Brasil quer garantias para a TV digital

Brasília - O ministro das Comunicações, Hélio Costa, disse ontem que governo quer que o compromisso de produzir semicondutores no Brasil seja assumido pelos governos detentores do padrão de TV digital, e não apenas pela iniciativa privada. Na semana passada, a empresa franco-italiana ST Microeletronics entregou ao governo brasileiro uma carta demonstrando seu interesse de instalar no Brasil uma fábrica de chips, usados em televisores digitais. Para o ministro, defensor do padrão japonês, a proposta dos europeus é "mirabolante" e "de última hora".

"Os empresários dizem uma coisa, mas queremos saber se o governo dá suporte para isso", afirmou. Com a oferta da STM, o padrão europeu voltou a concorrer com o padrão japonês, que já havia sinalizado com a possibilidade de instalar uma indústria desse tipo no Brasil. "Na sexta-feira, quando nós fizemos aquela grande reunião, apareceu lá uma carta da STM, fazendo mais ou menos uma cópia daquilo que os japoneses tinham feito", afirmou Costa.

Na segunda-feira, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, recebeu embaixadores da Finlândia, Alemanha, Áustria, França, Itália e União Européia para discutir o assunto. Hoje, haverá nova reunião entre europeus, e os ministros da Fazenda, Antonio Palocci, do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, Dilma Rousseff e o próprio Costa. "Acho que eles (europeus), na verdade, acordaram para esse procedimento", disse o ministro referindo-se às negociações com os governos. "Nós tentamos fazer isso e não conseguimos. Com os japoneses conseguimos", afirmou.

Ao comentar a proposta dos europeus, Costa disse que os detentores do padrão americano "foram muito mais honestos e sinceros" porque disseram que não poderiam atender a todas as exigências técnicas do governo brasileiro, neste momento. "Eu estou mais para acreditar nos honestos do que naqueles que fazem propostas mirabolantes de última hora". Ele continua insistindo na idéia de que o padrão europeu precisa de adaptações técnicas para atender às exigências, mesmo que venha a ser confirmada a instalação da fábrica por indústrias européias.






Informação: Abert/ Telecomunicações - A Notícia - Economia


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