No Brasil, como no resto do mundo, há uma “tendência” pela flexibilização da regulamentação do uso do espectro (neutralidade tecnológica, convergência de serviços e aplicações) e, em contrapartida, uma maior cobrança pelo seu uso. Essa foi uma das conclusões da apresentação de Francisco Giacomini Soares, gerente geral de certificação e engenharia do espectro, da Anatel, hoje, 29 de novembro, em São Paulo, no segundo dia do WiMAX Forum Brazil.
Para ele, no país, há espectro suficiente para uso de novas tecnologias convergentes, como WiMAX, e faixas não-licenciadas como as disponíveis entre 5.150 e 5.8 GHz (cerca de 500 MHz), e 2.4 GHz, podem perfeitamente ser utilizadas para complementar as aplicações das faixas licenciadas – seu custo é mais baixo, prestam-se a aplicações como o acesso à internet em banda larga e, as interferências tanto podem ser resolvidas pela evolução tecnológica, como pela coordenação entre os agentes, o que, de resto, já acontece, segundo Giacomini. Por isso, ele “não entende” a falta de interesse por essas bandas de freqüência.
Olhando para o futuro das comunicações móveis sem fio, o gerente da agência acredita que a regulamentação da mobilidade restrita consolidará a convergência fixo-móvel no país. Hoje, na agência, há vários vetores que podem servir de parâmetro para essa regulamentação, como raio de abrangência, área de numeração ou mobilidade em um conjunto de estações radiobrase (clusters).
Informação : ABERT / Tele Síntese - Notícias - Internet


