As novas mídias digitais que tocam música podem se tornar uma ameaça para o rádio, se o setor não se adaptar. É o que afirmou o consultor da ABERT, Com. Djalma Ferreira atento a grande onda tecnológica que a cada dia cria e aprimora produtos e serviços de áudio. “Fazemos o alerta para que não ocorra o que aconteceu há mais de 50 anos, quando a TV pegou a todos de surpresa”, alerta o consultor.
Como exemplo de tecnologia que pode contribuir para o enfraquecimento do rádio, foi citado o Podcasting (Ipod), sistema que acoplado a um computador permite aos usuários sincronizar e escutar rádios do mundo todo, canais de música das TV´s por assinatura e o rádio por satélite - que ainda está apenas nos EUA, mas já conta com 8 milhões de assinantes e daqui há pouco chega ao Brasil- e com a nova mania do momento, o Ipod, que faz todos atuarem como programadores de rádio, baixando as músicas pela Internet.
Ele também destacou que a digitalização é a principal forma de o rádio não ficar para trás. Por meio desse sistema, o rádio poderá competir com igual ou melhor qualidade do que essas novas mídias, apresentando um som envolvente e a possibilidade de múltiplos canais.
O conteúdo, o grande trunfo do segmento, também deverá ser preparado com mais atenção, investindo em uma programação local bastante voltada para a comunidade, com rapidez, linguagem apropriada e custos baixos. “O futuro do rádio depende da iniciativa dos radiodifusores que deverão se adaptar a essa nova onda tecnológica” - reforça o consultor da ABERT.
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