizam conteúdos audiovisuais.
Infelizmente, para a elaboração do futuro texto não houve trabalho de pesquisa transparente e de consulta a todos os agentes econômicos e às suas entidades representativas, para que se estabelecesse a necessidade e conveniência da proposta. O Ministério da Cultura, que patrocina o anteprojeto, apresentou texto pronto e extenso, com forte conotação intervencionista e certo tom paternalista estatal, objetivando proteção da sociedade brasileira, vítima de potencial risco de má-formação de sua consciência.
A Ancinav é um imenso aparelho com fantástico poder de interferência na comunicação social e na liberdade de informação. Para o ministério, o "setor" precisa de regulação porque "os conteúdos audiovisuais conseguem influenciar o que as pessoas pensam sobre si e onde julgam se enquadrar (ou não) no mundo em que vivem". E mais, considera que o "setor audiovisual não é igual aos outros", é "um setor cultural por excelência, cujo "produto" possui uma natureza única e específica e cuja influência é fundamental para aquilo que os cidadãos conhecem, acreditam e sentem". Por diversas vezes a "exposição de motivos" considera a questão estratégica, merecedora de "posicionar o tema no Estado e no governo brasileiros".
A leitura dessas justificativas, espalhadas em 16 laudas, já era o bastante para preocupar aqueles que defendem a integridade da Constituição federal brasileira e não se olvidam de seus "princípios fundamentais" bem como "dos direitos e deveres individuais e coletivos" e, mais especialmente, das garantias de liberdade de expressão, por qualquer meio, veículo, processo ou forma (latitude máxima). Na Constituição tal garantia é a mais ampla possível (artigo 220).
O documento proposto cuida de várias coisas ao mesmo tempo. Alarga, de início, o texto da medida provisória 2.228-1/2001, criadora da Ancine, pois converte a agência do cinema em agência do audiovisual. Amplia, entre outras, as competências de iniciativa das políticas no "setor" (art. 18, III); regulatórias, por iniciativa própria ou por provocação (art. 18, IV), podendo aplicar sanções; fiscalizar (art. 18, VI); gerir o sistema de informações e monitoramento (art. 18, IX); pronunciar-se sobre as iniciativas legislativas que tratem de matérias de suas atribuições (art. 18, XI); apreciar comportamentos violadores das normas (art.18, XIII); regular a distribuição e oferta de conteúdos audiovisuais (art.18, XIV) nos serviços de comunicação eletrônica de massa; arrecadar e aplicar suas receitas (art. 18, XV); aprovar seu regimento interno (art. 18, XIX); regulamentar a utilização de incentivos fiscais (art. 18, XXV); solicitar informações aos agentes econômicos do audiovisual (art. 18, XXVI).
Nota-se, nitidamente, o caráter plenipotenciário dessa superagência. Toma a iniciativa da regulação, fiscaliza, julga, aplica a sanção e interfere na atividade econômica de agentes privados. Talvez daí decorra tanta indignação. Isso porque se propõe -sem que a sociedade tenha pedido- a intervenção do Estado na circulação de conteúdos audiovisuais, sob a justificativa da proteção dos cidadãos dos efeitos semióticos da linguagem audiovisual e da questão estratégica de guarda dos valores nacionais culturais. Pelo nosso prisma, é falsa a assertiva de que "audiovisual" seja um setor. Audiovisual é uma linguagem, como é a escrita, a fala, a pintura, a música, a representação teatral.
Escondidos em mais de uma centena de artigos, dezenas de parágrafos e centenas de incisos, encontram-se ainda mais dois conjuntos de normas, a saber:
1) O "pacote" tributário baseado na Cide (Contribuições de Intervenção de Domínio Econômico) (art. 60), elevando alíquotas, ampliando hipóteses de imposição, atingindo novos contribuintes (art. 61), com tributação inclusive sobre fabricantes ou importadores de aparelhos de televisão, videocassete, DVD, monitores de computador, aparelhos de telefonia móvel.
