Interessados em executar serviço de RTV deverão dirigir requerimento ao MInistério das Comunicações

O Ministro das Comunicações fez publicar no D.O.U. de 06 de janeiro, diversas portarias abrindo consultas públicas para averiguar a existência de interesse na execução do Serviço de Retransmissão de Televisão – RTV em várias localidades dos Estados do Ceará e de São Paulo.

Os interessados em participar da seleção para a execução do referido Serviço deverão encaminhar requerimento ao Ministério das Comunicações, no prazo máximo de 30 (trinta) dias, juntamente com a documentação exigida pela legislação em vigor.

As consultas públicas em questão são referentes as localidades de Itaiçaba, Quixeramobim, Santana do Acaraú, Tauá, Umirim e Viçosa do Ceará (CE), Bragança Paulista, Pindorama e São José dos Campos (SP).

Informação: ABERT

"Conversa de Jornalista" volta ao vivo em março

Os tradicionais encontros dos sábados, ao meio-dia, no Bar Social da ARI (Associação Riograndense de Imprensa), transmitidos ao vivo pela Rádio da Universidade (AM 1080 KHz), voltarão em março ao formato original. Durante os meses de janeiro e fevereiro, o programa "Conversa de Jornalista", no qual são veiculados os encontros, será gravado. A atração vai ao ar aos sábados, das 12h às 13h.

Fonte: Coletiva

MC: Alterações na legislação da radiodifusão

O Ministério deverá, neste ano, contratar uma consultoria especializada para analisar a atual legislação da radiodifusão e propor alterações para modernizá-la. A idéia é promover as atividades nesse setor e facilitar a fiscalização do conteúdo difundido. Também, intensificar a concessão de outorgas para radiodifusão comunitária e para RTV, bem como conceder outorgas para implantação de redes de retransmissoras. (MC-web, 29/12/04).

Informação: Sulrádio/ QUADRANTE - RTN 01

O Século XXI e o Fim Do Mundo (Que Nós Conhecemos)

O Fim do Paradigma

Pois meus senhores, não é que Nostradamus estava no caminho certo? Em julho de 2004, o astrônomo Sir Martin Rees calculou que a chance de nossa civilização alcançar o Século XXII é de 50%. Pois, entre o buraco de ozônio e o aquecimento global, a AIDS o Ebola e a vaca-louca, os incêndios na Amazônia e Chernobyl, o asteróide que não vai mais colidir em 2029, está aí o tsunami para mostrar que a nossa tecnologia não vale quase nada nessa escala planetária.

Algumas catástrofes são divinamente inexoráveis, mas a maior parte delas é conseqüência da nossa presença no planeta, da nossa maneira de agir, que deriva principalmente da nossa visão de mundo, e isso é o que queremos dizer por paradigma.

Quais são os principais aspectos no nosso paradigma de civilização? O mais importante deles é o do crescimento contínuo. Assim, a população cresce anualmente a 2%, a economia a 3,5% e a complexidade social a 64%. Isso vai parar já. Pelas simulações do Clube de Roma (MIT) a Humanidade fica sem alimentos em 2060, a Economia liquida com o petróleo em 2025 (e com quase todos os minérios da Terra antes de 2090), e segundo meus prognósticos, a Complexidade liquida com a Economia aí por 2010.

Outros aspectos do paradigma vigente são a estruturação social em famílias, a instituição da propriedade privada ilimitada dos bens, direitos e até de pessoas, a transmissão hereditária da riqueza, e a fragmentação funcional da sociedade de consumo. A família é cada vez menor, mais instável e incapaz de educar e até de tomar conta de seu patrimônio. A propriedade ilimitada permite a concentração doentia da riqueza (e da pobreza), e a transmissão hereditária permite que isso seja feito ao longo de gerações. A fragmentação funcional transforma cada cidadão em uma peça social com utilidade limitada para a produção de um ítem da sociedade - e completamente inútil e ignorante se separado do seu ambiente atual.

