CANDIDATOS AO GOVERNO DO ESTADO PARTICIPAM DE DEBATE NA AGERT

 

Os candidatos ao governo do Estado participaram na manhã desta sexta-feira (24) do Debate Eleições 2010 promovido pela Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (AGERT). A governadora Yeda Crusius (PSDB), que alegou problemas na agenda, não compareceu. Entre os temas abordados pelos candidatos surgiram questionamentos como segurança, saúde, educação e pedágio.


Para o representante do PMN, Carlos Schneider, a saída para a insegurança que ronda o Estado passa por oferecer melhores condições à Brigada Militar (BM). "O crime isoladamente tem que ser atacado por órgãos de segurança pública. Precisamos reequipar a BM", avalia. A mesma posição foi defendida por Aroldo Medina (PRP). "Temos que destinar um maior orçamento para as escolas da BM. Não se pode deixar policial abandonado fora da escola como está ocorrendo. Ele não pode se formar na rua", disse.


Coube a José Fogaça (PMDB) perguntar a Tarso Genro (PT) sobre o que o candidato pretendia fazer para resolver o problema das drogas no Estado, em especial ao crack. O petista respondeu que a ideia era "continuar o combate ao tráfico e aplicar os recursos do governo federal nas unidades de tratamento com pessoas capacitadas". Fogaça, em seu direito à réplica, informou que "pretende investir R$ 100 milhões por ano em atendimento, compra de leitos e contratação de profissionais". Tão logo Fogaça terminou sua exposição, Tarso concluiu: "Os recursos destinados à área da saúde são de R$ 140 milhões. Ou seja, aplicar R$ 100 milhões nessa área é uma proposta irreal".


Já Humberto Carvalho (PCB) abordou a questão da educação gaúcha, com a colocação de estudantes em contêineres, com Pedro Ruas. "Isso é uma vergonha para todos nós. Este é o pior momento da educação no Rio Grande do Sul, pois atitudes como essa envergonham nossa gente", disse o candidato do PSOL.
Com relação à agricultura, Montserrat Martins (PV), declarou que "a Emater é fundamental para a população. Mas, além disso, precisamos ter uma secretaria estadual de apoio aos municípios. A forma hoje está muito burocratizada. O agricultor mais simples tem dificuldade em assimilar as mudanças de leis que ocorrem a cada ano e acaba sendo prejudicado".


Com a participação de mais de 70 emissoras associadas na retransmissão do debate, além das integrantes das redes Gaúcha e Guaíba, algumas rádios enviaram perguntas aos candidatos. E uma delas abordou o tema pedágios. "Não vamos renovar os contratos. Não podemos ter pedágio privado no Rio Grande do Sul. Aqui, a AGERGS não fiscaliza, o DAER só se preocupa em aumentar tarifas e as concessionárias mandam em todos esses órgãos. Somos totalmente contra", afirmou Ruas.
Já o candidato do PMDB respondeu sobre como atacar as desigualdades econômicas e sociais que se manifestam no Estado. "Temos de prever infraestrutura e logística. Construir uma nova ponte internacional
em Porto Mauá ou Porto Xavier e buscar junto ao governo federal que a duplicação da BR 386 realmente aconteça. Além disso, é preciso apoiar a indústria e o polo metalmecânico".


Respondendo a uma pergunta enviada pela Rádio UCS, Genro apresentou propostas que podem ajudar no desenvolvimento da região dos Campos de Cima da Serra. "A região tem potencial extraordinário e deve receber recursos em diversas áreas, a começar por um aeroporto regional, além de investimentos de infraestrutura que incentivem o potencial turístico, como as ligações asfálticas".


No final do encontro, os candidatos agradeceram à AGERT a oportunidade de participarem do evento promovido pela associação. Se houver segundo turno, um novo debate entre os dois postulantes ao cargo de governador do Estado será realizado na sede da entidade no dia 7 de outubro, das 10h às 11h30min.

 


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Rádio AGERT

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