A rede de lojas Casas Bahia se alia a Campanha Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania e garante que não irá mais veicular comerciais nos "programas que violem o ser humano por meio de cenas de violência, racismo, atentado ao pudor, exploração de homossexuais e outros tipos de discriminações". A informação é dos diretores de marketing das Casas Bahia, Allan Barros e Dilson Gonçalves.
Segundo a assessoria da campanha contra a baixaria na TV, os anúncios da empresa devem ser retirados gradativamente da programação. "Ter as Casas Bahia como parceira é uma grande vitória já que ela é considerada a empresa que mais anuncia em todo o país", comemora o deputado Orlando Fantazzini, coordenador da Campanha.
Outras empresas como a Kaiser e a Fiat já haviam aderido à campanha contra a baixaria em setembro do ano passado, quando a Associação Brasileira de Anunciantes (ABA) também demonstrou apoio.
Durante o 5º Fórum Social Mundial, a Campanha Nacional contra a Baixaria na TV aproveitou para divulgar pela primeira vez o ranking das empresas que anunciam em programas que não protegem os direitos humanos e a cidadania.
O ranking aponta o anunciante ao lado do programa mais votado entre os meses de novembro de 2003 e janeiro de 2005. O coordenador da campanha, deputado Orlando Fantazzini (PT-SP), decidiu divulgar o nome dos anunciantes depois de fracassadas tentativas de negociação com as empresas patrocinadoras para que retirassem os anúncios dos programas apontados como promotores da baixaria na TV.
Os sabonetes Albany - principal anunciante da novela Senhora do Destino, da TV Globo -, ficaram em primeiro lugar no ranking como a empresa que financia a baixaria na televisão brasileira. A novela totalizou 20,7% das mais 16 mil denúncias recebidas pela campanha.
Em segundo lugar no ranking, as lojas Marabrás - anunciantes do programa João Kleber, da Rede TV - receberam 16% das denúncias. "A loja havia assumido o compromisso de não mais anunciar em programas que promovem a baixaria na TV, mas não cumpriu a promessa", denunciou Fantazzini à época.
Informação: Agência Brasil
Regulamentos sobre condições de uso de radiofreqüências vão a consulta
A Agência Nacional de Telecomunicações - Anatel publicou no Diário Oficial da União (DOU) da última quinta-feira, 10, as Consultas Públicas nº 593 e nº 594 que tratam, respectivamente, de propostas de Regulamento sobre Condições de Uso de Radiofreqüências na Faixa de 2.500 MHz a 2.690 MHz e de Alteração do Regulamento sobre Condições de Uso de Radiofreqüências nas Faixas de 3,5 GHz. As duas Consultas foram anunciadas pelo Conselheiro José Leite Pereira Filho em entrevista coletiva concedida esta tarde, na sede da Agência, em Brasília.
Segundo a proposta de Regulamento para as Faixas de 2.500 MHz a 2.690 Mhz, fica mantido o atual uso da faixa de 2,5 GHz, com o espaçamento de canais segmentado em passos de 6 MHz, a utilização de tecnologia analógica ou digital e o acesso à Internet como Serviço de Valor Adicionado (SVA), atualmente prestado por operadoras de TV por Assinatura em MMDS (Serviço de Distribuição de Sinais Multiponto Multicanal), mas limitado a seus assinantes. Por outro lado, a proposta inova ao introduzir uma tabela para uso exclusivo digital com segmentação em passos de 5 MHz. Segundo Leite, tal medida é ideal para a digitalização e acompanha a tendência mundial no uso da faixa e abre espaço a aplicações para inclusão digital.
O regulamento também destina a subfaixa de radiofreqüências de 2.500 MHz a 2.520 MHz e de 2.570 MHz a 2.640 MHz ao Serviço de Comunicação Multimídia (SCM) e ao MMDS, para uso em caráter primário. A destinação dos 90 MHz possibilitará às operadoras de MMDS o aumento do número de canais e a oferta de acesso à Internet, como prestadora de SCM, a usuários não assinantes de sua programação de TV. "O equipamento que ela poderá utilizar é basicamente o mesmo tanto para comunicação de dados como para imagem", explicou.
A proposta ainda determina que não sejam mais expedidas autorizações de uso de radiofreqüências na subfaixa de 2.170 MHz a 2.182 MHz para sistemas MMDS. O documento cancela a destinação da subfaixa para o mesmo serviço, em caráter primário, e mantém as autorizações existentes até o vencimento de cada uma delas.
