O projeto foi iniciado pelo jornalista gaúcho Lucio Haeser em novembro de 2001, quando o autor morava em Florianópolis, e começou a ser colocado em prática poucos meses depois, em um contato com o ex-chefe de operações da Continental Francisco Anele Filho.
Sob o slogan “Continental: a rádio que não dá Ibope”, a emissora integrava na década de 70 o Sistema Globo de Rádio e inovou em vários sentidos: na informação, no formato dos comerciais, linguagem jovem e na transmissão de músicas importadas. Dirigida por Fernando Westphalen, a Continental, além de possuir uma história ligada à música de Porto Alegre, vinha, desde 1971, num embate com a ditadura militar. A rádio também colecionava punições, ameaças da direita, e várias "visitas" eram feitas por diretores e redatores à sede da Censura para explicações sobre os textos.

