A ABERT (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) entende que o governo não precisará criar regras para a entrada do rádio digital no Brasil. "Com o padrão IBOC, é possível às emissoras de rádio se digitalizarem rapidamente, sem interferir no espectro, sem mudar a canalização e sem interferências", diz o presidente da associação, José Inácio Pizani. "E me parece que o governo já percebeu isso e mostra sensibilidade ao nosso pleito", reforça.
O temor da Abert é que o governo decida desenvolver estudos sobre rádio digital da mesma forma que o fez com o padrão de televisão, atrasando o processo. "O rádio digital tem um processo muito simples de migração pelo padrão IBOC", diz Pizani.
TV digital
Sobre o processo de escolha do padrão a ser adotado no Brasil para TV digital, a Abert evita criticar diretamente o processo escolhido pelo governo. "Para nós, está claro que qualquer que seja o padrão a ser adotado, ele precisa permitir a TV de alta definição, a portabilidade e a mobilidade", diz Pizani. A associação participa do processo de escolha do padrão brasileiro por meio do Comitê Consultivo. Segundo Ronald Barbosa, representante da Abert no comitê, de fato as pesquisas estão tomando mais tempo do que o imaginado inicialmente e já se fala que a TV digital no Brasil estará pronta "apenas para a Olimpíada de 2008". Ronald Barbosa ressalta, contudo, que a meta de ter o sistema brasileiro escolhido e operante na Copa de 2006 ainda existe. "O que queremos é ter a chance de ter uma emissora piloto para testar as possibilidades", diz Barbosa. "A digitalização das emissoras é inevitável e já começou. Falta apenas definir a questão da transmissão", diz Pizani.
Informação: ABERT/ Tela Viva News
-5f45c01510.jpg)



-88032ae746.png)