A posição da mídia de teledifusão

O que torna um grupo uma comunidade, ou uma nação é o compartilhamento de uma cultura, de uma linguagem, um gênero musical, uma culinária, hábitos de gestão social e interpessoal, e credos transcendentais (por exemplo uma religião). Estes valores que são cumulativos e evoluem durante a vida de um indivíduo, são a parte vegetal da sociedade. Entretanto, o que faz com que uma nação se emocione em conjunto ou se posicione frente a fatos do dia-a-dia dá o aspecto animal da sociedade, que reage como se fosse um grande indivíduo, é a mídia de informação. Podemos comparar a mídia ao sistema nervoso da sociedade - através das informações da mídia cada cidadão ou célula sente a dor, o prazer ou a urgência de agir ante os fatos locais, nacionais ou globais.

Se a mídia difunde os estímulos, também difunde os vícios, e aí vêm as questões básicas para o Século XXI. A recepção é voluntária, e portanto deve se situar dentro de uma margem de preferência do público. A difusão visa o prazer pelo esporte, a música e o jogo, informação cotidiana pelo jornalismo, meteorologia e trânsito e formação construtiva pelo documentário, entrevista e debate. As fontes de sustentação envolvem principalmente 3 esquemas: a programação paga diretamente pelo usuário, a sustentada pelo governo, e o triângulo patrocinador-emissora-usuário. Este último esquema, que tem predominado, realimenta o público com prazer cada vez mais barato e ignorante (vicioso), emburrecendo a população, o que em última análise reduz as espectativas e sofisticação de compra e até o poder aquisitivo, espiralando a cultura do organismo social na direção de uma colônia de bactérias.

Para sair deste ciclo vicioso, é indispensável que a mídia projete a médio prazo, formas de cultivar a cultura do seu espectador. As formas de programação baratas e repetitivas serão suprimidas pelas possibilidades de gravações em MP3, pelas transmissões via Internet, e pela saturação informativa do espectador, que passa a não mais responder ao marqueting.

Será importante investir na interatividade e na inteligência, no jogo e na leveza informativa, na produção estruturada multi-direcionada dos níveis de jornalismo, feita por profissionais competentes e carismáticos, em contínua atualização. Grandes jogos deveriam ser promovidos por patrocínio dos governos, que mantivessem treinados e organizados os recursos para atuação de cadeias na gestão de catástrofes, quando necessário.

De acordo com Jason Stout, da NAB, a Internet de banda larga sem-fio, transmitindo rádio digital a canais de telefonia celular poderá ter efeito similiar à histórica frase “Preciso de você, Watson”, por Graham Bell ao telefone. Já Vicki Stearn, da XM Radio, que tem suporte da GM para equipar todas as linhas automotivas com suporte a canais por satélite, visualiza a inteligência da programação, em que a mesma é dividida em quadros acompanhados de sinais de codificação, que permitem a escolha automática, do tipo: “quero rock e country, mudando de canal a cada final de música que coincida com outro começo, mas quero prioridade para qualquer boletim meteorológico, ou informações sobre trânsito da KJFK”.

Receptores inteligentes de programações digitais via satélite em muitos canais, com opções para inserção de pequenas emissoras locais - tudo isso demandará a organização em padrões cooperativados de produção modular, em uma época de grandes oscilações econômicas, governamentais e de costumes. A mudança será o único item garantido.

[ Eng.Eletrônico, Mestre em Instrumentação/UFRGS, Professor de Sistemas de Comunicações na Fundação Liberato Salzano, membro do Research Center for Global Governance]

Disputa política definirá presidência da Anatel

A reunião com o presidente Lula e o ministro Eunício de Oliveira que deveria decidir quem será o presidente da Anatel, cargo que está vago desde sexta, 7, foi adiada para a próxima segunda, 10. Segundo apurou este noticiário, há diversas opções na mesa. Uma hipótese seria nomear Elifas Gurgel do Amaral presidente, como quer o ministro das Comunicações, Eunício de Oliveira; ou nomear José Leite Pereira Filho, como querem o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, e o deputado Jorge Bittar (PT/RJ), tradicional interlocutor de Lula nos assuntos de telecomunicações.

Parece improvável a recondução de Pedro Jaime Ziller. Sabe-se que não é boa a sintonia entre Ziller e o ministro Eunício de Oliveira, assim como com a Casa Civil (que segundo fontes ligadas ao Planalto, tem considerado a gestão de Ziller excessivamente rigorosa com as rádios comunitárias). Por outro lado, os sindicalistas do setor de telecomunicações que indicaram Pedro Ziller, especialmente José Zunga, presidente da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações (Fittel), e Luiz Marinho, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), têm feito pressão contra a indicação de José Leite (nome favorito de José Dirceu), com o argumento de que seria um retrocesso político entregar a presidência da Anatel a alguém que entrou na agência por indicação de Fernando Henrique Cardoso.