2) O embrião de uma lei de comunicação social eletrônica unindo telecomunicações e radiodifusão e interferindo das televisões abertas à televisão por assinatura, telefonia móvel, provedores de internet e integradores de conteúdo.
A Ancinav passará a ser, portanto, a guardiã do art. 221 da Constituição, inclusive estabelecendo condições à exploração de atividades audiovisuais por prestadores de serviços de telecomunicação e suas coligadas, controladas e controladoras (art. 42). Cinco cidadãos, que a dirigirão, transformar-se-ão nos únicos defensores dos valores éticos e sociais da família, sem para tanto terem sido nomeados pela sociedade civil (art. 19).
Como se vê no anteprojeto, a Ancinav é um organismo com vários tentáculos, vale dizer, um imenso e independente aparelho do governo, com fantástico poder de interferência na comunicação social e na liberdade de informação e formação própria dos cidadãos de um Estado democrático de Direito (art. 1º da Constituição federal).
Impõe-se, pois, amplo debate nacional sobre o referido anteprojeto, visto que o tema interessa a todos os brasileiros, e não apenas a um pequeno grupo de burocratas.
Informação: Sulrádio/ Folha de São Paulo (Ives Gandra da Silva Martins e Marcos Alberto Sant"Anna Bitelli )
Band anuncia alterações na grade de rádio e TV
A grade da rádio e da TV Bandeirantes, no Rio Grande do Sul, está passando por mudanças, muitas motivadas pela saída da apresentadora Maria do Carmo da rede. Durante os meses de verão, o horário destinado ao Lado a Lado na TV, que começava às 13h15min e era apresentado por Maria do Carmo, será ocupado pelo jornalista Felipe Vieira. Ele conduzirá uma atração também com entrevistas, porém num tom mais jornalístico e de prestação de serviço. Neste período, o Band Cidade, telejornal que vai ao ar de segunda-feira a sábado, às 19h, será apresentado pelo jornalista Vinícius Zorzanello. A nova programação tem início no próximo dia 10.
Na Band AM, o Jornal Gente, que vai ao ar às 7h30min, ganha a apresentação de Leonardo Meneghetti, e na seqüência, retorna à grade o programa Manhã Bandeirantes, às 9h30min, com o comando de Renato Martins, que trata das pautas de cidade, saúde e comportamento, com prestação de serviço. O programa Bandeirantes Vai às Compras, com Mary Mezzari, vira um quadro do Manhã, ainda com a apresentação da jornalista. E o programa Na Geral, às 19h, ganha uma roupagem mais esportiva, agora com a participação de nomes como João Carlos Belmonte, Ribeiro Neto, Débora de Oliveira e Cláudio Cabral.
Informação: Coletiva.net
Governo é sensível ao rádio digital
A ABERT (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) entende que o governo não precisará criar regras para a entrada do rádio digital no Brasil. "Com o padrão IBOC, é possível às emissoras de rádio se digitalizarem rapidamente, sem interferir no espectro, sem mudar a canalização e sem interferências", diz o presidente da associação, José Inácio Pizani. "E me parece que o governo já percebeu isso e mostra sensibilidade ao nosso pleito", reforça.
O temor da Abert é que o governo decida desenvolver estudos sobre rádio digital da mesma forma que o fez com o padrão de televisão, atrasando o processo. "O rádio digital tem um processo muito simples de migração pelo padrão IBOC", diz Pizani.
TV digital
Sobre o processo de escolha do padrão a ser adotado no Brasil para TV digital, a Abert evita criticar diretamente o processo escolhido pelo governo. "Para nós, está claro que qualquer que seja o padrão a ser adotado, ele precisa permitir a TV de alta definição, a portabilidade e a mobilidade", diz Pizani. A associação participa do processo de escolha do padrão brasileiro por meio do Comitê Consultivo. Segundo Ronald Barbosa, representante da Abert no comitê, de fato as pesquisas estão tomando mais tempo do que o imaginado inicialmente e já se fala que a TV digital no Brasil estará pronta "apenas para a Olimpíada de 2008". Ronald Barbosa ressalta, contudo, que a meta de ter o sistema brasileiro escolhido e operante na Copa de 2006 ainda existe. "O que queremos é ter a chance de ter uma emissora piloto para testar as possibilidades", diz Barbosa. "A digitalização das emissoras é inevitável e já começou. Falta apenas definir a questão da transmissão", diz Pizani.
