A sucessão na presidência da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) será uma decisão do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. "A escolha é do presidente. Não chegamos a fazer indicações", disse hoje o ministro das Comunicações, Eunício Oliveira.
Enquanto o governo não define quem será o substituto de Pedro Jaime Ziller, cujo mandato terminou no último dia 6, a agência ficará sob o comando de Elifas Chaves Gurgel do Amaral, que já foi confirmado oficialmente como "substituto eventual" do presidente.
Reforma
Cotado para mudar de ministério na reforma que está sendo elaborada pelo governo, o ministro afirmou que o assunto deverá ser resolvido pelo Planalto, embora haja discussões sobre o novo presidente do órgão regulador, mas negou que a demora na indicação de um nome esteja atrelada à reforma ministerial.
"Se ele [o presidente] achar conveniente me ouvir novamente, vai me chamar. Senão a escolha é dele, os nomes já foram colocados. Tem cinco nomes. Não há nenhum problema em relação a nenhum dos nomes", afirmou, referindo-se ao fato de que o presidente terá que ser escolhido entre os cinco membros do conselho.
"Nem sei se vai ter reforma. O PMDB não foi chamado para esse assunto até hoje", disse. Segundo ele, o presidente se fechou, tomou a decisão para si. "Se ela vai fazer ou não vai fazer [a reforma] não temos notícias. Não sabemos nem se ele vai fazer, imagine como vai fazer", disse o ministro ao comentar que "o presidente é quem faz a pauta", e que ministro não tem opinião sobre ministério.
Questionado sobre uma possível transferência para o ministério da Integração Nacional, hoje comandado pelo ministro Ciro Gomes, Oliveira limitou-se a dizer que está feliz onde está, no Ministério das Comunicações.
Eunício Oliveira participou hoje da solenidade de posse do novo diretor da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), José Airton Cirilo, que, assim como o ministro, é do Ceará.
Informação: Sulrádio/ Folha de São Paulo
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