Em defesa de José Leite pesam argumentos como a experiência técnica e o bom trânsito internacional junto à UIT e demais organismos setoriais. Neste complicado cenário, avaliam as fontes, Elifas Gurgel do Amaral, por sua ainda pouca experiência no setor, não teria grandes chances, e a confirmação de seu nome como presidente substituto já seria uma grande vitória do ministro Eunício de Oliveira. Resta saber se como ponto de equilíbrio não sobraria o nome de Plínio Aguiar, conselheiro da Anatel indicado por Jorge Bittar e com melhor aceitação junto aos sindicatos.

Informação: Sulrádio/ Tela Viva News

Novo presidente da AMIRT

No dia 5 de janeiro, Milton Lucca Paula, assumiu a presidência da Associação Mineira de Rádio e Televisão (AMIRT) para o biênio 2005/2006. Paula foi eleito em 15 de dezembro de 2004.

O novo presidente ressaltou a intenção de executar a proposição aprovada no VII Congresso Mineiro de Radiodifusão realizado no período de 21 a 23 de junho de 2004, em Belo Horizonte, ou seja, a “Revitalização da Radiodifusão e o seu Compromisso Social” mais o combate à pirataria eletrônica.

Presidente do Conselho de Comunicação deverá ser escolhido em 21 de fevereiro

Os 13 novos integrantes do Conselho de Comunicação Social que foram eleitos em 22 de novembro de 2004 serão empossados no próximo dia 21 de fevereiro. Na mesma data, de acordo com o atual presidente João Paulo Cavalcanti Filho, deverão ser escolhidos os novos presidente e vice-presidente.

Os membros titulares do conselho são Paulo Machado de Carvalho Neto, Gilberto Carlos Leifert, Paulo Tonet Camargo, Fernando Bittencourt, Daniel Koslowsky Herz, Eurípedes Corrêa Conceição, Berenice Isabel Mendes Bezerra, Geraldo Pereira dos Santos, Dom Orani João Tempesta, Arnaldo Niskier, Luiz Flávio Borges D"Urso, Roberto Wagner Monteiro e João Monteiro de Barros Filho. Eles representam empresas de rádio, de televisão e da imprensa escrita, sendo que os cinco últimos são representantes da sociedade civil.

Em uma das suas últimas reuniões realizadas em 2004, o Conselho de Comunicação Social aprovou e encaminhou às Mesas do Senado e da Câmara parecer sobre irregularidades no processo de constituição de empresas, funcionamento e regulamentação do Serviço de Distribuição de Sinais de Televisão e Áudio por Assinatura por Satélite (DTH). No parecer aprovado, os conselheiros discordam da fusão entre as operadoras DirecTV e Sky, que atuam no país nessa modalidade de serviço. O parecer ressalta ainda que a empresa oriunda do negócio passaria a contar com 1,4 milhão de assinantes e a controlar 95% do mercado de DTH e mercado de TV por assinatura.

0 O Conselho de Comunicação Social é um órgão auxiliar do Congresso Nacional previsto na Constituição. Entre suas atribuições estão a elaboração de estudos, pareceres, recomendações e a resposta a outras solicitações que forem encaminhadas pelo Congresso Nacional, no que se refere à liberdade de manifestação do pensamento, da criação, da expressão e da informação.

Informação: Jornal do Senado/ Sulrádio

Comunicação da Prefeitura quer dinamizar relações

A Supervisão de Comunicação Social da Prefeitura de Porto Alegre irá operar “de acordo com os compromissos de governo assinados por todo o secretariado do prefeito José Fogaça, o que implica em dinamizar o relacionamento com a mídia e com os formadores de opinião”, disse o titular do cargo, jornalista Anilson Costa. Anilson afirmou que cada titular da administração municipal “tem autonomia para se relacionar com os veículos de comunicação, mas o governo busca apresentar uma linguagem de conjunto e terá uma política de comunicação global e unificada”.

