Os analistas de telecomunicações acreditam que 2005 será um ano melhor para as ações do setor na Bovespa, que há dois exercícios mostra um desempenho médio pior que o do índice paulista. O segmento de telefonia fixa é a preferência dos especialistas nas recomendações de investimento. A aposta de destaque é Telemar. A escolha reflete a preferência por uma companhia integrada e que, portanto, oferece riscos diluídos pela diversificação de fontes de receita. A operadora consolidou posição importante em longa distância e celular, além de telefonia local. Para completar, subiu apenas 3% em 2004, enquanto o Índice Bovespa valorizou-se quase 18%.
A preocupação dos analistas é que este ano reunirá debates regulatórios importantes, cujos efeitos são difíceis de estimar. Eduardo Roche, da Ágora Sênior, lembrou que os novos contratos de concessão entram em vigor em 2006 e ainda existem definições pendentes na Anatel. Entre as questões está a formação de um índice setorial para correção de tarifas que substituirá o IGP-DI, usado atualmente.
Roche explicou que os reajustes ainda representam principal fator de crescimento da receita das operadoras fixas. Por isso, a discussão pode trazer alguma volatilidade ao mercado. Mesmo assim, a analista da Fator Corretora Jacqueline Lison acredita que o marco regulatório não será colocado em xeque em nenhuma das discussões.
A Brasil Telecom, embora seja considerada a ação mais atrasada entre as operadoras fixas, concentra riscos que levam os analistas a não preferirem a empresa.
Na telefonia celular, ainda há preocupação com o crescimento forte da base de assinantes e a perda de rentabilidade. Outra questão preocupante são as possíveis reestruturações societárias. Neste caso, todas as celulares oferecem risco aos minoritários, segundo os analistas.
Roger Oey, do Banif Investment Banking, avalia que a expansão da base ainda será forte e, por isso, as operadoras podem mostrar queda na margem de lucro. A aposta dele é a Telesp Celular, que possui as ações mais negociadas e tem chances de ganhar com uma eventual reestruturação do grupo Vivo no Brasil. Para Roche, da Ágora Sênior, o momento de investir nas operadoras móveis deve surgir apenas no segundo semestre de 2005. Na opinião de Jacqueline, da Fator, as ações da TIM Participações são as mais defasadas entre as móveis e, portanto, têm o maior potencial de alta. Porém, comenta ela, em 2005 a empresa sofrerá uma concorrência mais acirrada na Região Sul, com o lançamen to da BrT GSM. Em relação à Embratel, os analistas continuam cautelosos. Embora as expectativas sejam boas, indefinições sobre operações societárias tornam o investimento arriscado.
Informação: AESP/ Estadão
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