Inclusão digital é estimulada pelo Governo

Está prevista, em caráter inicial, a instalação de 90 unidades da Casa Brasil, projeto do governo federal que irá beneficiar, com a inclusão digital, os bairros com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) negativo, com grande densidade populacional e elevados níveis de violência e desemprego.

As unidades serão dotadas de um telecentro com dez computadores de acesso público e gratuito, que utilizarão software livre, uma sala de leitura e um auditório para 50 pessoas. Para a implantação, constam do orçamento da União R$ 204 milhões.

De acordo com o Presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), Sérgio Amadeu, a perspectiva é que cada unidade da Casa Brasil atenda, no mínimo, entre três mil e quatro mil pessoas que moram no seu entorno.

"As unidades serão implantadas em áreas onde o equipamento público, o uso de tecnologia da informação pode fazer a diferença, pode abrir novas perspectivas para a juventude, para os adultos, pode permitir uma maior capacitação daquelas comunidades, reduzindo os indicadores de violência urbana e abrindo novas perspectivas neste ambiente, a partir do uso intensivo da tecnologia da informação", explicou Amadeu.

Segundo o presidente do ITI, do total de unidades, 55 estarão localizadas nas capitais, e sete nas cidades mais populosas de cada uma das cinco regiões brasileiras. A escolha do bairro será feita a partir de um edital, a ser lançado no início do mês de abril, do qual poderão participar entidades da sociedade civil, prefeituras e empresas que queiram ceder o espaço.

Um decreto, publicado no Diário Oficial na última sexta-feira (11) constituiu a Coordenação Nacional da Casa Brasil, criando um comitê gestor coordenado pela Casa Civil da Presidência da República - que irá elaborar critérios de seleção das localidades e acompanhar a implementação do projeto - e um comitê executivo, coordenado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, responsável por implementar as unidades.

Nos dois órgãos, os membros serão representantes da Secretaria de Comunicação (Secom) e dos Ministérios da Educação, Ciência e Tecnologia, Comunicações, Cultura e Planejamento. No caso do comitê executivo, haverá ainda representantes do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Centrais Elétricas, Correios e da Petrobrás. A secretaria-executiva caberá ao ITI, que dará apoio aos comitês.





Informação: Agência Brasil


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