A TV Digital, prometida para o fim do ano que vem, vai se constituir numa mudança de paradigma para a vida do consumidor brasileiro, repercutindo de forma significativa no dia-a-dia das agências de publicidade. A previsão é do presidente da Africa, Nizan Guanaes, que encerrou ontem o seminário "Fatos e Mitos" sobre TV Digital.
A expectativa é de o mercado publicitário crescer em função da concentração da oferta de mídia. "A internet oferece coisas demais", diz o publicitário, que comparou a situação ao surgimento da televisão em relação ao rádio. "Muita gente dizia àquela época que a TV ia acabar com o rádio, e o rádio só cresceu de lá para cá."
O aspecto "novo" da TV Digital, que é a interatividade, deve alterar de forma concretas os padrões conhecidos. Guanaes argumenta que é muito difícil fazer previsões em cima do desconhecido. "Uma das coisas mais importantes hoje em dia nas empresas é ter um consultor tecnológico", diz o publicitário. "Porque a tecnologia impacta nos negócios".
Tudo o que é ao vivo vai ser objeto de mudança mais profunda. Os tornecedores de um time de futebol, por exemplo, vão querer saber o resultado do jogo em tempo real e informações desse tipo vão remeter a um custo elevado de veiculação de anúncios. As empresas vão gastar muito mais porque os telespectadores estarão mais concentrados nos conteúdos de sua escolha e, portanto, mais receptivos às mensagens publicitárias que forem veiculadas durante aquela programação, acredita o publicitário.
"As pessoas vão gostar de poder fazer uma coisa que eu não vou (gostar) muito: pular os comerciais.
A TV Digital traz desafios e a publicidade vai ter de superar. Mas as possibilidades são inacreditáveis", pondera.
É cedo para compreender o que deve mudar com a TV Digital. Segundo Guanaes, "tudo o que se consegue compreender integralmente já está o
Informação: ABERT / Gazeta Mercantil - Comunicação - TV Digital