Informação: ABERT/ Tela Viva News
Analistas prevêem 2005 bom para ações das teles
Os analistas de telecomunicações acreditam que 2005 será um ano melhor para as ações do setor na Bovespa, que há dois exercícios mostra um desempenho médio pior que o do índice paulista. O segmento de telefonia fixa é a preferência dos especialistas nas recomendações de investimento. A aposta de destaque é Telemar. A escolha reflete a preferência por uma companhia integrada e que, portanto, oferece riscos diluídos pela diversificação de fontes de receita. A operadora consolidou posição importante em longa distância e celular, além de telefonia local. Para completar, subiu apenas 3% em 2004, enquanto o Índice Bovespa valorizou-se quase 18%.
A preocupação dos analistas é que este ano reunirá debates regulatórios importantes, cujos efeitos são difíceis de estimar. Eduardo Roche, da Ágora Sênior, lembrou que os novos contratos de concessão entram em vigor em 2006 e ainda existem definições pendentes na Anatel. Entre as questões está a formação de um índice setorial para correção de tarifas que substituirá o IGP-DI, usado atualmente.
Roche explicou que os reajustes ainda representam principal fator de crescimento da receita das operadoras fixas. Por isso, a discussão pode trazer alguma volatilidade ao mercado. Mesmo assim, a analista da Fator Corretora Jacqueline Lison acredita que o marco regulatório não será colocado em xeque em nenhuma das discussões.
A Brasil Telecom, embora seja considerada a ação mais atrasada entre as operadoras fixas, concentra riscos que levam os analistas a não preferirem a empresa.
Na telefonia celular, ainda há preocupação com o crescimento forte da base de assinantes e a perda de rentabilidade. Outra questão preocupante são as possíveis reestruturações societárias. Neste caso, todas as celulares oferecem risco aos minoritários, segundo os analistas.
Roger Oey, do Banif Investment Banking, avalia que a expansão da base ainda será forte e, por isso, as operadoras podem mostrar queda na margem de lucro. A aposta dele é a Telesp Celular, que possui as ações mais negociadas e tem chances de ganhar com uma eventual reestruturação do grupo Vivo no Brasil. Para Roche, da Ágora Sênior, o momento de investir nas operadoras móveis deve surgir apenas no segundo semestre de 2005. Na opinião de Jacqueline, da Fator, as ações da TIM Participações são as mais defasadas entre as móveis e, portanto, têm o maior potencial de alta. Porém, comenta ela, em 2005 a empresa sofrerá uma concorrência mais acirrada na Região Sul, com o lançamen to da BrT GSM. Em relação à Embratel, os analistas continuam cautelosos. Embora as expectativas sejam boas, indefinições sobre operações societárias tornam o investimento arriscado.
Informação: AESP/ Estadão
Inclusão digital é prioridade do Ministério das Comunicações este ano
Em 2005, a meta do Ministério das Comunicações será intensificar a inclusão social por meio da inclusão digital, radiotelevisiva e postal, segundo o secretário-executivo da pasta, Paulo Lustosa. "Estamos definindo um planejamento estratégico para os próximos dez anos. Isso faz parte da Era Lula das comunicações, uma etapa de convergência e integração, com o objetivo de disseminar conhecimento", declarou.
De acordo com o secretário, o programa de inclusão digital já está bem adiantado. Entre os subprogramas está o projeto Casa Brasil, que formará telecentros, que são lugares onde as pessoas terão acesso às universidades virtuais, cursos à distância, rádios comunitárias, treinamento e reciclagem de professores, entre outras possibilidades. Será um local de integração de culturas, segundo Lustosa. Há também o projeto Professor Conectado, que objetiva melhorar substancialmente a qualidade do ensino no país.
