25 de Setembro é a data do nascimento de Roquete Pinto – O “Pai do Rádio Brasileiro”, por isso comemora-se hoje, o Dia do Rádio.
São muitas as lembranças que nos fazem refletir sobre o desenvolvimento tecnológico promovido pelo ser humano. Mas uma das melhores lembranças é da “Era do Rádio”, ocorrida nos anos 40 e 50, no Brasil. Bastava ligar aqueles grandes e pesados aparelhos, e todos corriam para ouvir muitos ruídos e uma programação recheada de musicais, transmissões esportivas, programas de humor, hora certa, entre outros. O rádio era a principal fonte de informação e as vozes dos radialistas disputavam a atenção e o respeito do público.
Porém, a história do rádio em nosso Brasil é bem mais antiga. Em 1923, Roquete Pinto fundou a primeira emissora do país, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Era uma fase experimental do veículo, sem grandes avanços tecnológicos. A primeira transmissão radiofônica em terras brasileiras, no entanto, já havia ocorrido no ano anterior, mais precisamente em 7 de setembro de 1922, na comemoração do centenário da independência brasileira. Na ocasião, uma estação de rádio foi instalada no Corcovado, no Rio de Janeiro, para a veiculação de músicas e do discurso do então presidente Epitácio Pessoa.
De lá para cá, muita coisa mudou: das interferências e ruídos dos primeiros aparelhos de rádio (pesados, enormes e à válvula) aos pequenos, leves e modernos rádios de transistores. A década de 1950 foi marcada pela consolidação do veículo como meio de comunicação. Em 1968, surgiram as primeiras emissoras de freqüência modulada (FM). Para vários cidadãos os radialistas se tornam amigos e companheiros nas horas de solidão. Antigamente não se poderia carregar o rádio para outros lugares, hoje em dia os ruídos diminuíram, os programas ganharam novos formatos e o rádio cabe na palma da mão.
O inventor do rádio foi o italiano Guglielmo Marconi, que criou o seu "telégrafo sem fio", um modelo inicial que se desenvolveu até o sistema que conhecemos hoje. Em 1896, Marconi demonstrou a eficiência de seu aparelho numa transmissão na Inglaterra, do terraço do English Telegraphy Office para a colina de Salisbury. Ganhou do governo da Itália uma patente pela sua criação.
A história também cogita que um padre brasileiro, Roberto Landell de Moura, tivesse sido o inventor do rádio. Em 1894, Roberto havia desenvolvido aparelho semelhante e efetuado a emissão e recepção de sinais a uma distância de oito quilômetros, do bairro de Santana para os altos da avenida Paulista, em São Paulo.
Fanáticos religiosos, contudo, cientes de que o padre brasileiro tinha pactos com o demônio, destruíram seu aparelho e suas anotações, o que atrasou o reconhecimento de sua criação pelas autoridades científicas. Só em 1900 Roberto conseguiu fazer uma demonstração pública de seu invento.
“Há 86 anos buscando o desenvolvimento das comunidades do Rio Grande do Sul, o rádio é um instrumento capaz de em uma fração de segundos alegrar ou entristecer uma família. O rádio em fração de segundos é capaz de alertar uma cidade, um estado e até uma nação, sobre qualquer situação. O rádio é companheiro permanente do cidadão. Sendo capaz de fazer crescer uma empresa, de fomentar doação de sangue para um hospital, salvando vidas. Também é capaz de realizar campanhas, agasalhando milhares de pessoas ou alimentando-as. O rádio é capaz de gerar emprego e impostos, e isto resulta em benefício às populações. Neste Dia do Rádio deixo, a todos os radiodifusores, um abraço carinhoso”
Roberto Cervo Melão – Presidente da AGERT

