Morre a diva do rádio

Uma das estrelas mais famosas da época de ouro do rádio, Emilinha Borba morreu ontem à tarde, aos 82 anos, vítima de um infarto enquanto almoçava em seu apartamento, no Rio de Janeiro. Fenômeno de popularidade na década de 50, quando foi eleita a "Rainha do Rádio", a cantora carioca vendia seus CDs em praça pública nos últimos anos.

Nascida no bairro da Mangueira em 31 de agosto de 1923 - embora em sua certidão conste 1º de julho, por conta da superstição do pai -, Emília Savana da Silva Borba era ligada ao Carnaval e à música desde criança. Fã de Carmen Miranda, participava de programas de auditório e de calouros até que ganhou seu primeiro prêmio em um concurso promovido por Ary Barroso. Aos 16 anos, estreou com Pirolito, sucesso do carnaval de 1939, com Nilton Paz.

No mesmo ano, lançou seu primeiro disco e conseguiu, com a ajuda da própria Carmen Miranda, ser contratada pelo Cassino da Urca como crooner. Seu emprego mais rentável, porém, foi na Rádio Nacional, onde ficou por 27 anos, tornando-se uma das mais conhecidas figuras do rádio. Seus sucessos são lembrados até hoje pelos foliões brasileiros, como Chiquita bacana (1949), Tomara que chova (1951), Vai com jeito (1957), Mamãe eu vou às compras (1959), Marcha do pintinho (1961), Pó de mico (1963), Mulata iê, iê, iê (1965), Can can no carnaval (1966), A patroa me contou (1967) e Cordão da Bahia (1975). Entre outras famosas canções, estão Se queres saber, Escandalosa, Cachito Baião de dois e Paraíba.

Durante sua carreira, ganhou prêmios e títulos como o de "Rainha do Rádio", em um concurso de 1953. A alcunha, aliás, marcou a rivalidade entre Emilinha e a cantora Marlene (Vitória Bonaiuti). Na eleição de 1949, Marlene era novata e Emilinha já famosa. A iniciante foi procurada pela Companhia Antártica, que estava lançando o Guaraná Caçula. Para promover a marca, a empresa deu um cheque em branco para comprar quantas revistas (e votos) fossem necessários. Emilinha perdeu: Marlene somou mais de 500 mil cupons. A competição ia além: enquanto Emilinha era chamada de "a favorita da Marinha", Marlene era "a favorita da Aeronáutica". Apesar da rixa pública, as duas foram parceiras em shows e diziam se "amigas pessoais". Os exaltados fãs-clubes, no entanto, declaram-se inimigos.

Carreira nacional declinou após o surgimento da TV

Emilinha foi além do rádio e participou de 44 filmes da Atlântida (estúdio que produzia chanchadas entre 1941 e 1983), estrelando títulos como Banana-da-Terra (1939), Não adianta chorar (1945), É fogo na roupa (1952) e Cala a boca, Etelvina (1960). No fim da década de 60, problemas nas cordas vocais a levaram a três cirurgias.

A carreira nacional de Emilinha não resistiu, porém, ao surgimento da TV e seus novos ídolos. Após 22 anos sem gravar um trabalho só seu, ela gravou, em 2003, o CD Emilinha pinta e borba, com participações de amigos como Cauby Peixoto, Ney Matogrosso, Luiz Ayrão, Emilio Santiago e a própria Marlene. Por falta de gravadora, contando 60 anos de carreira, a popular cantora foi a praça pública vender suas obras. O CD, gravado com R$ 40 mil obtidos por meio do apoio cultural da prefeitura do Rio de Janeiro, era vendido a R$ 12. Em entrevista a Ney Matogrosso, publicada no Jornal do Brasil em 2003, a cantora mostrou-se magoada com a divulgação de que virara camelô.

- É como se eu não tivesse dinheiro nem para comer. Não sou nem quero ser rica, mas não preciso pedir nada a quem quer que seja, posso comprar o que quero - respondeu na ocasião.

No início deste ano, lançou Na banca da folia, um especial de carnaval, com a inusitada participação de MC Serginho na marcha-funk da Egüinha pocotó. Em junho, foi internada com traumatismo craniano e hemorragia intra-cerebral após sofrer queda em uma escada.

Recuperada, planejava assistir ao espetáculo Marília Pêra canta Carmen Miranda ainda esta semana. Emilinha será enterrada hoje, às 17h, no cemitério do Caju, no Rio. Ela deixa um filho e três netos.





Informação: Zero Hora


Rádio AGERT

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