Para consolidar sua meta o Ministério das Comunicações tem o apoio do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) que é uma entidade civil, criada a partir do centro de pesquisas que existia na Telebrás. O instituto é financiado pelo Fundo Nacional de Telecomunicações (Funttel), e tem contribuído na formulação de políticas de telecomunicações no país. O CPqD trabalha em projetos como o Giga, de internet, de TV e rádio digitais, e o do Cartão Social.
O Cartão Social será um instrumento de inclusão digital para as micro e pequenas empresas, formais e informais. "As micro e pequenas empresas somam quase 14 milhões de unidades e são a força de economias locais. Queremos fazer com que os cidadãos das pequenas cidades, que recebem benefícios do governo, possam também usar o cartão para fazer compras em seus municípios sem precisar sacar dinheiro, e assim movimentar o comércio local", informou o secretário.
Lustosa disse ainda que este ano o ministério tentou definir claramente as suas atribuições e as da Anatel. Segundo ele, na questão das televisões a cabo, pela inexistência de uma legislação específica, a agência começou a estabelecer regras. "Não havia uma definição clara na legislação, mas isso será revisto e examinado". Lustosa explicou que "ficou um vazio" sobre como se agir em relação às televisões à cabo. Na sua opinião, é importante que haja uma discussão e atualização da Lei Geral de Telecomunicações.
Informação: Radiobrás
TVs comemoram faturamento de 2004
Desde 2000 a TV não via um crescimento em investimento publicitário tão bom. Segundo dados do Projeto Intermeios (que audita investimentos publicitários em todo o tipo de mídia), o mercado, no geral, cresceu em 2004 cerca de 15% em relação ao ano anterior. Já a TV aberta, que concentra cerca de 60% de tudo o que é investido em mídia, teve um crescimento de cerca de 26%, o que é muito comparado ao desanimado crescimento de 7% registrado de 2002 para 2003.
Entre as emissoras que engordaram mais o seu caixa em 2004 estão Globo e Record. A rede dos Marinhos fechou o ano comemorando crescimento acima da faixa dos 25%. Já a Record bateu seu recorde, com crescimento em faturamento comercial de 47% em relação ao ano anterior. Vale ressaltar que um crescimento de 25% da Globo representa um montante de dinheiro bem maior que o dos 47% da Record, pois a rede do plim-plim sozinha fatura 70% do que é investido em meios de comunicação.
Na Globo, boa parte dessa demanda é atribuída aos investimentos na transmissão de eventos esportivos - as Olimpíadas de Atenas atraíram muitos anunciantes - e à criação de novas oportunidades comerciais, como o aumento de espaços para merchandising em novelas. Celebridade e Senhora do Destino quebraram todos os recordes nesse tipo de ação. Na Record, a aposta - acertada - em novos produtos, como A Escrava Isaura e O Aprendiz, foi o grande chamariz para investimentos comerciais. A transmissão de campeonatos de futebol - como o Brasileirão - foi outro item que pesou no faturamento da emissora.
Band e RedeTV! também fecharam o ano bem, seguindo a média de crescimento do mercado: cerca de 15%. No caso da Band, o caixa foi impulsionado igualmente pela transmissão das Olimpíadas. A RedeTV! se deu bem com a transmissão de campeonatos europeus de futebol e de jogos da liga profissional de basquete americana, a NBA.
O SBT também ficou nessa faixa de crescimento, o que é pouco, considerando o crescimento acima dos 20% que a rede obteve em 2002.
