Brasil é nova fronteira da internet, diz ONU

O Brasil, a China e a Índia, entre os maiores países emergentes, são a nova fronteira da internet. Estudo publicado na última quarta-feira pela Conferência da ONU para o Comércio e o Desenvolvimento, em Genebra, revela que, pela primeira vez, o crescimento da rede mundial de computadores é maior no mundo em desenvolvimento do que nos países ricos.

O Brasil conquistou a condição de economia em desenvolvimento com o maior número de endereços na internet, além de um crescimento de 186% no número de usuários desta tecnologia entre 2000 e 2003. Entre os países emergentes, o Brasil é seguido por Taiwan e México.

O estudo aponta que existiam 3,1 milhões de páginas na internet com o final .br em 2003, um aumento de 41,3% em relação ao ano anterior, o que demonstra que o brasileiro participa cada vez mais da construção da rede mundial de computadores. O Brasil ocupa a 11.ª colocação entre os países com o maior número de websites, acima da Austrália e da França.

O tipo de endereço com maior número de inscrições é o .net, com 100,7 milhões de sites, mas não está ligado a nenhuma área geográfica. No total, a ONU contabilizou 233 milhões de páginas de internet no mundo em 2003, 35,8% a mais do que em 2002. Há 676 milhões de usuários de internet no mundo - 11,8% da população do planeta, mas o crescimento entre 2002 e 2003 foi de apenas 7,8%. A taxa é inferior aos anos do boom da internet (no final dos anos 1990 e início deste século), o que revela que a demanda nos países ricos está se estabilizando. Entre 2000 e 2001, o aumento foi de 27%.

O maior ritmo de crescimento é mesmo nos países emergentes, que contribuem para 75% do crescimento atual da rede. Em 2003, a expansão no número de usuários de internet nas economias emergentes foi de 17,6%, contra apenas 2% nas economias industrializadas. Mas a ONU alerta que o crescimento não está difundido em todos os países emergentes. Apenas cinco deles - Brasil, China, Índia, Coréia do Sul e México - representam 61% dos usuários fora do mundo desenvolvido.

Mas, mesmo no Brasil, onde a situação é melhor que nos demais países em desenvolvimento, ainda existe forte desigualdade em relação ao mundo rico. No País, 822 pessoas para cada 10 mil usam a web. Na Holanda, são 5,3 mil em cada 10 mil.

Música na web
Na avaliação da ONU, o Brasil deveria usar mais a internet para difundir sua música mundo afora. "Os músicos dos países em desenvolvimento têm muito a ganhar e pouco a perder criando estratégias para vender suas músicas online em todo o mundo", afirma o documento da ONU.

Outra sugestão da ONU para que o Brasil tire proveito da internet é aumentar o uso da rede por pequenas e médias empresas, que poderiam economizar e incrementar sua produtividade se aderissem ao comércio eletrônico.

No caso da América Latina, o estudo comprova que 97% das companhias têm acesso à internet, mas um número quase que insignificante usa a tecnologia para comprar ou vender. A região totalizou 44 milhões de internautas e apenas em 2001 sofreu um aumento de 65%.

Informação: Sulrádio/ AESP - Associação de Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo/ Estadão


Rádio AGERT

Farsul continua mobilizada pela aprovação do projeto 5122 com alterações na Câmara dos Deputados

O presidente da Farsul, Domingos Velho Lopes, considerou positiva a aprovação do projeto 5122 pelo Senado. Ele destacou que a proposta é melhor que a aprovada inicialmente na Câmara. Entidade vai continuar mobilização para que a proposta que sofreu alterações no Senado possa ser aprovada de novo na Câmara dos Deputados. 

Futuro da jornada de trabalho debatido na ACPA

O Consultor Jurídico do Sindilojas Porto Alegre, Flávio Obino Filho, participou do Menu POA, que debateu o fim da jornada 6x1 na Associação Comercial de Porto Alegre.

Federasul realizou debate com três pré-candidatos ao governo do Estado

Os pré-candidatos ao governo do Estado Juliana Brizola (PDT), Marcelo Maranata (PSDB) e Gabriel Souza (MDB) participaram de debate na Federasul. Eles abordaram temas como ICMS, infraestrutura, saúde e educação.