3,5 GHz
Também em Consulta desde esta quinta-feira, a proposta de Alteração do Regulamento sobre Condições de Uso de Radiofreqüências nas Faixas de 3,5 GHz atende à demanda do mercado por uma maior quantidade de canais múltiplos de 1,75 MHz em substituição aos blocos de 5 MHz, também disponíveis mas pouco utilizados por sistemas de acesso sem fio na faixa de radiofreqüências de 3.400 Mhz a 3.600 MHz.
Contribuições às duas consultas devem ser devidamente fundamentadas e encaminhadas à Anatel por meio do Sistema Interativo de Acompanhamento de Consulta Pública, disponível no Portal da Agência (www.anatel.gov.br), na Internet, até as 23h59 do dia 28 de março de 2005. Manifestações por carta (endereço abaixo), fax (61 - 2312 2002) e correio eletrônico (This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.) serão recebidas até as 18h do dia 23 de março.
Agência Nacional de Telecomunicações - Anatel
Superintendência de Radiofreqüência e Fiscalização
Consulta Pública nº 593
Proposta de Regulamento sobre Condições de uso de Radiofreqüências na Faixa de 2.500 MHz a 2.690 MHz
Setor de Autarquias Sul, Quadra 6/ Bloco F, Térreo - Biblioteca
Brasília-DF CEP: 70070-940
Agência Nacional de Telecomunicações - Anatel
Superintendência de Radiofreqüência e Fiscalização
Consulta Pública nº 594
Proposta de Alteração do Regulamento sobre Condições de Uso de Radiofreqüências nas Faixas de 3,5 GHz
Setor de Autarquias Sul, Quadra 6/ Bloco F, Térreo - Biblioteca
Informação: Sulrádio/Anatel
Ibope atualiza Easymedia
O Ibope está atualizando o Easymedia, software para leitura dos dados do meio Rádio.
Programada para ser realizada em 3 etapas, a ação irá liberar a primeira versão do Easymedia3 já neste mês de fevereiro, e as próximas atualizações estarão disponíveis até novembro deste ano.
Nesse primeiro momento, a principal mudança será a separação das classes A e B, permitindo assim a análise de públicos mais segmentados ainda (A, B, BC, BCDE). Com o programa será possível juntar ainda as emissoras AM e FM em um só banco, serviço disponível para quem assina as duas pesquisas, além de obter maior precisão em valores absolutos e correção no cadastro de preços.
Informação: Sulrádio/Rádio Agência
Gaúcha completa 78 anos e recebe Distinção do COB
A Rádio Gaúcha comemora neste mês 78 anos de sua fundação, que data de 8 de fevereiro de 1927, por um grupo de incentivadores da radiodifusão. Com o slogan "A Voz dos Pampas", as operações da rádio iniciaram-se com um toca-discos acoplado a um transmissor de 50 watts de potência e uma torre de madeira colocada na hidráulica Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Em 1957, Maurício Sirotsky Sobrinho adquiriu a emissora, antes pertencente a Frederico Arnaldo Balvé.
Contando diariamente com mais de 400 vozes de profissionais de 120 emissoras afiliadas em 10 estados brasileiros, a Gaúcha é uma das maiores rádios do País. Na Capital, é líder absoluta em radiojornalismo, com mais de 60% do share. O veículo, que realiza coberturas regionais, nacionais e internacionais, se destaca por sua agilidade jornalística, especialmente nos Esportes.
Na última semana, Pedro Ernesto Denardin recebeu, em nome da equipe esportiva da Gaúcha, o diploma de Honra ao Mérito, homenagem concedida pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro). A distinção é o reconhecimento da entidade "à excelente cobertura jornalística da Gaúcha nos XXVIII Jogos Olímpicos", realizados em Atenas. A emissora está entre os principais veículos que fazem a cobertura das Olimpíadas. Desde 1992, tem coberto o evento com suas equipes jornalística e técnica, através da compra de direitos de transmissão e do IBC (International Broadcasting Center).
Informação: Coletiva.net
Evento da ANJ lança rede nacional em defesa da liberdade de imprensa
Com o objetivo de zelar pela liberdade de informação e opinião no Brasil e combater qualquer tipo de ameaça ao livre exercício do jornalismo, a ANJ (Associação Nacional de Jornais) lança hoje a Rede em Defesa da Liberdade de Imprensa em evento na Folha. Por meio do site www. liberdadedeimprensa.org.br será possível acompanhar as ameaças contra a liberdade de imprensa e manter contatos com entidades dentro e fora do país.
