Brasília – O governo pretende ter uma definição até o final do ano sobre o
sistema de TV Digital que será escolhido pelas emissoras para implantação no
país.
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, tem se reunido com o setor para discutir a implantação, mas reclama que apenas uma grande rede de televisão está companhando os estudos sobre a TV Digital.
Em entrevista à
imprensa, Hélio Costa destacou a importância da adoção do novo sistema no
Brasil, que trará à recepção de TV a qualidade da imagem do DVD, o disco de
alta definição que reproduz imagem e som através de um aparelho conectado a
um televisor.
Segundo o ministro das Comunicações, os aparelhos mais modernos de TV podem
trabalhar com conversores para captar esse sinal de televisão, quando o sistema estiver funcionando, mas tudo depende da tecnologia que a televisão brasileira for utilizar.
Para um sistema super-sofisticado será necessário utilizar aparelho que projete mais de 1.000 linhas na tela. Os atuais
projetam até 480 linhas, que podem ser ampliadas para 600 com suporte
técnico.
O sistema de transmissão da TV Digital pode utilizar ao mesmo tempo dispositivos de mais de um sistema, conforme o ministro.
Hoje existem no mundo o sistema americano, o japonês e o europeu, e a opção
pelo aproveitamento da experiência de tecnologias dos três sistemas terá que
ser escolhida pelas emissoras.
Hélio Costa disse que "o Brasil possui a
melhor televisão do mundo e tem o melhor produto do hemisfério sul". O empresariado, segundo ele, vai estar preocupado com a questão de transferência de tecnologia, "mas precisa se engajar mais no esforço do governo para a definição da TV Digital".
O ministro das Comunicações vai realizar novas reuniões nas próximas semanas
com os setores técnicos para discutir o novo sistema. Segundo Costa, o programa brasileiro para a TV Digital tem realizado "pesquisas de qualidade".
Ele informou que dos R$ 60 milhões direcionados para pesquisas pelo Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel), já foram investidos R$ 38 milhões, faltando aplicar R$ 22 milhões.
Informação: Lourenço Melo/ Agência Brasil


