Renato Cruz
O Brasil voltou a cair no ranking de e-readiness, que mede o quanto os países estão preparados para a economia digital. O País perdeu três posições, como já havia acontecido no ano passado, e passou da 38ª posição para 41ª.
"O principal motivo da queda foi aumento mais lento do uso da internet na América Latina", afirmou Ricardo Gomez, diretor da IBM Global Business Services.
O Chile, país mais bem colocado da América Latina, ficou estável em 31º. A maioria dos países da região, no entanto, caiu. Menos de 15% da população latino-americana tem acesso à rede.
Na Europa, são 65%. Além da baixa conectividade, a entrada de dois novos países, Bermudas e Emirados Árabes derrubou o Brasil. Eles entraram na frente, em 20º e 30º lugares, respectivamente. A Dinamarca continuou em primeiro lugar, seguida dos Estados Unidos.
O avanço lento da conectividade acaba afetando outros itens, como a adoção da internet por consumidores e empresas e a criação de serviços pela internet. "O acesso à internet começa a esbarrar em um tema de infra-estrutura, que é a renda per capita, a capacidade de compra", explicou Gomez.
A menor diferença do Brasil em relação aos países bem colocados está no ambiente político e legal. "Aqui existe liberdade total de uso e facilidade para se conduzir negócios na internet", afirmou o diretor da IBM. Segundo ele, a adoção do software livre, como o sistema operacional Linux, como política pública ajuda a diminuir a exclusão digital na América Latina. O índice de e-readiness é medido pela Economist Intelligence Unit e pela IBM.
Informação: Abert/ O Estado de S.Paulo - Economia & Negócios