A Rede será lançada no 1º Encontro Regional sobre Liberdade de Imprensa, a ser realizado no auditório da Folha, a partir das 17h30. No evento, que conta com o apoio da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), haverá um debate sobre o tema "Direito à Informação x Privacidade".
A abertura será feita por Andrew Radolf, conselheiro de Comunicação e Informação para a América Latina da Unesco. Em seguida, falarão Jorge Werthein, representante da Unesco no Brasil, e Nelson Sirotsky, presidente da ANJ.
Em sua fala, Sirotsky deverá destacar que as três grandes diretrizes da entidade para os próximos anos serão a defesa da liberdade de imprensa, a valorização do jornal como instrumento de construção da cidadania e o fortalecimento do meio jornal perante o mercado.
Ele também deve destacar que a rede terá um papel fundamental na manutenção da vigilância contra qualquer ameaça ao livre exercício do jornalismo.
Antes do debate, haverá ainda uma palestra do advogado e ex-secretário de Justiça do Estado de São Paulo (1991 a 1993) Manuel Alceu Affonso Ferreira.
Os debatedores serão o desembargador Cláudio Baldino Maciel, ex-presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros e membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, Carlos Alberto Di Franco, master em jornalismo e membro do Tribunal de Ética do Conselho Nacional de Auto-Regulamentação, e Marcos Augusto Gonçalves, editor de Opinião da Folha e diretor do Comitê de Liberdade de Expressão da ANJ.
O evento é aberto e as inscrições podem ser feitas gratuitamente pelo site da Rede.
Depois de São Paulo, a Rede em Defesa da Liberdade de Imprensa será lançada em Fortaleza (março), Porto Alegre (abril), Rio de Janeiro (maio) e Brasília (junho).
O auditório da Folha fica na al. Barão de Limeira, 425, 9º andar.
Informação: Sulrádio/Folha de São Paulo
Excertos de entrevista com o Ministro das Comunicações
SP: Quais os principais nós que o Sr. teve de desatar no Ministério desde que assumiu?
EO: Nós encontramos no ministério 76 mil processos. Nesse período que aqui estamos já trabalhamos com mais de 60 mil desses processos. Temos projetos que considero da maior importância como a TV Digital, a Inclusão Digital e o programa do Governo Eletrônico. Também temos os Correios que cresce-ram muito em volume de negócios no ano passado. Instalamos mais de 5 mil agência "s do Banco Postal. Dessas, cerca de 1.600 agências em localidades do Brasil que não tinham ne-nhum instrumento da área financeira, locais onde as pessoas, para receberem as suas aposentadorias, andavam até 150km num pau-de-arara e ali já deixavam 20% dos seus vencimentos no transporte.
SP: Pela relação de atividades, não é justo então dizer que o Ministério das Comunicações é uma pasta amarrada por estar o poder muito concentrado nas mãos das agências reguladoras? Isso não a toma uma das menos cobiçadas por políticos ?
EO: Ele não é um ministério municipalista. Mas é um Ministério importante que faz parte da questão de infra-estrutura do Brasil.
Informação: Sulrádio/QUADRANTE - RTN 06
TV Câmara muda a partir desta segunda
A TV Câmara, criada há sete anos para divulgar o trabalho parlamentar à sociedade, vai inaugurar nova fase. Nesta segunda-feira (14), às 18 horas, no Salão Negro do Congresso, o presidente João Paulo Cunha e o secretário de Comunicação Social da Casa, Márcio Araújo, apresentam a nova emissora e abrem à visitação uma exposição de 9 dos 16 novos cenários.
A mudança inclui nova grade de programação, cenários e vinhetas para antigos e novos programas. "Estamos dando um salto qualitativo de técnica e conteúdo", explica a diretora da emissora, Sueli Navarro. "A TV Câmara participa da construção da cidadania do povo brasileiro, levando a informação real do que acontece no Plenário, nas comissões e nos corredores da Casa".
Novo visual
A criação dos novos cenários foi entregue ao designer Ucho Carvalho, que trabalhou seis meses na criação de toda a concepção cenográfica dos programas, do auditório com 106 lugares e da nova redação de jornalismo, que ficará pronta no segundo semestre deste ano. "A transparência foi o ponto de partida para criar a imagem visual da TV Câmara, já que esse é um canal porta-voz das grandes decisões nacionais", explica Carvalho, responsável pelos cenários de programas conhecidos em emissoras privadas de TV.