Aos 51 anos, o novo supervisor de Comunicação da Prefeitura de Porto Alegre pode ser considerado um veterano na política. Anilson atua em campanhas eleitorais desde 1986, com a candidatura de Pedro Simon ao governo do Estado. De lá para cá, esteve presente, quase sempre na coordenação da área de rádio, nas campanhas de José Fogaça (1990, para senador, e 92, para prefeito), Antonio Britto (1994 e 1998) e Yeda Crusius (1996 e 2000). Desta vez, integrou a equipe de marketing da campanha de José Fogaça.

Graduado em jornalismo pela PUC, Anilson deixou a coordenação de jornalismo da Agência de Notícias da Assembléia Legislativa para assumir o novo cargo. Ele já foi repórter e editor nas redações de Zero Hora e Caldas Júnior, recebeu o prêmio nacional de jornalismo Vladimir Herzog, em 1983, na categoria televisão com a reportagem-documentário "Libertação de Flávia Schilling no Uruguai", e dirigiu a assessoria de comunicação da OAB/RS.

Informação: Coletiva.net

Rádios comunitárias em debate

Apesar de a Constituição de 1988, em seu capítulo sobre Comunicação Social, já falar em "complementaridade dos sistemas privado, público e estatal", a lei que definiu as rádios comunitárias veio apenas dez anos depois. Desde então, iniciou-se o debate sobre a legislação, formas de fiscalização e atuação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), e da Polícia Federal, que dá apoio às ações da Anatel.

Durante todo o mês de dezembro, repórteres da Agência Brasil procuraram os mais diversos pontos de vista envolvidos na discussão. Descobriu, por exemplo, que só na Câmara Federal tramitam 36 projetos para rever a legislação do setor. Uma legislação que é objeto de debate entre os juristas. Também foram investigadas denúncias apontadas por várias pessoas e instituições ligadas a associações organizadas de rádios comunitárias a respeito da suposta violência que a Polícia Federal, em apoio à Anatel, viria desenvolvendo no cumprimento de decisões judiciais para o fechamento de rádios não licenciadas pelo Ministério das Comunicações.

Anatel e o Ministério das Comunicações receberam a reportagem para longas conversas explicando a atuação desses órgãos em relação a essas rádios. O leitor verá também entrevistas com os próprios diretores de rádios que foram fechadas, representantes das entidades mais conhecidas que agregam essas emissoras, juízes, advogados, deputados e representantes da Polícia Federal.

Informação: Radiobrás

Municípios assumem responsabilidade por radiodifusão comunitária

Desde a criação da lei da radiodifusão comunitária, em 1998, foram apresentados 40 Projetos de Lei (PL) na Câmara Federal para modificar a norma. Quatro deles já foram arquivados, e outros 36 continuam tramitando na casa legislativa, mas a maioria está na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática aguardando seu destino. Ainda tramitam na Câmara uma Proposta de Emenda Constitucional e um Projeto de Decreto Legislativo.

Grande parte dos projetos trata do direito de veicular publicidade e alguns propõem a anistia dos que infringiram a lei 4.117/62 e dos que foram incriminados com base no artigo 183 da Lei Geral das Telecomunicações. O PL 796/03, dos deputados Adão Pretto (PT-RS) e Edson Duarte (PV-BA), por exemplo, vai mais além e pede a revogação do artigo 70 do antigo código de telecomunicações.

Em contrapartida, outros projetos agravam ainda mais as penalidades, como o PL 3.225/00, do deputado Wigberto Tartuce (PPB-DF), que torna inafiançável o crime de instalação ou utilização de telecomunicações em desacordo com o previsto na Lei nº 4.117/62.

Em nível municipal, uma idéia do juiz federal aposentado Paulo Fernando Silveira virou projeto de lei na Câmara Municipal de São Paulo. A proposta municipaliza a competência sobre rádios comunitárias, o que hoje é tarefa da União. Apresentado pelos vereadores Carlos Neder (PT) e Ricardo Montoro (PSDB), o PL 145/01 ainda não foi votado.

Segundo o juiz Paulo Silveira, outros municípios já adotaram o sistema: São Gonçalo, no Rio de Janeiro, Campinas e Santo André, em São Paulo, e Montes Claros, em Minas Gerais. Para Silveira, tirar da União a competência sobre rádios comunitárias ajudará na transparência das concessões. "No município, o nosso olho vê quem está ganhando a rádio e porquê. É o controle da população. A fiscalização da população é muito mais importante do que a fiscalização do tipo Anatel-Polícia Federal", enfatiza.

Informação: Radiobrás