Embora o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, não confirme sua saída do governo, o evento promovido ontem para divulgar o balanço de quatro anos de sua gestão foi marcado por um tom de despedida. O ministro, que chegou acompanhado pela esposa Ana Maria Furlan, se emocionou várias vezes e fez desabafos.
Para mostrar as dificuldades enfrentadas com o funcionamento da máquina pública, Furlan contou que, em abril de 2003, ligou para o Banco do Brasil e para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para solicitar mais recursos para linha de crédito ao exportador. “O BB me garantiu na hora mais R$ 500 milhões.
O outro ficou de dar resposta no dia seguinte e eu estou esperando até hoje.” O ministro tem condicionado sua permanência à subordinação do BNDES ao seu ministério. Desde que assumiu, Furlan nunca teve influência dentro da política do banco.
Pacote
Antes da solenidade, Furlan informou que o pacote de medidas a ser anunciado na próxima semana pelo presidente Lula incluirá incentivos fiscais para a indústria de TV Digital, semicondutores e softwares e a ampliação dos benefícios previstos na chamada MP do Bem e no programa Computador para Todos.
Segundo ele, haverá ampliação dos valores dos computadores que recebem isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), do Programa de Integração Social (PIS) e da Cofins.
O governo também vai reduzir a exigência de que as empresas exportem no mínimo 80% da produção para receber isenção fiscal na compra de máquinas e equipamentos.
Informação: ABERT / Gazeta do Povo - Curitiba - Economia - TV Digital

