TV Cultura concretiza o sonho da TV pública

A recuperação da TV Cultura ainda não está concluída, mas seus resultados já são percebidos pela maioria esmagadora dos telespectadores, conforme indicam pesquisas dos institutos independentes Data Folha e Marplan. Além da qualidade crescente da programação, as mudanças já alcançam a infra-estrutura das rádios e da TV, com a digitalização, e transformam o estilo de gestão administrativa e financeira da Fundação Padre Anchieta, entidade mantenedora das emissoras.
Em paralelo ao trabalho de renovação, a TV Cultura quer tornar-se, realmente, uma TV pública. Que significa isso? O conceito não é novo, mas ainda pouco compreendido no Brasil. Uma emissora de televisão pública não se confunde com TV estatal nem com comercial. E vai muito além da televisão educativa, que é uma forma de escola virtual, pois busca total independência em relação ao mercado, ao governo, aos partidos, ideologias ou religiões. Sua programação – em especial, seu jornalismo – visa à formação da cidadania, à defesa do interesse público, ao desenvolvimento da democracia e da capacidade crítica da sociedade.
Tudo começou a mudar na Fundação Padre Anchieta a partir da posse de Marcos Mendonça no cargo de presidente executivo da entidade, em junho de 2004. Que diferença entre a situação atual e o cenário do primeiro semestre de 2004, quando a TV Cultura corria até o risco de sair do ar. As transformações mais visíveis ocorreram na qualidade da administração, no equilíbrio econômico sustentável, na geração de receitas, na racionalização dos custos, na nova programação, na modernização tecnológica, na digitalização do acervo e da infra-estrutura das emissoras. Com isso, a TV Cultura se torna uma opção de alto nível para crianças, jovens e adultos.
“O primeiro desafio que enfrentei ao assumir a presidência da Fundação – conta Marcos Mendonça – foi arrumar a casa. Do ponto de vista financeiro, tínhamos um déficit de R$ 7 milhões no primeiro semestre de 2004 e a previsão era terminar o ano com um desequilíbrio de R$ 22 milhões, que poderia ser ainda maior, com as obrigações trabalhistas pendentes. Ao final do ano, conseguimos não apenas superar o déficit mas até gerar um superávit."
Esse equilíbrio foi alcançado graças à profunda reformulação administrativa, ao aumento das receitas de publicidade e de patrocínios, aos serviços de terceiros e ao apoio do governo do Estado. Na área da prestação de serviços, a Fundação tem sido contratada por entidades públicas e privadas para campanhas específicas, como, por exemplo, a campanha eleitoral de 2004, com a Justiça Eleitoral, e a do referendo sobre o comércio de armas, de 2005.

ACERVO DE 37 ANOS
O maior patrimônio da TV Cultura, acumulado ao longo de quase 37 anos de existência, é, sem dúvida, seu acervo, com mais de 100 mil horas de programação. É preciso transformar esse patrimônio ao mesmo tempo em fonte de receita e difusão cultura. Com a digitalização, a TV Cultura deverá ampliar a comercialização desse rico material, que inclui cursos, documentários, shows, concertos, reportagens e entrevistas históricas, como as do Roda Viva. Os equipamentos para a digitalização já estão em plena utilização. A prioridade é digitalizar todos os programas que vão sendo comercializados e aqueles produzidos ou editados para ir ao ar.
A área de licenciamento de programas, tanto de direito autoral como de imagem, ganhou novo impulso com o lançamento de uma linha de produtos próprios. Marcos Mendonça diz que a TV Cultura comercializa hoje 1.060 produtos. Um exemplo da agilidade e do profissionalismo alcançado foi a entrega, em menos de 24 horas, às livrarias paulistas de mais de mil DVDs da entrevista do ex-deputado Roberto Jefferson ao Roda Viva, para comercialização.

PERCEPÇÃO
O público telespectador já percebe as mudanças e, em especial, a qualidade crescente da programação, conforme revelam duas pesquisas dos institutos Data Folha e Marplan. Além de ser uma boa opção para as camadas de menor renda e para o público infantil, a TV Cultura é, de longe, a preferida do público de maior nível cultural, que considera sua programação de alta qualidade, só superada pela Rede Globo, segundo a pesquisa do Data Folha.
A TV Cultura tem hoje 40 novos programas. A capacidade de produção diária da emissora, que era de três horas por dia em junho de 2004, em especial de telejornalismo, passou para 14 horas por dia, com novos programas infantis, música, teatro, cursos e documentários.
E na nova grade de programação, os melhores programas tradicionais estão sendo reformulados no seu visual e no seu conteúdo. Para garotada, além dos melhores desenhos, a TV Cultura oferece programas premiados como o Castelo Rá Tim Bum, o Cocoricó e muitos outros. Na linha para adultos, além do Roda Viva, tenho minhas preferências pessoais, como os programas de música, que ganham muito mais espaço na emissora, e novos programas como Sr. Brasil, com Rolando Boldrin, o de entrevistas de Silvia Popovic, ou o Planeta Cidade com Cesar Giobbi, sobre São Paulo. Áreas como meio ambiente, literatura, esportes e até o humor ganharam mais espaço e novas opções.






Informação: Abert/ O Estado de S.Paulo - Caderno 2 -


Rádio AGERT

Cresce a importância do Consumidor 60 mais no varejo

O assessor de Relações Governamentais do SIndilojas Porto Alegre, Victor Pires, detalhou o guia Geração Prateada - Como o Consumidor 60 mais consome, o que ele busca e como vender para ele. Ele ressaltou que no RS, há mais pessoas nessa faixa de idade do que crianças de 0 a 14 anos.

Secretário Judiciário do TRE-RS diz quais os cuidados que as emissoras de rádio e TV devem ter no período eleitoral

O secretário Judiciário do TRE-RS, Rogério da Silva de Vargas, falou quais os cuidados que as emissoras de Rádio e TV devem ter no período eleitoral. Destacou que no dia 28 de agosto começa o horário político nas emissoras.

Vice-presidente do TRE-RS destaca a relevância da Campanha pelo Incentivo ao Voto e Combate a Abstenção

O vice-presidente do TRE e Corregedor Regional Eleitoral, desembargador Antônio Maria Rodrigues de Freitas Iserhard, participou em Passo Fundo do lançamento da Campanha de Incentivo ao Voto e Combate a Abastenção.