Os participantes do 6º Congresso Brasileiro de Comunicação no Serviço Público discutiram nesta quarta-feira os avanços da comunicação pública em três áreas específicas e recentes: imprensa legislativa, comunicação em missões de paz e treinamento de porta-vozes.
O campo de atuação da comunicação pública é cada vez mais amplo, concluíram os palestrantes, ao observar que a informação sobre as atividades realizadas pelas instituições públicas é fundamental para o cidadão. "A comunicação pública deve primar pela transparência e a informação objetiva sobre os serviços públicos", ressaltou o assessor de comunicação da Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica da Presidência da República, Jorge Duarte.
Imprensa legislativa
No painel sobre imprensa legislativa, discutiu-se "o desafio de vencer preconceitos e informar a sociedade com isenção e imparcialidade". Foram abordados os critérios e objetivos da cobertura realizada pelos veículos de comunicação da Câmara.
A coordenadora de Jornalismo da Secretaria de Comunicação da Câmara (Secom), Maristela Sant"Ana, ressaltou o imperativo de facilitar o acesso do cidadão às informações sobre as atividades do Parlamento. "O foco do nosso trabalho não é o parlamentar, mas o cidadão, que deve receber informação precisa sobre todos os temas de seu interesse", disse. O objetivo maior da comunicação da Secom, acrescentou ela, "não é o furo jornalístico, mas a informação idônea, apurada e contextualizada".
Missões de paz
Atendimento à imprensa internacional e contato com as lideranças e jornalistas locais foram assuntos debatidos no painel sobre as Forças Armadas, com abordagem relativa à comunicação social em missões de paz. O expositor foi o chefe da Seção de Planejamento do Centro de Comunicação Social do Exército, coronel Luiz Felipe Kraemer Carbonell.
Ele relatou que a primeira vez em que uma missão de paz brasileira pôde contar com uma equipe de comunicação ocorreu em fevereiro de 2004, no Haiti. "Nesse trabalho, nossas principais diretrizes foram conciliar, harmonizar, atender, negociar, divulgar, justificar e, principalmente, legitimar o trabalho dos militares brasileiros", explicou Carbonell.
Porta-vozes
O assessor de comunicação Jorge Duarte, que falou na palestra sobre treinamento de porta-vozes, chamou atenção para a importância estratégica do porta-voz como agente de comunicação entre as instituições públicas e o cidadão. "O porta-voz fala em nome da instituição, o que requer respeito à imprensa e ao cidadão, capacidade argumentativa e clareza para expor suas idéias e serenidade diante das situações de crise", resumiu.
Turismo
O congresso termina nesta quinta-feira. Às 9h30, haverá a conferência "O que o turismo pode fazer pelo Brasil e o que a comunicação pode fazer pelo turismo". O expositor será o presidente da São Paulo Turismo e ex-ministro de Esporte e Turismo, Caio Luiz de Carvalho.
Informação: Agência Câmara

