TV digital: Japão promete estudo sobre fábrica

BRASÍLIA. Apesar da negociação intensa com o governo, os representantes do padrão japonês de TV digital não garantem a construção de uma fábrica de semicondutores (componentes eletrônicos) no país. A oferta posta na mesa do conselho interministerial montado para escolher o padrão é a elaboração de um estudo de viabilidade de instalação, que seria entregue entre seis meses e um ano.

O representante no Brasil do chamado Grupo Japonês, Yasutoshi Miyoshi, disse que diversos aspectos serão considerados, como infra-estrutura, mão-de-obra e tipo de semicondutor:

— A proposta é estabelecer um estudo conjunto Brasil-Japão. Até o momento a proposta está nestes termos.

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, afirmou que o Brasil continua negociando com europeus e japoneses. Ele confirmou que recebeu uma carta da fabricante européia de semicondutores ST Microeletronics (STM) acenando com a possibilidade de instalar uma fábrica no Brasil. Isto serviria de contrapartida à escolha do padrão europeu. Por isso, possivelmente é que foi aberta a discussão com os europeus, disse.

Na ausência de Costa, os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Antonio Palocci (Fazenda) e Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento) se reuniram segunda-feira com um representante da Comunidade Européia e cinco embaixadores (França, Áustria, Itália, Alemanha e Finlândia). Hoje foi a vez de o embaixador do Japão, Takahiko Horimura, reunir-se com Costa.

Os japoneses confirmaram a linha de crédito para os radiodifusores de US$ 500 milhões.

O ministro disse que o governo está tentando fazer com americanos, europeus e japoneses uma negociação governo a governo. Segundo ele, a preocupação é atender à situação da televisão no Brasil, que é aberta e precisa de um sistema robusto de transmissão. E qualquer dos modelos que atenda a essa situação técnica é bom para ele.

Costa espera que ainda este mês possa ser escolhido o padrão — a decisão deveria ter sido tomada na sexta-feira, mas os ministros pediram mais tempo para discutir a questão industrial. Hoje, o conselho interministerial recebe a STM novamente e depois analisa as propostas. (Mônica Tavares)






Informação: Abert/ O Globo - Economia


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