A criação do Fórum do Audiovisual e do Cinema (FAC) foi tema abordado indiretamente no I Seminário Internacional do Audiovisual, que aconteceu entre sábado, 4, e esta segunda, 6, em São Paulo. Na abertura do evento promovido pela Apaci e Abraci, (associação paulista e brasileira de cineastas), o presidente da Apaci, Alain Fresnot, lembrou que toda a discussão em torno da criação da Ancinav passou apenas pela primeira fase. Para ele, as fortes críticas que o projeto gerou foram apenas o "susto" de alguns setores, mas que as discussões podem ainda caminhar para um entendimento de todos os setores da indústria audiovisual. Fresnot afirmou que o texto do projeto tem que chegar ao Congresso "com um consenso para que o setor não sofra as conseqüências de um encaminhamento pouco maduro da questão". "Ainda está em tempo de nós progredirmos positivamente", completou.
Já o assessor especial do Ministério da Cultura, Manoel Rangel, após longa exposição sobre as razões históricas que levaram o MinC a criar o anteprojeto, afirmou que ainda "resta o fato de setores da radiodifusão não quererem avanços". Sem citar o FAC, Manoel afirmou que a radiodifusão "por seu poder político e econômico", acabou seduzindo a atraindo setores que se benificiariam da nova legislação proposta, mas que vêm se manifestando contra.
Distribuição
Ainda na abertura do evento, o diretor-presidente da Ancine, Gustavo Dahl, afirmou que o grande nó na industria conematográfica é a distribuição. Para ele, o setor de distribuição precisa ser fortalecido para atuar também fora do País.
Informação: Sulrádio: Tela Viva News

