CANDIDATOS AO SENADO DEBATEM NA AGERT

Um encontro democrático que abriu espaço para todos os partidos se manifestarem. Desta maneira foi definido pelos candidatos ao Senado o debate promovido pela AGERT nesta sexta-feira (17). Dos participantes que haviam confirmado a presença, apenas José Luis Schneider não compareceu.

Após a apresentação inicial, os candidatos tiveram a oportunidade de fazer perguntas específicas a seus concorrentes, seguindo uma ordem sorteada. Ao longo dos cinco blocos do encontro, foram discutidos temas como as reformas tributária e previdenciária, rádios comunitárias, ferrovias e a Voz do Brasil, entre outros.

A candidata do PP, Ana Amélia Lemos, destacou a importância de ser implementada a reforma tributária com o objetivo de favorecer a distribuição de verba aos municípios. "Temos de rever a posição da partilha de receitas para que os moradores de todas as cidades possam ser melhor atendidos", afirma.

Já Paulo Paim (PT) ressaltou a atuação no Senado, na preservação dos direitos dos trabalhadores e aposentados e afirmou a condição de ser um defensor dessas classes. "Não deixarei em hipótese alguma que direitos como 13° salário e licença maternidade, por exemplo, sofram qualquer alteração", revelou.
Para o candidato do PMDB, Germano Rigotto, coube falar sobre a reforma de previdência. "Temos que garantir aos aposentados uma recuperação no valor de seus benefícios. Precisamos discutir a questão previdenciária garantindo o direito desses milhões de brasileiros".

A malha ferroviária do Estado foi o assunto abordado por Roberto Gross (PTC). Segundo ele, o Rio Grande do Sul precisa valorizar suas ferrovias com o objetivo de melhorar o transporte tanto de cargas como de passageiros.

Com relação à Voz do Brasil, um dos temas mais discutidos pelos radiodifusores gaúchos atualmente, Rigotto e Paim se manifestaram. O petista, favorável ao programa, considera importante que a Voz do Brasil continue a ser veiculada já que é "um programa que permite a transparência do que acontece em Brasília, uma vez que a população precisa saber o que os políticos estão fazendo". Paim, no entanto, é favorável à flexibilização da Voz do Brasil. Rigotto também tem a mesma posição.  "A Voz do Brasil surgiu num momento em que ela se fazia necessária. Mas agora é preciso repensar o horário de veiculação. O ideal é a flexibilização".

A atuação das rádios comunitárias também foi assunto no debate. Para a Abgail Pereira (PCdoB), todas as emissoras precisam cumprir as regras para que consigam trabalhar uma sem afetar o trabalho da outra. "Além disso, devemos trabalhar para que a concessão de outorgas ocorra de maneira democrática e transparente". Já Rigotto afirmou que as comunitárias não podem se confundir com as comerciais, assim como as televisões educativas devem cumprir o papel a que se destinam e não se prestarem a fazer propaganda dos governantes.

Após duas horas e meia, o debate se encerrou sendo considerado um sucesso pelo presidente da AGERT, Alexandre Gadret. "Podemos considerar que alcançamos plenamente nosso objetivo. Tivemos uma ampla participação dos candidatos e uma grande adesão das emissoras associadas para a retransmissão do programa. Assim cumprimos nosso papel de associação ao levar informação e fortalecer a democracia em todo o Rio Grande do Sul. No próximo dia 24, a AGERT promoverá o encontro com os candidatos ao governo do Estado, das 9h30min às 11h30min, na sede da entidade (Riachuelo, 1098 conjunto 204).

OS ÁUDIOS DO DEBATE ESTÃO DISPONÍVEIS NA ABA ELEIÇÕES 2010 NO SITE DA AGERT.


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