Informação: AESP/ Estadão
Entidades desaprovam composição do CCS
Em carta aberta aos congressistas, as entidades que compõem o FNDC (Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação) se manifestaram contra a nova composição do Conselho de Comunicação Social (CCS), eleita em 22 de dezembro de 2004. O Fórum – composto pela Abraço (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária), CFP (Conselho Federal de Psicologia), Enecos (Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social), Fitert (Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão) e Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) – entende que não há equilíbrio no novo Conselho, escolhido pelo Poder Legislativo sem que houvesse um debate público.
O jornalista Alberto Dines, do Observatório da Imprensa, considerou a nova composição um desastre. "Foi uma composição política das mesas e manipulação dos lobbies. Tudo indica, inclusive, que um representante de TV, agora na representação da sociedade civil, será o novo presidente do Conselho", disse Dines. As atribuições do órgão são assessorar o Congresso na análise de projetos relacionados à liberdade da manifestação do pensamento, da criação, da expressão e da informação; princípios que devem nortear a programação das emissoras de rádio e TV; propriedade de empresa de mídia; e outorga e renovação de concessão, permissão e autorização para a exploração dos serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens.
Foram eleitos membros titulares do Conselho: Paulo Machado de Carvalho Neto, Gilberto Carlos Leifert, Paulo Tonet Camargo, Fernando Bittencourt, Daniel Herz, Eurípedes Corrêa Conceição, Berenice Isabel Mendes Bezerra, Geraldo Pereira dos Santos, Dom Orani João Tempesta, Arnaldo Niskier, Luiz Flávio Borges D´Urso, Roberto Wagner Monteiro e João Monteiro de Barros Filho. Os suplentes são: Emanuel Soares Carneiro, Antônio de Pádua Teles de Carvalho, Sidnei Basile, Roberto Dias Lima Franco, Celso Augusto Schröder, Márcio Leal, Stepan Nercessian, Antônio Ferreira de Sousa Filho, Segisnando Ferreira Alencar, Gabriel Priolli Neto, Felipe Daou, Flávio de Castro Martinez e Paulo Marinho.
CARTA ABERTA AOS CONGRESSISTAS
Faltou equilíbrio na nova composição do Conselho de Comunicação Social
O Congresso Nacional elegeu no dia 22 de dezembro os nomes dos integrantes para o segundo mandato do Conselho de Comunicação Social (CCS), seu órgão auxiliar para assuntos da área das comunicações. Dentro de um processo formalmente legítimo, e que estava se impondo há quase sete meses, o Parlamento ouviu a sociedade recebendo diversas indicações para as 13 vagas de titulares existentes (e outras 13 de suplentes) - subdivididas em quatro cadeiras para profissionais da comunicação social, quatro para empresários e cinco para outros integrantes da sociedade civil.
Mais uma vez, entretanto, na hora das definições a decisão da escolha dos nomes foi concentrada na mão da Presidência das duas Casas numa eleição conduzida de forma açodada, sendo apenas mais um item de uma pauta de final de ano repleta de outras matérias a serem votadas pelo Plenário. Como resultado, deputados e senadores referendaram uma composição desequilibrada para os próximos dois anos de trabalho.
A partir desta situação, a Coordenação Executiva do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) vem a público demonstrar suas preocupações em relação a este processo, que mais uma vez ocorre sem o devido debate no Legislativo e com a sociedade.
Em primeiro lugar, preocupa a hipertrofia de representação de um único setor da comunicação social nas vagas destinadas a outras entidades da sociedade civil. Se nestas cadeiras entraram nomes ligados às redes comerciais de televisão porque ficaram de fora nomes apresentados pelos radiodifusores comunitários e públicos, pelos produtores independentes de audiovisual ou pelos estudantes de comunicação? É o caso explícito da rejeição ao pleito de entidades como a Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço), a Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação (Enecos) e a Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais (Abepec).
Em segundo lugar, preocupa o fato de que a nova composição do Conselho tenha mantido um baixo grau de pluralidade na representatividade das entidades da sociedade civil que não integram a área da comunicação social. É inexplicável, por exemplo, que o Conselho Federal de Psicologia e o Congresso Brasileiro de Cinema tenham sido excluídos da composição após terem prestado serviços inestimáveis ao CCS.
