Ecad usa tecnologia para garantir remuneração

São Paulo, 21 de Novembro de 2005 - No momento em que a indústria fonográfica enfrenta a sua pior fase, acossada pelos rombos da pirataria em todo o mundo, o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) inicia um novo projeto na área de Tecnologia da Informação (TI) para garantir que, ao menos, os direitos autorais de parte dos compositores sejam respeitados.

Com investimento de R$ 500 mil, a entidade montou um banco de dados de 180 mil músicas de autores brasileiros e colocou no ar o EcadNet (www.ecadnet.org.br), site criado para que usuários e autores de músicas encontrem códigos de obras padronizadas mundialmente, conforme o ISWC (International Standard Musical Work Code).

"Queremos atingir um melhor pagamento de direito autoral. Com esse projeto, o Brasil entra no intercâmbio mundial de banco de dados, em que cada música e autor passa a ter uma identidade de reconhecimento global", afirma o gerente de tecnologia da informação da Ecad, José Pires.

Chamada de CIS (Common Information System), a iniciativa promovida pela Confederação Internacional das Sociedades de Autores e Compositores (Cisac) integrará o Ecad a outras cinco agências de controle autoral em todo o mundo, processo que deve ser concluído ainda neste ano. A Cisac reúne ao todo 210 sociedades de autores e se distribui em 109 países.

O Ecad conta hoje com cerca de 650 mil obras em seu banco de dados, volume que cresce entre 10% e 20% anualmente e que deve ser totalmente codificado em até três anos.

De acordo com o gerente de tecnologia, a integração mundial dos bancos de dados permitirá que autores brasileiros passem a receber direitos autorais por suas obras executadas fora do País.

"As grandes obras do repertório brasileiro estão codificadas. Vamos dar seqüência a esse trabalho, integrando as informações das 12 instituições que formam o Ecad", comenta o executivo, acrescentando que a organização capta cerca de 200 mil execuções musicais por trimestre no País.

Com orçamento anual de aproximadamente R$ 4 milhões, o Ecad também se prepara para testar o uso de computadores de mão por parte de seus operadores de gravação externa, responsáveis pela captação de músicas executadas em casas de shows.
No ano passado, a organização pagou R$ 187,7 milhões em direitos autorais para compositores, sendo que 81% foram destinados a autores brasileiros e 19% a estrangeiros. (Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 1)(André Borges)



Informação: Abert/ Gazeta Mercantil - Telecomunicações & Informática


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