TV digital: governo quer distribuir canais este ano

Mônica Tavares

BRASÍLIA. A proposta de cronograma de implantação da TV digital no país, elaborada pelo Ministério das Comunicações, prevê que as geradoras de TV de São Paulo deverão solicitar os canais digitais até o fim de outubro. A idéia é que até o fim do ano o ministério faça a consignação — empréstimo dos canais digitais — para essas empresas.

Durante dez anos, as emissoras serão obrigadas a fazer transmissões tanto pelo sistema digital quanto pelo analógico.

Ao fim desse prazo, elas terão que devolver ao governo os canais analógicos.

Os radiodifusores, indústrias e universidades, que participam da Câmara Executiva do Fórum de TV digital, vão discutir a proposta do governo no próximo dia 18.

— A indústria está se preparando para fornecer os transmissores até meados do ano que vem, e, em coordenação, entrar em operação a TV digital em São Paulo, com as redes e todas as emissoras envolvidas até o fim do ano que vem — afirmou o ministro das Comunicações, Hélio Costa.

Até o fim de outubro de 2007, as emissoras do Rio e de todas as outras capitais do país deverão solicitar os canais digitais. Conforme o governo for analisando os casos, liberará os canais. Terminado o trabalho com essas geradoras, deverão ser atendidas as emissoras nas cidades-pólo do interior, até que sejam atingidas todas as cerca de 400 geradoras do país.

— Nada impede que esse cronograma seja antecipado, desde que tenhamos condições técnicas de fazer toda essa tramitação no ministério e que, evidentemente, as empresas estejam em condições de fazer os investimentos — disse o ministro.

Somente depois de designar os canais para todas as emissoras será feita a distribuição para as retransmissoras. Segundo o secretário de Telecomunicações do ministério, Roberto Pinto Martins, as emissoras, depois de receber as consignações dos canais, têm até seis meses para fazer o projeto técnico de instalação dos transmissores e até 18 meses para iniciar as transmissões digitais. O secretário informou que quem não fizer o requerimento não terá o canal digital — e, quando vencer o prazo da concessão, perderá o canal analógico.

Outra condição imposta pelo governo é que nenhuma retransmissora será digitalizada se o sinal da geradora não for digital.

País quer criar um sistema latino-americano Costa informou ainda que o nome Sistema Brasileiro de TV Digital possivelmente será modificado, passando a ser Internacional, para facilitar sua implementação em toda a América Latina. No dia 17 de outubro, uma delegação do governo vai participar da reunião da Comissão Interamericana de Telecomunicações, na Venezuela.

— Queremos criar um sistema latino-americano. Vamos continuar os entendimentos com Argentina, Colômbia, Venezuela e Peru, exatamente em torno da utilização do sistema internacional de TV digital que nós desenvolvemos no Brasil, com essas ferramentas — disse o ministro.






Informação: Abert/ Telecomunicações - O Globo - RJ - Economia






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