A sociedade brasileira, de forma assustadora, vem sendo fortemente atingida por pesados ataques, procedentes das mais diferentes origens, que colocam sob permanente ameaça empresas, instituições e, em decorrência, o cidadão.
Poderíamos escrever compêndios sobre a nefasta e virulenta degradação do sistema público-administrativo. Aí está a violência ceifando vidas. A saúde, que escraviza homens e mulheres sem poupar crianças e idosos, impondo filas madrugadoras injustas e incompreensíveis. A educação, que pretendeu um dia ser revolucionária, sucumbe em resultados preocupantes, com o decréscimo dos valores intelectuais que deformam toda uma juventude. Neste contexto, não podemos esquecer dos valores morais e éticos que advém do processo corruptivo, justamente daqueles que deveriam ser os guardiões e fiscais do templário sagrado – a Pátria, a Nação.
Poderiam nossos legisladores e governantes, ao menos, entender que fome, violência e desajustes na saúde e na educação se combate com emprego e com uma sociedade plena de oportunidades. Nunca com benemerência praticada, hipocritamente, a rodo na esdrúxula tentativa do voto a qualquer preço.
Ao contrário do incentivo à produtividade, induzimos o empreendedor à não empreender e a empresa a não produzir. Enfim, desempregamos.
Leis protecionistas colocam em um mesmo nível o cidadão que, conscienciosamente, trabalha e aquele que, enganosamente, leva os seus dias sempre de olho no fundo de garantia e no seguro desemprego. Muitas vezes, não satisfeito, leva a empresa que lhe deu guarida à insolvência, respaldado em legislação trabalhista arcaica, perante as barras dos tribunais.
O governante, ante a mínimo déficit público, tem apenas uma solução, que é, invariavelmente, conquistada através do aumento de impostos ou do número de impostos. Neste contexto de insuportáveis impostos e tributos, a máquina pública é cada vez mais sustentada por menos contribuintes.
Não pode ser esquecida a indiferença desdenhosa daqueles que deveriam proteger constitucionalmente o patrimônio e a propriedade privada, somando-se ao mesmo direito de propriedade intelectual e industrial. Estamos ao sabor de vontades ideológicas, inanição e interesses escusos. Com isso, grassa o ilegal e o pirata em todo o País.
A indústria e o comércio têm sido vítimas, permanentes, dos males da pirataria, que desemprega, não paga impostos e joga na informalidade milhões de brasileiros, onerando, uma vez mais, os poucos que cumprem as leis e pagam seus impostos. Essa massa informal ruma para um futuro onde precisará de saúde e aposentadoria e isto também não pode ser esquecido.
Com a radiodifusão, não tem sido diferente. Somos vítimas, da mesma forma, deste espectro de malefícios que afetam a cidadania, o estado de direito e a sociedade como um todo.
A luta por mudanças e pelo cumprimento das leis é uma responsabilidade de todos. Temos a obrigação de atacar as inúmeras tentativas de desestruturação de entidades tradicionais que estão alicerçadas na honradez e na decência. O que incluí as Forças Armadas, Judiciário, Ministério Público, Parlamento, órgãos fiscalizadores, arrecadadores e políticos dignos.
A imprensa exerce papel fundamental neste contexto, onde se inserem fortemente as emissoras de rádio e televisão que, multiplicadoras, povoam este País continentino. A independência jornalística deveria ser construída de forma ampla, no entanto, somos balizados por leis cerceadoras que, urgentemente, devem ser banidas de uma sociedade dita democrática. Já a liberdade de imprensa deve norteada por manancial completo de informações e pelo duelo de opiniões travado entre nossos comentaristas, muito embora, estejamos vivendo o advento do famigerado “dano moral”.
Temos papel fundamental se pretendermos somar esforços para qualificar o nosso Brasil e suas instituições. Da mesma sorte, desempenhamos função decisiva no jornalismo investigativo e na divulgação de corruptos, corruptores e daqueles que de forma irresponsável exercem funções públicas, causando danos tão ou mais contundentes que o da apropriação indevida do erário público.


