Candidatos gaúchos ao Senado discutem temas pontuais para o Rio Grande no debate da Agert

 

DSC05434 baixaOs concorrentes gaúchos a uma vaga no Senado estiveram reunidos na manhã desta segunda-feira, 11 de agosto, no Debate Eleições 2014, promovido pela Associação Gaúcha das Emissoras de Rádio e TV (Agert) e pelo Sindicato das Empresas de Rádio e TV do Estado (SindiRádio), em Porto Alegre, no Hotel Intercity Premium. Na abertura do encontro, o presidente da Agert, Roberto Cervo Melão, destacou o caráter democrático do debate, ressaltando a oportunidade dos eleitores do Interior de perguntar diretamente aos candidatos sobre suas propostas. Melão ressaltou as pautas que se sobressaíram durante o debate. “As discussões sobre o pacto federativo e a renegociação da dívida certamente estarão entre os assuntos mais recorrentes durante a campanha”.

 

Julio Flores (PSTU), Simone Leite (PP), Beto Albuquerque (PSB), Olívio Dutra (PT), Rubens Goldenberg (PRP), Lasier Martins (PDT) e Ciro Machado (PMN) apresentaram suas propostas e responderam questionamentos de eleitores e dos próprios oponentes. O debate foi dividido em três blocos. Na primeira parte, os candidatos tiveram dois minutos para se apresentar e responderam a perguntas de eleitores de várias regiões do Estado, enviadas pelas rádios associadas à Agert. As questões foram sobre a continuidade dos programas de incentivo ao ensino superior, a diminuição da idade penal, os programas de incentivo à agricultura, aumento do fundo de participação dos municípios, entre outras, relacionadas à saúde e infraestrutura.

No segundo bloco, os candidatos fizeram perguntas entre si, em ordem estipulada através de sorteio, com liberdade para escolher os temas. A rodada começou com Ciro Machado perguntando a Lasier Martins sobre qual era o seu candidato à presidência. Lasier afirmou que ainda não tem um candidato definido. "Estou avaliando quem tem os melhores projetos para o Rio Grande", explicou. Na sequência, Lasier questionou Olívio Dutra sobre sua visão atual a respeito das parcerias público-privadas. Olívio respondeu que em primeiro lugar sempre devem estar os interesses da população e cada cada deve ser avaliado em sua totalidade, para se verificar os reais benefícios. Olívio Dutra, por sua vez, perguntou a Simone Leite sobre sua posição quanto à continuidade do programa Mais Médicos, do governo federal. A candidata argumentou que a população precisa, sim, de mais médicos nos postos e hospitais, mas principalmente de uma gestão mais eficiente do sistema como um todo.

Simone Leite indagou Beto Albuquerque a respeito da situação dos prefeitos gaúchos, que têm muitas responsabilidades e atribuições, porém poucos recursos. Beto argumentou que é inadmissível que os gestores dos municípios precisem ir até Brasília, de "pires na mão", atrás de investimentos. O candidato ressaltou ainda a necessidade de renegociação da dívida do Estado, para que os repasses aos municípios sejam maiores. Beto perguntou a Julio Flores sobre seu posicionamento a respeito do fator previdenciário, que prejudica os aposentados. Julio frisou que a extinção do fator é urgente e é preciso lutar pelo reajuste das aposentadorias. Julio Flores direcionou sua pergunta ao candidato Gold, a respeito dos juros da dívida do Estado com a União. Gold resumiu que não haverá mudanças antes que se construa, através do diálogo, um pacto sócio-político. Por fim, questionado por Gold, Ciro Machado defendeu a igualdade de tempo dos candidatos no programa eleitoral na mídia e o fim das coligações partidárias.

No terceiro bloco os candidatos tiveram dois minutos para fazer as considerações finais, conforme ordem definida em sorteio. Eles aproveitaram a oportunidade para destacar os demais componentes das chapas que representam e reforçaram as principais propostas de governo. Lasier defendeu o pacto federativo e direito dos estados de autonomia e mais recursos. Beto destacou sua trajetória política e o interesse em defender o diálogo pelo fim do fator previdenciário e pela renegociação da dívida. Olívio falou sobre a necessidade urgente das reformas tributária, agrária e política para o avanço do Estado e do país. Gold afirmou a necessidade de diálogo por um pacto social e político para que as mudanças necessárias sejam implantadas. Simone Leite disse que representará o cidadão comum, não pensando na próxima eleição, mas na próxima geração e defendeu projetos para a população, não para partidos. Julio Flores afirmou que o povo quer mudança e a maioria dos candidatos são ou já estiveram no governo e não tem propostas novas para a população. Já Ciro Machado fez um alerta aos eleitores, para que analisem com cuidado as propostas dos candidatos e defendeu a redução do número de deputados e senadores.

 


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