DIRETOR-GERAL DA TV BRASIL PEDE DEMISSÃO

Há menos de um ano na direção-geral da TV Brasil, o cineasta Orlando Senna pediu demissão do cargo. Senna deixou a TV na terça-feira por divergências internas sobre a montagem da rede pública.

Ex-integrante do Ministério da Cultura, Senna tinha posições diferentes do grupo de jornalistas que ocupa cargos na direção da TV. O ex-diretor explicou que um dos motivos que o levaram a deixar a TV é "não estar de acordo com os modelos de gestão adotados pela empresa, que espero que logo a própria empresa possa solucionar". Outro motivo alegado por ele é o cansaço depois de seis anos de atividades junto ao governo.

Senna ficou no cargo por oito meses e foi um dos principais idealizadores da TV pública brasileira, sendo indicado pelo Ministério da Cultura para um dos principais cargos da TV. Além de Senna, também entregou pedido de demissão o diretor de Relacionamento e Rede, Mário Borgneth, responsável pelas negociações com as emissoras educativas estaduais para a formação da rede pública de televisão. A saída de Borgneth não foi explicada pelo comunicado da TV Brasil, que apenas informou que, interinamente, acumulará o cargo o atual diretor de Serviços da empresa, José Roberto Garcez.

Borgneth tinha divergências em relação à decisão de retransmissão do noticiário nacional para as afiliadas regionais. Há dois meses, o editor-chefe do principal jornal da rede, Luiz Lobo, pediu demissão acusando o governo de ingerência política no jornalismo da emissora. Na época, denunciou ter sido impedido de chamar de "dossiê" a relação de gastos do governo Fernando Henrique Cardoso. A direção da TV negou que fora esse o motivo da saída do jornalista. O caso é apurado pelo Conselho Curador da TV.


Rádio AGERT

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