Para executar as idéias do designer, foi convidado o artista plástico Wagner Hermuche, conhecido por seus projetos para o Museu de Arte Contemporânea de Niterói, Teatro Municipal do Rio de Janeiro e pela iluminação do sambódromo. "Procurei misturar materiais modernos, como policarbonato e alumínio, com madeiras nobres", explicou Hermuche. "Além disso, usei painéis fotográficos, que, aliados à computação gráfica criada pela empresa brasiliense Mister Grafix, resultou em cenários diversificados, unindo a modernidade e a sobriedade que uma TV pública deve transmitir".
Já o projeto de iluminação ficou a cargo de Peter Gasper, cuja equipe de 20 pessoas trabalhou na confecção dos detalhes visuais dos cenários.
Mudanças na grade
Uma das principais mudanças na grade de programação é o aumento do número de telejornais, a cargo do Núcleo de Jornalismo. As edições diárias, que atualmente são três, passarão para quatro, sendo três ao vivo e uma gravada. No mesmo núcleo, será lançado o programa "Bastidores", que irá revelar para os cidadãos comuns detalhes desconhecidos das grandes votações da Casa.
No Núcleo de Programas e Entrevistas, a novidade mais esperada é o "Câmara Ligada", um programa de auditório onde o público jovem participará formulando perguntas a parlamentares convidados.
O terceiro núcleo - de Vídeos Especiais - é responsável por programas de caráter cultural, histórico e artístico e em 2004 recebeu o prêmio Wladmir Herzog pelo documentário "Florestan Fernandes- O Mestre" e pela série "Contos da Resistência". Entre os novos programas está "Brasileiros", que conta com a parceria da Fundação Banco do Brasil e vai mostrar personagens comuns que se destacam pelos trabalhos que desenvolvem em suas comunidades.
A emissora conta ainda com um Núcleo de Programação e com um arquivo de mais de 20 mil horas de gravação das atividades do Plenário e das comissões; e de três mil horas de imagens depositadas em banco de dados. A gestão do setor tecnológico e de equipamentos cabe à Infratec, que está implantando um dos sistemas de TV mais modernos do Brasil, totalmente digitalizado e com um servidor de vídeo que permite ao jornalista que está na redação assistir e editar em seu computador as imagens gravadas na rua.
Informação: Sulrádio/Agência Câmara
Anatel muda regimento interno para ganhar agilidade
A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) terá até março um novo regimento interno. A proposta, elaborada ao longo do último ano, promove uma reestruturação em toda a agência, com o objetivo de acelerar o andamento de processos e agilizar o funcionamento do órgão regulador.
Segundo o conselheiro José Leite Pereira Filho, as mudanças são necessárias que a agência possa acompanhar o desenvolvimento tecnológico do setor. A proposta de regimento interno foi colocada hoje em consulta pública no site da agência, e receberá sugestões até o dia 6 de março.
A reestruturação da Anatel vai reduzir o número de processos administrativos em análise na agência, os Pados (Procedimentos de Apuração de Descumprimento de Obrigações).
Hoje esses processos são abertos para todo tipo de fiscalização, desde pequenos problemas no cumprimento de regulamentos técnicos, até graves casos de defesa da concorrência.
Nos últimos cinco anos a agência instaurou mais de 50 mil Pados, que levaram, em alguns casos, até quatro anos para serem concluídos.
No lugar de tantos Pados, o novo regimento interno cria uma "averiguação preliminar", feita antes de se instaurar um processo administrativo, e também um "termo de ajustamento de conduta", usual no sistema de defesa da concorrência, e que serve para pactuar a interrupção de uma prática irregular sem a necessidade de abertura de um Pado.
O novo regimento interno também determina que a agência faça um planejamento anual de trabalho e substitui superitendências voltadas para serviços (públicos, privados, universalização, entre outros) por outras baseadas em processos.
As superintendências de serviços públicos, privados, de universalização, de radiofreqüência, de comunicação de massa e de administração geral serão extintas.
Organograma
A nova formatação do organograma da Anatel concentrará, por exemplo, todas as análises relacionadas à gestão econômica da prestação de serviços em uma só superintendência. A idéia é reunir os especialistas por área de atuação, como é o caso da área econômica. Essa superintendência ficará responsável, entre outras coisas, pela definição do índice setorial que reajustará as tarifas de telefonia fixa a partir de 2006.
