Há muito tempo os radiodifusores buscam uma alternativa via rádio para algumas aplicações, sem gerar custos muito elevados.
Recursos comuns usuais como, faixas de auxílio à radiodifusão, telefonia celular, satélites ou microondas, apresentam inconvenientes diversos. As faixas de auxílio à radiodifusão exigem permissão da Agência reguladora governamental; a tecnologia celular é boa para ligações telefônicas e aplicações de dados não muito exigentes; mas a largura de banda é insuficiente para transferir grandes arquivos, além do que as interferências (em especial nas áreas urbanas) podem comprometer a qualidade do sinal. Por sua vez, satélites e fibras ópticas são muito caros.
Mas há diversas gerações de tecnologias disponíveis em rádio, capazes de atender as aspirações dos radiodifusores com orçamentos limitados. As principais características desses equipamentos incluem:
• Tecnologia Wi-Fi (Wireless Fidelity) permite aos seus usuários especificar parâmetros de qualidade do serviço (QoS) de forma a assegurar aos clientes níveis adequados de continuidade, latência e estabilidade requerida pelas aplicações de voz, vídeo e dados;
• Equipamentos com elevada eficiência espectral, oferecem aos usuários largura de banda necessária as suas aplicações;
• Tecnologia de multiplexação por divisão ortogonal de freqüência (OFDM) possibilita alcance além da linha de visada (NLOS) e muito boa recepção nas áreas urbanas e rurais com linha de visada livre (OLOS);
• Utilização de freqüências isenta de licenciamento que reduzem substancialmente as despesas;
• Largura de banda suficiente para transporte de dados IP-Ethernet em taxas de até 48Mb/s ou transmissão de uma combinação de tráfego IP com até quatro circuitos E1/T1. Um simples enlace pode simultaneamente transportar, voz, vídeo e dados e gerenciar diversas câmeras de alta resolução;
• Capacidade para combinar portas 10/100BaseT e interfaces E1/T1 em TDM, as quais permitem aos radiodifusores obter conexão em tempo real, seja com computadores, ramais de PABX ou equipamentos VoIP, ao mesmo tempo;
• Latência extremamente baixa, permitindo aplicações de voz e vídeo em tempo real;
• Modulação dinâmica adaptativa e técnicas de codificação que protegem de interferências de trajetórias múltiplas, desvanecimento em freqüências específicas e inexistência de erros nos enlaces de condições críticas;
• Criptografia do sinal irradiado de modo a prevenir interceptações e falta (ou fragilidade) de segurança como na telefonia celular.
Utilizando a tecnologia Wi-Fi os radiodifusores podem construir links para transferência de programas, newsgathering, enlaces para distribuição de programação ou temporários para eventos especiais, facilidade e rapidez nas montagens e desmontagens com baixo custo (quando for necessário realocar estações), e muitas outras aplicações. Também, as antenas podem ser montadas em cima de telhados ou em postes, tudo com baixa altura, mesmo existindo obstrução da linha de visada. A radiodifusão, com isso pode realizar enlaces muito longos, 80km ou mais, em simples link, ou 200 a 320km, com postos repetidores.
Uma aplicação sobremodo vantajosa ocorre com as ENG (newsgath-ering). Por exemplo, uma estação veicular completa para ENG está na ordem de US$ 230 mil; enquanto que, um enlace Wi-Fi, mais o codificador de vídeo, custa cerca de US$ 60 mil.
Uma vantagem adicional é a capacidade de estabelecer enlaces bidirecionais para áudio e vídeo, permitindo aos repórteres guardarem suas matérias para editá-las, envia-las e recebe-las de volta. Este tipo de possibilidade não existe na maioria das demais opções rádio, onde o link de retorno ao sítio remoto não é tão robusto como o sainte. Ademais, as ENG convencionais não estão equipadas para fornecer links bidirecionais de igual capacidade e os telefones celulares não têm banda suficiente.
Entre outras atratividades, a solução Wi-Fi reduz a demanda por enlaces via satélite ou de microonda terrestre, pois além do baixo custo dos equipa-mentos, dispensa licenciamento de bandas de RF (isto pode significar redução de até 25% em relação àquelas soluções).
Embora a indústria da radiodifusão ainda tenha que explorar in totum os benefícios do Wi-Fi aplicado em auxílio da radiodifusão, esta tecnologia vem se desempenhando com enorme sucesso nos ambientes mais desafiadores da radiodifusão do mundo.
Desde os enlaces mais simples de PTP para voz e dados, as mais complexas aplicações PMP, os radiodifusores empregam o Wi-FI para as mais diversas formas de manipular streaming de vídeo bidirecional.
A rádio Wi-Fi promete à indústria economia real de custos, bem como a redundância exigida, sem prejuízo do desempenho ou da qualidade.
Texto baseado no artigo de Keith Doucet, publicado na revista Broadcasting Engineering, de Dez/04, no sítio do IEEE, nos boletins da Quadrante RT 11.03 (31/03/03), RT 17.03 (17/03/03), RTE 11.03 (11/03/03) e RTN 01.04 (09/01/04).
Alguns Padrões IEEE 802
Estes padrões referem-se às instruções e características para comunicações fixas e móveis, sem fio, em faixas livres de RF.
Padrão - Descrição sumária
802.11 - Padrão para rede com visada livre.
802.11a - Padrão superior ao 802.11b, permitindo velocidades teóricas máximas de até 54Mb/s, utilizando a banda de 5GHz. Elimina o problema das interferências múltiplas que existem na banda de 2,4GHz (fornos de microondas, telefones digitais, BlueTooth, etc.).
802.11b - Wi-FI (Wireless Fidelity). Extensão do 802.11 para proporcionar 11Mb/s usando DSSS. É o padrão mais utilizado nas comunicações sem fio em 2,4GHz.
802.11e - Padrão para diferenciar entre vídeo, voz e dados. O único inconveniente é o encarecimento dos equipamentos.
802.11g - Extensão do 802.11b, utiliza a mesma banda de 2,4GHz, porém permite transmitir em velocidades teóricas de 54Mb/s. Obtido mudando o modo de modulacção de "Complementary Code Keying" para "Orthogonal Frequency Division Multiplexing". Basta trocar o firmware interno dos aparelhos para 802.11b.
802.11i - Conjunto de referências em que se apoiarão os demais padrões, em especial o 802.11a. Supõe a solução do problema de autenticação em nível de acesso ao meio, pois sem ela, poderia sofrer ataques de negação de serviço (DoS).
802.16d - WiMax. Evolução do 802.11b (Wi-Fi) destinado a redes locais com cobertura de até 100 metros. O WiMax foi idealizado para redes metropolitanas com velocidades de até 70Mb/s, podendo atingir distâncias de até 50km na faixa de 11GHz. Voltado para aplicações fixas (internas e externas).
802.16e - Versão destinada a atender as aplicações portáteis e móveis.
802.11n - Uma nova versão ainda experimental, prevista operar em 2005 com velocidades de até 100Mb/s.
Informação: Sulrádio/ QUADRANTE - RTE 0305
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