A ação especial foi realizada em junho e julho por equipes volantes e também nos abrigos da rede própria e conveniada. Foram 228 adultos cadastrados na rede própria (Albergue Municipal, Abrigo Marlene, Albergue Bom Jesus e nas casas de convivência I e II), 106 em postos volantes (Glênio Peres, Parque Marinha e Praça Florida) e 90 nos equipamentos conveniados (Albergue Felipe Diel, Restaurante Popular e Albergue Dias da Cruz). Depois desse esforço especial, encerrado semana passada, o cadastramento da população de rua será feito de forma rotineira nos centros e módulos de assistência.
A inclusão é importante porque, além de estabelecer um vínculo entre essa população e os serviços de assistência social, o Cadúnico identifica os potenciais beneficiários dos programas Agente Jovem, Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), Bolsa-Família, Tarifa Social de Energia Elétrica, Passagem Interestadual para Idosos, Núcleo de Apoio Sociofamiliar e Pro-Jovem Adolescente.
A participação desse segmento é possível, a partir de agora, porque o Ministério de Desenvolvimento Social (MDS) deixou de exigir como documentação obrigatória o comprovante de residência. O cadastramento não é obrigatório e não significa a inclusão automática nos programas sociais: a seleção e o atendimento por esses programas ocorrem de acordo com os critérios e procedimentos de cada um deles.
A presidente da fundação, Brizabel Rocha, admite a possibilidade de realizar mais dois esforços especiais de cadastramento em setembro e novembro. De acordo com pesquisa da Ufrgs, Porto Alegre tem uma população de rua de 1203 adultos e 383 crianças e adolescentes.

