As emissoras de televisão que transmitem sua programação por meio da internet, as chamadas WebTVs ou IPTVs, estão crescendo e resolveram se unir para defender seus interesses. Juntas, somam 60,2 milhões de page views, _ visitas aos endereços eletrônicos _ por mês, o equivalente a 8% do movimento de um grande portal como o IG.
Elas acabam de criar a Associação Brasileira das Emissoras de IPTV (ABRAWEBTV), que será apresentada oficialmente durante o 1º Congresso Brasileiro de IPTV e WEBTV, em outubro, no Rio. Sua primeira briga faz parte do calendário eleitoral.
Por um lado, as IPTVs foram proibidas de fazer qualquer propaganda no período de eleições. Por outro lado, ao contrário das emissoras abertas, não puderam usufruir dos benefícios fiscais em contrapartida à obrigatoriedade da veiculação do horário eleitoral. "É uma incoerência", diz Alberto Luchetti, diretor geral da allTV, criada em março 2002. "Temos de nos unir para fazer valer nossos direitos nos tribunais."
Para combater o que considera uma ilegalidade e também defender os interesses das novas emissoras frente à futura regulamentação das emissoras por internet, a empresa de Luchetti se uniu às TVs Climatempo, Flash Amaury Jr, MultiDirector, Super 8, Universidade Estadual do Rio, e Interativa, na nova associação.
O estatuto da associação, preparado no escritório do jurista Manoel Alceu Afonso Ferreira, prevê um conselho consultivo e uma comissão de ética que vão servir de referência para todas as discussões que começam a surgir na categoria. Entre elas, uma das que mais preocupa a essas empresas, de porte médio, é a entrada das companhias de telecomunicações no segmento de IPTV.
As operadoras Telemar, Telefônica e Brasil Telecom (BrT) têm planos para lançar serviços de TV com transmissão por linha telefônica até o primeiro semestre de 2007. A Telefônica pretende lançar o serviço até o fim de 2006.
As atuais emissoras de IPTV iniciaram atividades num cenário sem normas , até por serem pioneiras, em um mercado novo. Hoje, empregam mais de 370 pessoas e têm boas perspectivas de expansão. Por isso, diz Luchetti, é preciso um esforço extra para entender as necessidades e estratégias de sobrevivência do negócio. A associação nasce nesse contexto.
Informação: ABERT / O Estado de S.Paulo - Economia - Multimídia