A defesa dos direitos dos usuários também será tratada por uma superintendência específica. Serão criadas ainda superintendências de gestão do modelo regulatório, que vai concentrar as mudanças nas regras do setor; de habilitação, para cuidar das outorgas; de controle de obrigações, que vai acompanhar a tramitação dos Pados; de relações com as prestadoras; de fiscalização; de gestão interna; de administração e finanças, e de recursos escassos, responsável pelo uso das freqüênicias.
Informação: Sulrádio/Folha Online
TV e Rádio Câmara farão cobertura especial da eleição
A programação da TV e Rádio Câmara, nesta segunda-feira (14), dará destaque à eleição para Mesa Diretora da Casa. Na TV, o telejornal 1ª Página, às 8 horas, está prevista uma entrevista sobre a eleição com o cientista político e professor da Universidade de Brasília, Venício Artur de Lima. A partir das 9 horas, estão previstos flashes de meia em meia hora. Ao longo do dia, a TV Câmara estará veiculando, além da biografia, entrevistas com os candidatos aos cargos na Mesa. A partir do início da sessão, marcada para as 16 horas, a TV passa a transmitir ao vivo do Plenário.
A Rádio Câmara inicia sua programação especial às 7h30, com uma entrevista coletiva do presidente João Paulo Cunha, na qual ele faz um balanço dos dois anos de sua gestão. A partir das 9 horas, serão veiculados boletins de hora em hora com informações sobre a movimentação dos partidos e explicações sobre o processo eleitoral da Câmara. A partir das 15h30, a Rádio também passa a transmitir ao vivo do Plenário e, após, a divulgação do resultado final, será transmitida ao vivo coletiva do novo presidente da Casa.
As emissoras interessadas em reproduzir o noticiário podem fazê-lo pelo site da rádio na internet www.camara.gov.br/radio ou via satélite. Maiores informações podem ser obtidas na central técnica da Rádio Câmara (61 – 216-1730)
Informação: Agência Câmara
Orçamento de 2005 prevê R$ 204 milhões para implantação de telecentros comunitários
O Orçamento Geral da União prevê para este ano R$ 204 milhões somente para a criação de mil "Casas Brasil", telecentros que vão reunir computadores com acesso à internet, pontos de cultura e rádios comunitárias em uma mesma localidade com o objetivo de aproximar as novas tecnologias da população das classes D e E.
Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, o secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, o governo também estuda criar centros de reciclagem de computadores não mais utilizados pela administração pública para que sejam reformados e disponibilizados aos programas de inclusão digital. Leia a segunda parte da entrevista:
ABr: E quais as demais diretrizes do Plano Brasileiro de Inclusão Digital, além do PC Conectado?
Rogério Santanna: Nós temos um segundo programa, com previsão orçamentária para este ano, que é o programa Casas Brasil, mais focalizado em atender às classes D e E, que são aquelas pessoas que não têm recursos para comprar um computador. Mas que por certo dispõem da possibilidade de fazer um acesso coletivo, compartilhado. O projeto Casas Brasil é modular, visa a integrar diversos módulos do governo como pontos de cultura, telecentros, e com espaço inclusive nas regiões mais remotas do Brasil onde a população possa ter acesso a cinemas. Por incrível que pareça, a população mais afastada e nas zonas mais remotas não tem sequer acesso a uma sala de projeção digital.
O projeto Casas Brasil visa a resgatar todos esses aspectos. Há duas direções para as quais nós estamos trabalhando, mas que ainda não têm projetos concretos nessa área, porque demandam estudos. Uma delas é a questão da inserção (digital) das escolas do Brasil. Nós temos 173 mil escolas, aproximadamente 66 mil delas com mais de cem alunos (dados do MEC), e somente 20 mil delas dispõem de computador. Ligadas à Internet, só temos nove mil. Então, este é um grande estudo. O governo está em conjunto com o Ministério da Educação procurando já referenciar no mapa onde estão essas escolas para que nós possamos ter um programa mais forte que trate dessa questão. E outra ação que nós temos como grande desafio é, uma vez resolvidas essas três, seguramente teremos impacto da infra-estrutura de telecomunicações necessária para um projeto de inclusão digital massivo, como está se pensando. Essa é uma outra questão, evidentemente há ações do governo nessa direção, com outros mecanismos de facilitação do acesso de uma infra-estrutura de telecomunicações mais adequada que inclua o Brasil do interior. Hoje, efetivamente, a questão da Internet está muito concentrada nas grandes cidades.
ABr: E a quinta ação do Plano?
