Se o Brasil não adotar mecanismos de defesa sobre o conteúdo do padrão que escolher para a TV Digital, corre o risco de não poder mais comprar programas da Motion Picture Association (MPA). Quem afirmou foi o vice-presidente da entidade na América Latina, Steve Solot, em matéria publicada pela Agência Câmara. A entidade representa os interesses dos sete maiores estúdios americanos (Buena Vista International, Columbia TriStar, Metro-Goldwyn-Mayer, Paramount Pictures, Twentieth Century Fox International, Universal International Films e Warner Bros), e sua grande preocupação consiste em evitar o crescimento da pirataria com a propagação da TV Digital.
Atualmente, as perdas mundiais com a pirataria na indústria cinematográfica são de US$ 6,1 bilhões (cerca de R$ 14 bilhões), segundo Solot. No Brasil, os prejuízos são da ordem de US$ 106 milhões (cerca de R$ 249 milhões). Desse total, 29,6% são causados por downloads e 55,5% pela compra de DVDs piratas.
Berenice Isabel Mendes Bezerra, representante dos artistas no Conselho da MPA, aponta a necessidade de desfocar o viés tecnológico e investir na discussão sobre o modelo de negócios, a produção de conteúdo e o marco regulatório. Sua preocupação vem ao encontro do fato de os produtores não venderem mais conteúdo para países que não adotam mecanismos de proteção. Para isso, já foram desenvolvidos dois modelos — a proteção na fonte, adotada no Japão, e a proteção na recepção, utilizada na União Européia e nos Estados Unidos.
Informação: Coletiva.net