Em terceiro lugar, é sintomático que até entre as entidades empresariais não haja consenso sobre o que significa pluralidade. Do contrário, como se explica o predomínio de vagas para representantes do setor de televisão aberta em detrimento de entidades do segmento de TV por assinatura, por exemplo?
Por fim, causa surpresa o fato de o presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha, egresso de um partido de esquerda, aceitar a manobra das empresas de comunicação, reproduzindo a prática de resolver questões políticas apenas por acordo de lideranças e sem o necessário debate público no Parlamento. Ao homologar um processo restrito às formalidades, ele contribuiu mais uma vez para a inibição da política no espaço onde a negociação e o diálogo democrático deveriam imperar.
Apesar deste desequilíbrio, o CCS precisa funcionar. Os debates travados em seu âmbito nos últimos dois anos e meio demonstram sua relevância não apenas para o Congresso Nacional como para toda a sociedade. As proposições resultantes do trabalho dos conselheiros foram fundamentais para dar parâmetro ao posicionamento dos parlamentares em matérias tão complexas e controversas quanto, por exemplo, a regionalização da produção cultural, a radiodifusão comunitária, o predomínio de empresas estrangeiras na TV paga e a digitalização das comunicações. Todas estas matérias continuam na pauta do CCS para 2005.
Mais do que nunca, esta segunda etapa de existência do CCS impõe para toda a sociedade o desafio da constante vigilância e intervenção neste espaço público conquistado a duras penas. As definições que estão em curso nos próximos meses vão exigir esforço redobrado de capacitação da sociedade e dos cidadãos para impedir que o desequilíbrio na composição deste órgão não prevaleça também em suas decisões e recomendações aos parlamentares.
Sem esta preocupação permanente, o Conselho de Comunicação Social passará a ser utilizado para referendar demandas particulares desta ou daquela corporação. Mesmo em desvantagem numérica, as entidades do FNDC continuarão trabalhando em prol da construção do controle público dos meios de comunicação, do qual o CCS é uma parte importante e uma referência pioneira.
Brasília, 23 de Dezembro de 2004
Coordenação Executiva do FNDC
Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária – Abraço
Conselho Federal de Psicologia – CFP
Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social – Enecos
Fed. Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão - Fitert
Federação Nacional dos Jornalistas – Fenaj
Informação: Coletiva.net
"Correspondente Ipiranga" já está de cara nova
O Correspondente Ipiranga, síntese noticiosa da Rede Gaúcha Sat, entrou no ar hoje, às 8h, com uma série de mudanças, que vão desde um novo arranjo para a música de abertura, Guilherme Tell, até o formato do programa.
Segundo o gerente de Jornalismo da rádio, Cyro Martins, o novo formato é "uma natural progressão. Rádio é imediatismo, logo deve ser a vanguarda. Sem perder sua principal característica – a de ser uma síntese noticiosa – o Correspondente Ipiranga ganhou edição nova para enfrentar os próximos anos, levando em conta que a forma anterior ainda estava baseada em um modelo surgido na década de 1940". A mudança dá, portanto, fim a uma era na Rádio Gaúcha. O correspondente está no ar há cerca de cinco décadas e já teve os nomes GBOEX, Maisonave, Strassburger e Alfred, todos relacionados a seus patrocinadores.
Agora, o Correspondente assumiu o formato de radiojornal. Editado e apresentado pelo jornalista e ex-chefe de reportagem da emissora, André Machado, o programa conta com outras vozes no ar, pois passa a ter pequenas entrevistas e boletins, ao contrário da versão anterior, na qual havia apenas um locutor. O último apresentador/locutor oficial do Correspondente Ipiranga foi José Aldair, que deixou a emissora no ano passado para concorrer à vereança. O programa é veiculado de segundas-feiras a sábados, às 8h, 12h50min, 18h50min e 20h, e aos domingos, às 12h50min e 20h.
Informação: Coletiva.net
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