TV DIGITAL: EMPRESAS DE TI PEDEM ESPAÇO PARA SOFTWARE

Nove entidades e quatro empresas de TI preparam um documento com recomendações que visam chamar a atenção do governo para a necessidade de se incluir interatividade, já na primeira fase de implementação da TV Digital no Brasil, programada para dezembro.

Segundo Ricardo Kurtz, presidente da Assespro Nacional, entidade que encabeça a iniciativa, a principal preocupação do setor é incluir as empresas nacionais no desenvolvimento de software para TV Digital, mercado que na visão de Kurtz promete oportunidades de negócios dentro do país e também para exportação.

“Se não houver um posicionamento do governo nesse aspecto, corremos o risco de não conseguir competir com padrões de empresas de fora”, analisa.
Além disso, para Kurtz, sem a interatividade prometida, o setop box será só uma caixinha de recepção para melhorar a qualidade da imagem.

"Se o governo não optar pela interatividade desde o início, o consumidor pode acabar se desinteressando na TV Digital, abrindo espaço, por exemplo, para TV IP", avalia o presidente da entidade.

As reivindicações
No documento, antecipado para o Tele. Síntese, as entidades que representam o setor vão solicitar a implementação do midlleware desde o início de TV Digital; o estabelecimento do Ginga – desenvolvido por instituições de pesquisa nacionais – como padrão do middleware; a criação de programas e alocação de recursos para o desenvolvimento e aprimoramento do padrão para as universidades, instituições de pesquisas e empresas que vão customizar e empacotar o middleware; criação de linhas de apoio para qualificação de mão-de-obra; criação de linhas de financiamento para fomentar o desenvolvimento de aplicativos; equiparação internacional no tratamento tributário e na formalização do mercado de trabalho; e envolvimento de emissoras públicas e privadas no processo de desenvolvimento dos projetos-piloto e testes.

O documento está sendo aprovado e será distribuído para o mercado e para o governo ainda esta semana. "Vamos encaminhar um ofício e queremos abrir dicussões com o governo", informa Kurtz.

Devem assinar o documento a Assespro Nacional, Abes, Sucesu Nacional, Fenainfo, Seprorj, Softex, IBCD, Brasscom e Sucesu-DF. E também as empresas Totvs, Hirix ITV, Quality Software e Impacta Tecnologia.

FONTE: ABERT/ TELE SÍNTESE/ PLANTÃO/ TV DIGITAL


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