Entidades condenam restrição à propaganda de bebidas

Representantes da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert), do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), e do Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária (Conar) são unânimes quanto à opinião de que a propaganda de um produto considerado lícito não deve ser restringida.
Em debate promovido pelo Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional na tarde desta terça-feira, foram discutidas a restrição da propaganda de bebidas alcoólicas a horários específicos, ou mesmo a proibição desse tipo de publicidade. Também foi questionado se a propaganda pode ser considerada uma das responsáveis pelo consumo de álcool por adolescentes, e por acidentes no trânsito.

Propaganda X consumo
O presidente do Sindicerv, Milton Seligman, discorda da restrição àquelas publicidades porque considera que a propaganda de bebida só tem o objetivo de obter a fidelidade dos consumidores de uma determinada marca, e ganhar consumidores de uma outra marca. Ele conta que estudos feitos por universidades internacionais mostram que não há nenhuma correlação entre o hábito de beber e a publicidade. Seligman informou que, nos últimos dez anos, o volume de venda de bebida tem sido o mesmo no País. "O consumo inadequado de álcool é um problema. Como resolvê-lo? Por meio de duas maneiras: uma é educando, e a outra é fazendo com que as leis sejam cumpridas."
Ele defendeu a formulação de leis adequadas para fiscalizar o uso de álcool na direção, além de propor a diminuição das taxas aceitáveis de álcool no sangue e o aumento do valor das multas. Seligman lembrou ainda que a fabricante Ambev doou 14 mil bafômetros para polícias militares estaduais.

Restrições
O presidente da Abert, José Inácio Pizani, enfatizou que, se o produto é lícito, a sua propaganda não deve ser restringida.
O diretor-executivo do Conar, Edney Narchi, afirmou que o órgão já promove iniciativas para restringir a propaganda de bebidas alcoólicas. Entre essas iniciativas, o diretor destacou a proibição de que crianças e adolescentes apareçam nessa modalidade de publicidade e a determinação de que os participantes dos anúncios aparentem mais de 25 anos.
Narchi lembrou que personagens de aparência infantil não podem ser inseridos em peças publicitárias de bebidas e que, no caso das revistas, a propaganda só deve ser divulgada em publicações para maiores de idade.
Segundo o diretor do Conar, não existe necessidade de se restringir ainda mais a propaganda de bebidas. Ele informou que esse setor está em 12º lugar entre os investidores de propaganda, o que não representa grande parcela no mercado.

Estudos
A audiência pública teve como objetivo dar continuidade às discussões realizadas pelo Conselho no ano passado. A gestão anterior aprovou uma moção recomendando aos atuais conselheiros o estudo de uma regulamentação para restringir a propaganda de bebidas alcóolicas na mídia, que possa ser aprovada depois pelo Congresso.
De acordo com o presidente do Conselho, Arnaldo Niskier, o grupo ainda pretende ouvir mais opiniões e receber estudos de universidades antes de emitir parecer sobre o assunto.
Pela legislação atual, apenas a propaganda de bebidas fortes têm restrição legal de horário. Cervejas, vinhos e bebidas do tipo ice podem veicular os comerciais a qualquer hora.













Informação: Agência Câmara


Rádio AGERT

Preços Recebidos pelos Produtores Rurais cresceram 7,54% em setembro

A economista Danielle Guimarães, da Assessoria Econômica da Farsul, informou que apesar do forte crescimento ainda não ocorreu a recuperação dos preços pagos aos produtores rurais nos últimos períodos.

Tributarista explica como vai funcionar a Reforma Tributária para o varejo

O Doutor em Direito Tributário Eduardo Plastina detalhou no Café com Lojistas do Sindilojas Porto Alegre, os efeitos da Reforma Tributária para o varejo. Ele acredita que o efeito na carga tributária será neutro para o setor. 

Cientista político analisa o resultado da eleição presidencial em segundo turno

O Cientista Político da Arko Advice Pesquisas, Carlos Borenstein, explicou os motivos da virada do presidente Lula no segundo turno da eleição presidencial. Também falou dos erros da campanha de Flávio Bolsonaro.