No dia 20 de abril de 2007, um grupo de invasores tomou de assalto a emissora Rádio São Roque AM, de Faxinal de Soturno, de propriedade do atual presidente da AGERT, Roberto Cervo, o Melão. O ato covarde de usurpar uma propriedade privada sob coação, caracterizou uma atitude marginal e subversiva, que desafiou a ordem e a lei. Parte do inquérito seguiu a cargo da Polícia Federal e foi encaminhada para as esferas judiciais. Certamente os invasores serão punidos, mas para os radiodifusores ficou a afronta, a cicatriz e descontentamento pelo rumo que a questão da ilegalidade tomou na época.
Devido a este fato que se tornou um marco para os profissionais do rádio gaúcho, em reunião de diretoria no ano passado, a Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão decidiu de forma unânime por instituir o dia 20 de abril, como o dia Estadual de Combate à Ilegalidade, como símbolo da luta por um país melhor e ordeiro para se viver. Por isso, inicia uma campanha em todas as emissoras do Rio Grande do Sul com jingles e anúncios sensibilizando e alertando a toda a população dos riscos e das penalidades para quem compactua com a ilegalidade. O material para veiculação da campanha está disponível no site da Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão, nos links Áudio e Downloads.
A AGERT batalha em nome dos cidadãos de “Bem” desta nação para que se cumpra a constituição. Pois o espectro eletromagnético é um patrimônio do Brasil. Ele é regulamentado e fiscalizado pelo Governo Federal que tem a obrigação primordial de impor seu cumprimento irrestrito. “Quem viola e abusa do espectro eletromagnético é criminoso, quem apóia e faz publicidade é cúmplice e também responde judicialmente”, este tem sido lema da Associação para obter resultados na busca da legalidade. Para os radiodifusores gaúchos, é necessário acabar com o que ficou conhecido como “Lei de Gérson”, onde o objetivo é levar vantagem em tudo.
A atual gestão da AGERT se dedicou com afinco e através de campanhas e reuniões com todos os segmentos empresariais e políticos, levou o conhecimento da verdade, das leis e normas que regem o setor radiofônico. Humildemente alcançou o convencimento dos envolvidos de que os riscos apontados de uma rádio pirata derrubar uma aeronave, por interferência nos equipamentos de aproximação e comunicação com a torre, eram reais. E que o fato do operador destas emissoras dizer e fazer o que bem entender, ou que atender a seus interesses pessoais, políticos, religiosos, caracteriza crime. As autoridades se convenceram dos malefícios e passaram a apoiar as ações dos órgãos fiscalizadores do governo federal.
“O Brasil não podia mais conviver com isso. Era preciso começar a ‘limpar a cara’ e acabar com o título de país da pirataria, constrangimento esse levou os brasileiros a sofrerem ameaça de expulsão do SGP (Sistema Geral de Preferências), órgão norte-americano que autoriza ou não exportações àquele País, por causa da conivência com a ilegalidade. O governo despertou,o povo começou a se dar conta do quão caro é adquirir qualquer produto ou serviço de origem ilegal. Esse suposto ‘barato’ custa muitíssimo a todos os brasileiros”, comentou Jerônimo Fragomeni, vice-presidente Regional Planalto da AGERT e presidente da Comissão de Combate à ilegalidade na Radiodifusão.

