XANGAI, China - Um fabricante do iPod, o tocador digital da Apple, afirmou nesta quinta, dia 31, que irá amenizar seu pedido em um processo por danos de imagem e difamação feito contra uma reportagem sobre maus tratos a que seriam submetidos funcionários da fábrica de tocadores. O assunto foi tema de incontáveis matérias publicadas pela imprensa internacional.
Agora, a empresa decidiu reduzir o preço da indenização pedida para um único yuan (cerca de US$ 0,12).
A Hongfujin Precision Industry disse que estava amenizando seus processos contra dois jornalistas chineses, que foram intimados pela companhia a pagar multas de 30 milhões de yuans (aproximadamente US$ 3,8 milhões).
A empresa havia pedido também a uma corte chinesa para que congelasse os bens dos jornalistas, o que também foi retirado.
A disputa é um sinal dos desafios que as grandes empresas vivem quando a manter seus códigos de conduta enquanto terceiriza a maior parte de sua produção, além de refletir as pressões que os jornalistas chineses sofrem na sua atividade diária.
Intervenção
O caso provocou uma rápida resposta da organização Repórteres sem Fronteiras, que pediu a intervenção direta do CEO da Apple, o executivo Steve Jobs. A história também gerou uma ampla cobertura na imprensa internacional.
A Apple chegou a afirmar nesta quarta que estava trabalhando nos bastidores para resolver o caso. A Hongfujin, parte da taiwanesa Foxconn Technology Holdings, afirmou em um comunicado que qualquer soma que recebesse neste caso seria doado a instituições de caridade.
"Neste episódio, a empresa só queria ter o direito de proteger sua reputação e preservar a dignidade chinesa", afirmou a companhia.
Na China, o controle estrito sobre a mídia obriga os jornalistas a conviver com a censura e, mais recentemente, com processos judiciais de empresas quando escrevem matérias desfavoráveis.
Informação: Agência Estado

