O direito de escolha é sagrado para o ser humano. Ele permite que ao exercitar a liberdade em cada gesto voluntário, seja ele intelectual ou físico, o homem se realize como tal. Ambos tem o mesmo valor para quem o pratica. É o famoso livre arbítrio que todos gostaríamos de ter como norma em nossa curta ou longa vida.
Ser livre para escolher sempre que temos mais de uma possibilidade é uma conquista da maturidade existencial de cada um de nós. Que devemos perseguir com convicção na vida.
Porque o determinismo apequena o homem. Retira-lhe a capacidade de se construir pelas suas escolhas feitas.
Não há dúvida de que somos o resultado daquelas grandes e pequenas escolhas realizadas na vida.
Por isso, a nós, comunicadores por dever de oficio, nos provoca tamanho constrangimento toda tentativa de limitar o direito de escolha de quem quer que seja. Principalmente de nossa audiência. Porque aprendemos a respeita-la. E porque temos esse compromisso com a liberdade de escolha dos ouvintes e telespectadores, reivindicamos a reformulação de toda lei, que, de uma maneira ou outra, pretenda escamotear o seu direito de escolha.
Por isso, há anos tentamos, via jurídica, modificar o exemplo mais gritante, em nosso meio, de liberdade tolhida: A transmissão da Voz do Brasil. Obrigar a uma nação inteira a ouvir a mesma mensagem, no mesmo horário, neste país que tem no seu mapa humano a marca da pluralidade é uma vergonha.
Alguns tribunais, menos do que precisamos, têm permitido o direito de escolha da audiência de ouvir às 19:00 horas o programa que mais lhe agradar.
A nossa luta contra a obrigação de transmitir a Voz do Brasil continua porque é digna, pertinente, desejada por nossos ouvintes.
Surpreende que, em pleno século 21, esse exemplo de atraso e autoritarismo continue sendo praticado. E o que é pior, apoiado por outros poderes que deveriam ser os defensores da Liberdade: O Judiciário e o Legislativo.
Editorial publicado no AGERT Informa de Outubro/2004.
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