Cogitado para assumir a TV Cultura, o jornalista Eugenio Bucci falou ao Estado:
Você acha que seria um bom desafio dirigir a TV Cultura?
Claro que é. Fascinante. Mas, repito: de minha parte, jamais pensei nisso. Nem mesmo agora, quando sou convidado a responder a essa pergunta.
Ainda sou presidente da Radiobrás, embora já seja público que ofereci meu cargo, isso no dia 31 de outubro, dois dias depois da eleição do presidente Lula para o seu segundo mandato.
Entreguei o cargo porque creio que meu compromisso com o presidente já está cumprido. De todo modo, ainda sou presidente da Radiobrás e, nessa condição e nesse cargo, ao qual dedico todas as minhas energias profissionais, não deixo espaço para considerar qualquer novo posto, nem como hipótese.
Você foi eleito conselheiro. O conselho da TV Cultura tem atuado de fato com independência, a seu ver?
Creio que, quando comparada às suas instituições irmãs, a Fundação Padre Anchieta tem um bom grau de independência.
A simples escolha do meu nome, que não tem nenhuma vinculação com o Governo do Estado e muito menos com o partido que venceu as eleições no Estado de São Paulo, é demonstração dessa independência.
Por que, a cada novo governo, cogita-se mudança na direção?
Não sei o porquê. Uma hipótese para explicar essa constatação que você faz, se verdadeira, pode ser a seguinte: existiriam canais de pressão do governo sobre o Conselho. Isso precisa ser devidamente checado. Não tenho uma conclusão a respeito.
FONTE: ABERT/ O ESTADO DE SÃO