Rogério Santanna: É o chamado Centro de Reciclagem de Computadores (CRC). O governo federal descarta aproximadamente 200 mil computadores por ano. E esses computadores não contribuem para a inclusão digital. A nossa pretensão é seguir na trilha do que fez o Canadá e a Colômbia: direcionar todos os computadores para vários centros de reciclagem de computadores e esses centros recolocarem esses computadores para uso da inclusão digital.
Então nós podemos recolocar aproximadamente 200 mil máquinas neste processo. O Banco do Brasil, por exemplo, descartou no ano passado 57 mil máquinas, a Caixa Econômica Federal, 27 mil - só para mencionar duas grandes estatais brasileiras das quase 120 estatais que o país tem. Eles vão para esses centros, que recebem também materiais apreendidos pela Receita Federal, que serão utilizados também para restaurar esses computadores, que serão utilizados em processos de inclusão digital na área de saúde, educação, telecentros comunitários.
ABr: O que está previsto no Orçamento deste ano são apenas as Casas Brasil?
Rogério Santanna: São R$ 204 milhões para 2005, alocados no Ministério da Ciência e Tecnologia. E para o PC Conectado, embora não haja Orçamento, o governo não vai abrir mão necessariamente de nenhum recurso, considerando que os PC´s de até R$ 1,8 mil no Brasil, 70% do mercado é cinza. Portanto, o governo praticamente já não recolhe impostos nessa faixa de preços de PC´s. E seria abrir mão de uma receita potencial futura.
ABr: Com esses recursos, quantas Casas Brasil podem ser construídas este ano?
Rogério Santanna: Mil Casas Brasil. Além dos telecentros com internet, serão instalados em cada uma pontos de cultura, acesso a qualificação multimídia. Rádios comunitárias que porventura já existam na comunidade poderão receber equipamentos para aproximar os dois mundos.
ABr: É um modelo similar aos telecentros implantados em São Paulo durante a gestão da ex-prefeita Marta Suplicy (PT)?
Rogério Santanna: O que houve em São Paulo é diferente. A presença da Prefeitura tanto em São Paulo quanto em Porto Alegre se deu para estimular a criação de telecentros comunitários. Mas a Casa Brasil é mais que um telecentro. Ela leva à "bancarização" - presença do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, dependendo da situação - leva a presença de módulos de prestação de serviços do governo, seja a Casa da Família ou o programa Agente Jovem, enfim, todos aqueles Ministérios que têm ações naquela região poderão fazê-lo junto com esse ambiente de telecentro. De forma que se torne uma marca não apenas de um telecentro, mas a obtenção de serviços do governo eletrônico oferecidos pelos mais diversos Ministérios que integram o governo federal. É mais amplo do que somente um telecentro.
ABr: Diante dessas ações em diferentes campos, a inclusão digital será efetivamente uma prioridade para o governo federal em 2005?
Rogério Santanna: Sempre foi uma prioridade, mas em 2005 vamos materializar alguns processos centrais, como é o caso do PC Conectado e das Casas Brasil, e vamos ter resultados ocorrendo neste ano.
ABr: E com relação ao software livre? Como estão as negociações dentro do governo? Houve um convite para o presidente Lula se encontrar com o presidente da Microsoft, Bill Gates, em Davos. Como o senhor vê tudo isso?
Rogério Santanna: O software livre é uma alternativa estratégica para o governo reduzir custos, diminuir a dependência dos seus fornecedores. Nós estamos trabalhando, inclusive aqui dentro da Secretaria para desenvolver novos modelos computacionais mais baratos, mais adequados ao país, mais independentes. Mas não houve nenhuma conversação nesse sentido durante o Fórum Econômico Mundial.
Informação: Sulrádio/Agência Brasil
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2005-02-13 22:00Comunicado ABERT - Inserções Estaduais - Rio Grande do Sul - Dia 14.02.2004
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2005-02-13 22:00Convocação de Rede Nacional Obrigatória de Emissoras de Rádio
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2005-02-13 22:00Quotas da TV Brasil
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2005-02-13 22:00Congresso elege nova Mesa Diretora
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2005-02-13 22:00Nova Lei de Falencias é publicada
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2005-02-13 22:00Anatel edita três novas consultas públicas. inlcuíndo proposta de revisão de seu Regimento Interno
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2005-02-10 22:00Três Poderes assinam acordo para criação da TV Brasil
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2005-02-10 22:00Comunicado ABERT - Inserções Nacionais Dia 12.02.2005
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2005-02-10 22:00Argentina cessa taxação sobre televisor brasileiro
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2005-02-10 22:00A tevê da Microsoft
