O Conselho de Comunicação Social reuniu-se para discutir os marcos regulatórios dos meios de comunicação social do país, envolvendo, entre outros itens, a polêmica sobre a quem cabe produzir o conteúdo da programação. Isso vinha e continua sendo feito pelas empresas de radiodifusão (rádio e televisão), mas, com a evolução tecnológica dos últimos anos, na qual se insere o surgimento da internet, as operadoras de telefonia também passaram a se interessar por esse mercado. A disputa se reflete, por exemplo, na escolha do sistema de TV digital a ser implantado no Brasil..
– São players [participantes] com modelos de negócios diferentes – ressaltou Paulo Tonet Camargo, diretor-geral em Brasília do grupo Rede Brasil Sul (RBS) que, no Conselho de Comunicação Social, representa as empresas de imprensa escrita..
Segundo ele, uma das principais diferenças entre esses dois modelos é a plataforma sobre a qual atuam: uma, a das empresas de radiodifusão, obtém suas receitas por meio de publicidade; a outra, a das empresas de telecomunicações, entre as quais as operadoras de telefonia, baseia suas receitas em tarifas..
A questão da cobrança de direitos autorais sobre trilhas sonoras utilizadas em filmes exibidos publicamente também foi debatida. O Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), que tem o apoio de um grupo de artistas, vem cobrando esses direitos sobre a receita bruta da bilheteria de filmes exibidos nos cinemas nacionais. Mas a cobrança é contestada por empresas de comunicação.
Informação: Telecomunicações - Jornal do Senado - Debates


