O jornalista e ex-senador Artur da Távola, do PSDB, que morreu na última sexta (09/05), foi enterrado neste sábado (10), por volta das às 17h30, no Cemitério São João Batista, na Zona Sul do Rio. Os políticos Sérgio Cabral, Fernando Gabeira, José Serra, Aécio Neves e Geraldo Alckmin acompanharam o enterro.
O corpo foi sepultado no mausoléu de sua família. O caixão de Távola foi envolto em uma bandeira do Fluminense. A causa da morte do jornalista, de acordo com a assessoria, foi um problema no coração. Artur da Távola era reitor de uma universidade e diretor da rádio Roquete Pinto FM. O ex-senador tinha 72 anos.
O jornalista Paulo Alberto Artur da Távola Moretzsohn Monteiro de Barros começou sua vida parlamentar em 1960, como deputado federal do PTN pelo antigo Estado da Guanabara. Dois anos depois, ele se elegeu deputado constituinte pelo PTB. Era considerado um político discreto.
Paulo Alberto de Barros foi cassado pelo regime militar e, no período de 64 a 68, viveu na Bolívia e no Chile. Na volta ao país, passou a usar o pseudônimo de Artur da Távola. Ele era o mais antigo funcionário em atividade da Rádio MEC, onde estreou em 1957 e apresentava um programa sobre música clássica. Durante 15 anos, assinou uma coluna sobre televisão em O Globo. Trabalhou também na extinta Bloch Editores, que editava a revista Manchete, e em O Dia.

