Estamos encerrando mais um ano de
trabalho na nossa entidade, com importantes realizações em defesa da radiodifusão legal. Destacamos o 18º Congresso da AGERT, realizado em
Canela, quando reunimos as lideranças do rádio e da Televisão para analisar os desafios que estamos enfrentando quanto ao novo marco regulatório e as mudanças revolucionárias no campo da tecnologia digital. Para ambas temos que estar preparados.
Outra realização importante, pelo ineditismo e oportunidade, foi o estabelecimento de um
novo sistema de relacionamento com o Minicom e a Anatel. "Sem ajuda nas entidades nacionais - Abert - e regionais como a AGERT- não teremos como controlar a radiodifusão", anunciou na última semana, na sede da nossa entidade, Joanilson Laércio Barbosa Ferreira, secretário de Serviços de Comunicação Eletrônica do Minicom às lideranças da entidade, engenheiros e
advogados representantes das empresas de rádio e TV associadas.
Presente também nesta reunião de trabalho, o Superintendente de Comunicação de Massa da Anatel, Ara Apkar Minassian, que reafirmou a intenção de manter um diálogo aberto e transparente com as empresas de radiodifusão legal.
Nessa nova agenda de trabalho, proposta pelo próprio Ministro das Comunicações, Helio Costa, a pirataria na radiodifusão, as emissoras chamadas comunitárias, o padrão tecnológico para a digitalização e o uso do espectro na sociedade brasileira, foram temas apresentados com objetividade e transparência pelos presentes na reunião da AGERT.
Porque não podemos tapar o sol com a peneira.
Continuamos reafirmando o papel histórico e insubstituível da radiodifusão legal na organização institucional do estado brasileiro e o risco de instalar-se o caos no uso do espectro com a proliferação de emissoras ditas comunitárias, de forma indiscriminada no território nacional.
Hoje já existem mais rádios comunitárias no Brasil que rádios comerciais legais (2368 comunitárias para 2288 rádios FM comerciais. Sem considerar as mais de 10 mil rádios piratas no ar).
Estes são riscos reais, tanto nos aspectos técnicos, como principalmente, nos aspectos ideológicos e de sobrevivência mercadológica para os pequenos e médios radiodifusores - que são a ampla maioria.
Vivemos em um estado submetido economicamente às leis de mercado, e não ha dúvida que criar uma concorrência desleal e privilegiada na radiodifusão, como querem alguns setores político-partidarios, vão submeter o atual sistema democrático organizado de comunicação de
massa ao caos.
Por isso, porque acreditamos no nosso trabalho de bem informar a sociedade com pluralismo e responsabilidade social, não podemos tapar o sol com a peneira.


