O ministro das Comunicações, Hélio Costa, levou ontem ao Palácio do Planalto a indicação do procurador-geral da Anatel, Antônio Bedran, para ocupar uma das cinco vagas do conselho diretor da agência reguladora.
A escolha de Bedran - informada pelo ministério - é resultado de um acerto entre o PMDB, partido de Costa, e o governo. Para ter validade, ainda precisa ser aprovada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e submetida à sabatina do Senado.
Bedran é mineiro, assim como Costa, e formado em direito. Atua como procurador-geral da Anatel desde a criação da agência. Fazia mais de um ano que o ministro tentava indicá-lo para o conselho diretor, mas enfrentava resistência da Federação dos Trabalhadores em Telecomunicações e de alas do PT alinhadas com o sindicato.
No entanto, os peemedebistas venceram a queda-de-braço após a redistribuição de cargos e de comissões no Congresso neste segundo mandado de Lula e Costa foi bem-sucedido em argumentar que o advogado é um técnico, sem vinculação partidária ou com empresas do setor.
Outro nome cogitado para ocupar a vaga - o de Alexandre Jobim, filho do ex-presidente do STF, Nelson Jobim - foi indicado para o conselho consultivo da agência, que não tem poder deliberativo.
Se tiver seu nome referendado, Bedran ocupará a segunda das duas vagas em aberto no conselho diretor da Anatel, que é composto por cinco assentos.
Para a outra, Lula indicou o embaixador Ronaldo Sardenberg, que atuava como chefe da missão brasileira na ONU. Ele deverá assumir a presidência da Anatel quando terminar o mandato do conselheiro Plínio Aguiar, que atualmente ocupa a função.
FONTE: ABERT/ VALOR ECONÔMICO/ BRASIL/ ANATEL

