Projeto “O Rio Grande que queremos”

A formatação da Agenda Estratégica “O Rio Grande que Queremos” já mobiliza lideranças empresariais, autoridades políticas, integrantes do judiciário e representantes de associações, sindicatos e universidades. O objetivo do projeto é inverter a lógica tradicional de uma sociedade que espera de seus governantes a definição de seu futuro, para um cenário em que o cidadão pauta seus líderes e indica para onde quer ir. Desta forma, a idéia é reunir propostas, com visão estratégica compartilhada, para o desenvolvimento econômico, social, cultural e ambiental do Rio Grande do Sul no período 2006-2020, em áreas que vão desde investimentos e infra-estrutura, até saúde, educação tecnologia, pesquisa e inovação.
A Agenda Estratégia é uma iniciativa da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Federação do Comércio de Bens e Serviços do Rio Grande do Sul (Fecomércio), Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul (Federasul), Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL’s) e Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul). O projeto está sendo desenvolvido em conjunto com a Pólo/RS e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Rio Grande do Sul (Sebrae/RS). “Queremos o envolvimento de todos, de várias regiões do Estado e dos mais diversos segmentos para começar a discussão sobre como está o Rio Grande e como queremos que ele avance”, afirma o presidente da Fiergs, Paulo Tigre.
O primeiro encontro ocorrerá nos dias 8 e 9 de março, no Centro de Exposições da Fiergs, em Porto Alegre, quando os participantes iniciam a elaboração da proposta de futuro com as soluções para os problemas enfrentados em cada área. Em abril, junho e agosto serão promovidos workshops para a elaboração do mapa estratégico do RS, definição dos indicadores e metas e o desenho da Agenda Estratégica do Estado com atuações a curto, médio e longo prazo. Com base em um modelo de gestão único, a agenda estratégica ainda terá comitês com responsabilidades e missões diferenciadas, porém com o mesmo foco. “Será um processo de gestão sistemática e permanente para o Estado. A sociedade gaúcha deve ser protagonista de seu futuro, atuante no processo de adequação do Estado e importante administrador das ações que trarão impacto aos próximos anos. O Rio Grande do Sul precisa de ações concretas e da conscientização de todos, sejam empresários, colaboradores ou políticos”, acredita o presidente do Sistema Fecomércio, Flávio Roberto Sabbadini.
"A Agenda Estratégica é um instrumento da sociedade gaúcha. Trata-se de uma contribuição e, porque não dizer, de uma responsabilidade dos empresários, para vislumbrar um Rio Grande cada vez melhor nos anos que virão", diz o presidente da FCDL’s, Mauro Bessa. “A Agenda é algo novo. É uma ação mais do que necessária onde a economia gaúcha estará sendo desenhada. Acreditamos que, desta forma, daremos uma contribuição altamente significativa ao Estado no que diz respeito ao futuro que almejamos. As federações empresariais, em conjunto, pensam de maneira a otimizar as ações e dar um melhor direcionamento em aspectos que irão refletir para todos os gaúchos", conclui o presidente da Farsul, Carlos Sperotto.
Assim, além de ser levado ao conhecimento de todos os gaúchos, os resultados da Agenda Estratégica do RS serão repassados aos candidatos que disputarão o governo estadual, em outubro deste ano, e também das eleições posteriores. A idéia é que o documento sirva de base para programas e projetos estratégicos dos futuros governantes do Rio Grande do Sul. "Isso nunca foi feito antes. E as propostas não serão estáticas. Poderão ser adaptadas ao longo da aplicação”, avalia o presidente da Federasul, Paulo Afonso Feijó.


Rádio AGERT

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