Apesar de pequena, a platéia que acompanhou na terça-feira (14/08) o posicionamento dos jornalistas gaúchos Ricardo Azeredo (Ulbra TV) e Nilton Schuller (TVE-RS) sobre a abordagem ambiental na mídia televisiva mostrou-se atenta ao tema. Com um público inferior a dez pessoas, o evento, promovido pela Fundação Gaia - Legado Lutzenberger no auditório da Livraria Cultura de Porto Alegre, abordou desde a falta de especialização de profissionais de imprensa até as dificuldades de se conquistar a atenção dos telespectadores.
Conforme os comunicadores, que deixaram de lado o formato palestra para conversarem informalmente com os presentes, a temática ambiental ainda tem pouco investimento por parte dos veículos, que precisam divulgar assuntos que atraiam audiência. Para ambos, a rotina das redações não permite grandes investigações acerca de temas ambientais, resumindo a cobertura diária a matérias superficiais.
Ricardo Azeredo lembra que programas especiais – como o Repórter Eco, da TV Cultura (SP), e o Cidades e Soluções, da Globo News – cumprem seu papel informativo sobre o tema, mas ainda são iniciativas isoladas. “O que se vê na maioria dos casos são jornalistas atuando por conta própria, identificando pautas ambientais e defendendo a cobertura com editores e chefes de jornalismo. Ou então produções que primam pela estética e deixam a desejar em apuração, como é o caso do Globo Repórter.” Tanto os palestrantes quanto a platéia concordaram que falta preparo e conhecimento por parte dos jornalistas que cobrem assuntos de meio ambiente.

